quarta-feira, 5 de julho de 2017

Renuncia agora, Temer

Renuncia agora, Temer
Astor Wartchow
Advogado
 Assim como eu dissera acerca do incompetente mandato de Dilma, ao afirmar que sua renúncia seria mais digna, também é hora de Temer renunciar.
 Ainda que a gestão Temer esteja fazendo um esforço para realizar as adequações orçamentárias  necessárias haja vista a irresponsabilidade fiscal decorrentes  das populistas gestões anteriores.
 Relembrando: gestões que resultaram em desarrumação generalizada da economia nacional, crimes contábeis-administrativos e a credibilidade perdida. E níveis de desemprego como nunca dantes.
 Com Temer ou sem Temer, o respectivo, necessário e oneroso ajuste de contas social, econômico e financeiro é inadiável. Seja quem for o próximo presidente, será uma questão de tempo e atitude.
 Mas, agora, com o revelado advendo de constrangedores diálogos presidenciais com o safadão Joesley Batista, a situação ficou insustentável.
 Evidentemente, Temer não é inocente. Ressalta-se, porém, o absurdo consórcio do Ministério Público  Federal com o delinquente e corruptor  empresário, concretizando uma armação que desmoraliza totalmente as regras jurídico-judiciais.
 Pior: negociou-se uma grotesca armação em troca de liberdade internacional do sujeito. Uma manobra de nulidade absoluta do ponto de vista juridico.
 Mas, neste momento, isto não importa mais. Armação ou não, Temer caiu numa armadilha que lhe retira defintivamente qualquer credibilidade e possibilidade no ânimo de governar.
 Então, digno seria (se é que ainda há dignidade de parte de nossos representantes) Temer renunciar. Não esperar um  provável afastamento e impeachment.
 Porém, neste sentido, repito o que dissera acerca à época do impeachment: "Dilma não renunciará porque o orgulho pessoal é maior que a razão. Aliás, no desejo de manutenção do poder, o empobrecimento e o sofrimento popular são detalhes secundários."
 Vale a mesmo raciocínio para a provavel decisão de Temer em não renunciar!
 Os incuráveis
 Enquanto a nação sangra em todos os sentidos, fragmentando nossa histórica e típica esperança, alguns fanáticos e irresponsáveis continuam com sua ladainha. Pior, além de não fazer a necessária autocrítica pessoal e partidária, agora pregam uma sangrenta guerra civil.
 Foram as palavras da petista Benedita da Silva, ex-governadora, senadora e deputado federal.  Dias depois, palavras reafirmadas por Washington Quaquá, prefeito de Maricá e presidente do PT, ambos do Rio de Janeiro.  
 Fosse um simples lero-lero ou quá-quá de um débil mental qualquer não daria maior significância. Mas, acredite, é um sintoma da doença incurável da cegueira ideológica e populista!




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