domingo, 16 de julho de 2017

Artigo, Hélio Schwartsman, Folha - Crepúsculo de um ídolo

Artigo, Hélio Schwartsman, Folha - Crepúsculo de um ídolo


SÃO PAULO - Ok, eu era jovem, mas já acreditei que Lula e o PT introduziriam um novo e melhor paradigma ético na política brasileira. É com um misto de frustração e tristeza, portanto, que recebo a notícia de que o ex-presidente foi condenado em primeira instância a 9,5 anos de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A frustração vem pela constatação de que o padrão ético da política nacional continua desastroso, se é que não piorou após a passagem do ex-metalúrgico pelo Planalto. A tristeza tem uma etiologia mais emocional mesmo: a derrocada moral de um líder que já admirei.

Obviamente, não foi só agora que descobri que lidava com ídolos de pés de barro. Desde a revelação do escândalo do mensalão, em 2005, eu já havia expungido todas as minhas ilusões em relação ao partido e seus dirigentes. Faço essas reflexões, que ficam no limite da indiscrição, neste momento porque a condenação de Lula confere peso histórico à trajetória de declínio ético do líder petista.

Mesmo que ele escape da cadeia e seja reeleito presidente —o que me parece muito improvável—, não vejo mais como seu nome possa ser dissociado de várias das piores práticas da política brasileira. E isso não ocorre devido a uma suposta parcialidade do juiz Sergio Moro, mas a atitudes do próprio dirigente petista.

Ainda que se acredite na fabulação de que Lula foi condenado sem provas, não há como negar que o ex-presidente estabeleceu uma relação de extrema promiscuidade com empresários que admitem ter integrado esquemas bilionários de assalto aos cofres públicos. Se aplicássemos a régua moral que o PT utilizava nos anos 80 e 90, e que me parece adequada (nesse quesito o partido mudou mais do que eu), Lula teria de ser expulso sumariamente da legenda.


Se há um lado bom nessa história é que eu ao menos aprendi a descrer de heróis e passei a ter uma visão mais realista da natureza humana.

4 comentários:

  1. Dizer que não existem PROVAS contra o Lula e continuar acreditando no discurso purulento da esquerdalha brasileira. Mudaste pouco, meu!

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  2. MANOEL OLHAVA PELA FECHADURA DO QUARTO DE MOTEL ONDE SUA ESPOSA ESTAVA NA CAMA, SENDO "AMASSADA" PELO AMANTE, QUANDO A LUZ DO QUARTO SE APAGA, E MANOEL EXCLAMA:

    -"Ó DUVIDA CRUEL, AGORA COMO VOU TER CERTEZA?"

    SE TENS DÚVIDA , ÉS COMO O MANOEL,"SÓ VENDO"
    MILHARES DE PROVAS NEGOCIATAS E AINDA TENS DÚVIDA?

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  3. Hélio Schwartsman escreve para a "Falha de S. Paulo", é socialista, já deu inúmeras opiniões que comprovam seu amor pelas esquerdas retrógradas que infestam o Brasil e o mundo. Assim, é certeza que não dá para acreditar sequer nos sinais diacríticos exigidos em seus textos.
    O Brasil é assim, estamos cheios de gente desse tipo. Recentemente tivemos as opiniões execráveis do também socialista de carteirinha Paulo Rabelo de Castro sobre as operações da JBS com o BNDES e em defesa dos funcionários petistas que infestam a instituição. Ou damos uma guinada radical rumo ao capitalismo e ao liberalismo, extirpando o socialismo de nosso pais ou estaremos eternamente deitados em nosso berço esplêndido.

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  4. Coisa mais rara, nos dias de hoje, vizualizar a estrela vermelha petista na lapela dos casacos , inclusive, dos fundadores dessa " seita"

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