sexta-feira, 21 de julho de 2017

Cabotinismo a céu aberto

Cabotinismo a céu aberto
Caramba, esse FB se presta a tudo. Então vão lá meus dois cents sobre costumes.
Há dois dias que estou tentando entender as homenagens post mortem da RBS ao P. Santana.
Não importa que eu o considere essencialmente irrelevante, nem tampouco que ache patético atribuirem genialidade a alguém que se comprazia por ser palhaço. Um palhaço de claque montada, é verdade, que também dublava como colunista de texto simplório.
E, loucura das loucuras, já vi gente o comparando a Nelson Rodriguez. Logo irão assegurar que o Luan é melhor que Pelé.
Tudo isso é o mercado de opiniões  no FB que, no fim do dia, não tem valor.
Daí até a empresa dar duas capas e mutilar o jornal para forçar um reconhecimento que só ela vê, vai uma distância. E me soa como uma enooooorrrme forçação de barra para não dizer de um provincianismo constrangedor. Se ninguém de valor reconhece meu valor, eu mesmo vou alardea-lo, pensava o cabotino.
Posso aceitar que um veículo seja medíocre, que tenha a agenda torta, que produza coberturas usualmente pobres, que oscile editorialmente entre o conservadorismo e o muro e, até, que pratique habitualmente uma já não disfarçada bajulação onanística a seus próprios integrantes. Tudo isso sou capaz de digerir.
Mas duas capas e incontáveis páginas para homenagear uma personalidade menor, de indefiníveis serviços prestados à comunidade, e, sobretudo, para fazer um elogio fastidioso ao personalismo primário e sem conteúdo da figura em questão, aí é demais.
Não sei vocês, mas eu recebo isso como um convite da RBS para o apequenamento de seus ouvintes e eleitores.
E se tem uma coisa para a qual não precisamos ser estimulados nessa hora é pensar pequeno.

Imagino o que farão na missa de sétimo dia.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A Lenda

A Lenda
Astor Wartchow
Advogado-oabrs 25837
 Gigantes por natureza e deitados eternamente em berço esplêndido, havia uma terra e seu povo que  acreditavam na lenda acerca da ascensão ao poder de um homem pobre e humilde.
 Sem cultura e educação formal, e advindo de região miserável e árida da nação, estaria,  porém, investido e atribuído de sabedoria, humildade, liderança e despreendimento material.
 A lenda em torno deste messias fazia crer também - baseado em outra lenda que atribui virtudes naturais aos materialmente pobres - que seria incorruptível, dotado de honestidade, senso ético e moral. Uma alma nunca dantes vista naquelas terras e terras nenhumas entre todas as terras do mundo.
 E este predestinado conduziria todo o seu povo, pobres e ricos, negros e brancos, sulistas e nordestinos, indistinta e equitativamente, a plenitude de seus direitos, posses materiais e culturais e demais prazeres.
 Conquistas e realizações como que por encantamento. Afinal e consequentemente, repetia-se que tal nação e seu povo seriam pródigos por natureza e divindade.
 E, assim, durantes anos e anos propagou-se a lenda. E com seu crescimento e a popularidade do messias, a reprodução massiva de seus pastores e fiéis.
 E o que era uma lenda virou uma religião. E como as demais religiões, também têm seu ícone, seu dogma e o exercício da idolatria.
 Além dos ditos e cantados atributos que a origem social e geográfica se lhe incorporariam como por osmose e misticamente, a lenda, como toda a lenda, também dizia que haveria um sinal, um pequeno detalhe físico-estético que permitiria identificar quem de fato seria o predestinado. Típico de lendas!
 Mas, ainda que tardias, a realidade e a verdade acerca dos milagres, pessoas e fatos não mantiveram concordância com que se lhe cantavam e encantavam a lenda e o próprio messias, a retórica dos pastores e os desejos dos respectivos fiéis.
 Então, não demorou e o que era promessa de “paz e amor”, virou incitação às diferenças étnicas, sociais, culturais e institucionais, grosseiramente batizadas e rotuladas.
 E o que pregara a lenda, seus propagadores e fiéis sobre a suposta sabedoria, humildade, liderança e despreendimento material do messias,   transformou-se em dilúvio de profanações, arrogância, mentiras, apropriações indébitas e escândalos.
 Mas, como todas  as igrejas e seu dogmas, como todas as lendas universais, também esta mantém sua narrativa, seu ícone, seus propagadores e crentes. Apesar de todos os pesares e ainda que quase apagada e cadente a estrela que a simboliza.       
 Qualquer semelhança com histórias e estórias brasileiras é mera conincidência.



Lula vai dizer que nunca soube da bolada que sobrava nos bancos?

Lula vai dizer que nunca soube da bolada que sobrava nos bancos?

Ou o ex-presidente operou o milagre da multiplicação de dinheiro ou não há como explicar os mais de R$600 mil confiscados por Sérgio Moro

Por Augusto Nunes

O bloqueio de R$ 606.727 depositados por Lula em quatro contas, efetivado pelo Banco Central por determinação de Sergio Moro, não surpreendeu quem leu a sentença: além de condenar o réu a 9 anos e meio de prisão, o juiz também exigiu a devolução de R$ 16 milhões.
Surpreendente foi o tamanho da bolada. Como pode um ex-presidente que ama fantasiar-se de pobre manter mais de 600 mil descansando em quatro contas correntes? Só Lula sabe. Mas dirá que nunca soube de nada. E que só pode ser coisa de dona Marisa.

Ele não sabe sequer quanto ganha, gaguejou em março neste ano, numa audiência em Brasília, quando o juiz Ricardo Leite lhe perguntou qual é sua renda mensal. Confira a resposta em dilmês de cadeia:

“São uns seis e pouco de aposentadoria mais uns 20 que minha mulher recebia, que passou para 30. (…) Pode dar 30… 30 mil, mas pode ter mais. Tem mais porque tem doação pros meus filhos, sabe, porque eu não tenho… Poderia chegar a quanto? 50 mil? Eu não sei, eu tô tentando chutar aqui, doutor. (…) O rendimento fixo que eu recebo, todo mês, é isso: 6 e pouco da anistia e ─ era vinte, agora passou para trinta ─ a LILS que paga. Mas depois o advogado manda pro senhor, aí, o total do rendimento das doações”.

Lula omitiu o que recebe como perseguido político de araque, escondeu embaixo da cama os R$13 mil pagos ao presidente de honra do PT, fez de conta que ainda recebe convites para palestras cujos cachês são de espantar um Bill Clinton, escondeu os rendimentos auferidos pelo camelô de empreiteira, deixou escapar suspeitíssimas doações ao bando de filhos, insinuou que Marisa Letícia é que sustentava a casa e jurou que não sabe direito se embolsa R$26 mil ou R$50 mil a cada 30 dias.


Se desconhece isso tudo, compreensível que o depoente também ignore que ganhou de presente um apartamento de três andares no Guarujá e um sítio em Atibaia. Talvez tenha sabido só agora dos mais de 600 mil reais que descansavam no banco.

Penas de primeira instância

Sérgio Cunha Mendes: condenado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa a 19 anos e quatro meses de prisão.

Ângelo Alves Mendes: absolvido por insuficiência de provas.

Rogério Cunha de Oliveira: condenado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa a 17 anos e quatro meses de reclusão.

Enivaldo Quadrado: condenado por lavagem de dinheiro a sete anos e seis meses de prisão.

João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado: condenado por lavagem de dinheiro a dois anos e seis meses de prisão.

José Humberto Cruvinel Resende: absolvido por insuficiência de provas.

Paulo Roberto Costa: condenado por corrupção passiva a 10 anos de prisão (fez acordo de colaboração premiada).

Alberto Elísio Vilaça Gomes: condenado por corrupção ativa e associação criminosa a 10 anos de prisão.

Waldomiro de Oliveira: deixou de ser condenado por litispendência (existência de outro processo com o mesmo objeto sendo julgado pela 13ª Vara Federal de Curitiba).

Alberto Youssef: condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a 20 anos e quatro meses de prisão (fez acordo de colaboração premiada).

Antônio Carlos Brasil Fioravante: condenado por lavagem de dinheiro a três anos de reclusão substituída por prestação de serviços à comunidade.


Mário Lúcio de Oliveira: absolvido por insuficiência de provas.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A Lava Jato e a mudança de humor dos eleitores

1. Pesquisas têm sido feitas e todas elas mostram um enorme apoio à operação Lava-Jato e ao Juiz Sérgio Moro. Quase uma unanimidade. Exatamente e da mesma forma, isso ocorreu na Itália em relação à operação Mãos Limpas e ao Juiz Pietro.

2. No entanto, se avaliarmos o impacto das mesmas pesquisas nas perguntas que se referem aos políticos e candidatos presidenciais hipotéticos, esse quadro aponta a direções estranhas.

3. Observando as pesquisas realizadas em 2015, 2016 e 2017, verificamos que o impacto do amplo noticiário das mídias, impressas, radiofônicas e especialmente televisivas sobre a opinião pública -política/eleitoral- as tendências são preocupantes.

4. Nos primeiros períodos, desde 2015 a 2016, já com o noticiário da Lava-Jato ativo, mesclado com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o quadro eleitoral hipotético reproduzia a opinião política de 2014 com Lula liderando, seguido de Aécio e Marina - estes tecnicamente empatados e próximos a Lula.
       
5. A partir de 2017, da concentração do noticiário na Lava-Jato, incluindo as novas delações com os diretores da Odebrecht, além das anteriores com diretores da Petrobras e doleiros, o quadro anterior foi sendo alterado. Essa tendência foi acentuada com as delações dos dirigentes da JBS.
       
6. Lula -ainda liderando- perdeu fôlego. Aécio desapareceu. Os nomes do PSDB, Alckmin e Doria, passaram a se fixar na metade de Lula, se tanto. Ciro Gomes ficou na mesma, em 5% ou menos. Álvaro Dias idem, em 2% ou 3%.
       
7. E a grande surpresa foi a forte ascensão de Bolsonaro, que saiu de seu patamar, entre 5% e 7%, e foi crescendo de forma sistemática, até alcançar o patamar de Lula, no entorno dos 20%. Em geral, com Lula na frente, mas também junto com Bolsonaro.
       
8. O noticiário sobre as denúncias a Lula era amplo antes da condenação pelo Triplex.  Assim mesmo produziu um impacto aquém do que se imaginava. Acompanhamos agora os desdobramentos da condenação de Lula na opinião pública.
       
9. Curiosamente, Marina que antes vinha em empate técnico com Aécio, teve forte oscilação negativa e perdeu quase a metade das intenções de voto que tinha.
       
10. Bolsonaro, com 20% ou mais, deve levar os analistas a entenderem que correlação é essa do noticiário sobre Lava-Jato e delações e a forte ascensão de Bolsonaro. É claro que a operação Lava-Jato não tem responsabilidade sobre isso.
       
11. É provável que as lideranças políticas se concentrando no ataque ou na defesa em relação ao noticiário, conforme o caso, sem qualquer conexão com o caminho aberto pela Lava-Jato, expliquem este vácuo ocupado por Bolsonaro neste momento. E, quem sabe, sobre a antipolítica em seguida.
       
12. Na operação Mãos Limpas aconteceu uma situação semelhante. Os dois principais partidos (DC e PS) naufragaram. 4 chefes de governo foram condenados. E o caminho aberto levou a liderança de um novo ciclo político -Berlusconi- por cerca de 15 anos, como chefe de governo, criando um novo partido, Força Itália, repicando a marca do Milan, time de futebol que presidia.
        
13. E depois ascendendo o MV5, do humorista na TV Beppe Grillo, passando a ter maioria -simples- na câmara de deputados e elegendo prefeitos de grandes cidades, como Roma. E a política italiana continua patinando com a derrota e o afastamento do primeiro ministro após o plebiscito e a expectativa de uma nova eleição.
        
14. Esse deve ser um alerta a nossos partidos políticos para, além dos ataques e defesas em função da Lava-Jato, oferecerem alternativas programáticas e políticas. De outra forma, termina-se construindo aqui, como na Itália, um forte ciclo de antipolítica.
        


15. E também a mídia e aos intelectuais.

Seguradoras cobram mais no Rio

Segue adicional de cobrança por parte de todas as transportadoras que operam no Rio de Janeiro.
Face que as seguradoras não querem mais arcar sozinhas com custos de roubos de cargas e total
Insegurança no RJ
Rio de janeiro está sob total abandono, decretando-se a falência do poder público naquele estado,
Logo, teremos esta situação estendida para outros estados da união.
Existe também a possibilidade de à partir de 10 de agosto, nenhuma transportadora operar no Rio
De Janeiro, levando ao caos e ao desabastecimento total.

Segue abaixo texto do nosso diretor sobre a cobrança da EMEX.

Cobrança Taxa EMEX:

 0,30% sobre o valor mercantil e R$ 10,00 para cada 100Kgs.
Gostaria de esclarecer que a Emex, como o próprio nome indica, é uma taxa excepcional, isto é, se inscreve nas situações extremadas e imprevistas como revoluções, guerras e grandes catástrofes naturais. Aliás, não pensem que estou exagerando, basta ler o noticiário diário no qual os eventos de roubo no Rio são evidenciados. Se mesmo assim isso não bastar, nós podemos enviar os muitos casos que nos afetam dos quais temos farto material para mostrar: fotos, descritivos, relatórios etc.
A EMEX foge da rotina de risco e está, por assim dizer, em um ponto fora da curva em vários sentidos. No que diz respeito aos custos de seguro, ela apenas representa a remuneração de uma fração do risco incorrido, já que as seguradoras estão aumentando dia a dia a franquia dos eventos, o que significa que, daqui para frente, o custo de vender no grande Rio crescerá muito. É um dado da realidade facilmente comprovável. Mas os custos não só são de seguro, são também operacionais, na medida em que as rotas foram divididas não mais obedecendo a critérios logísticos ou para gerar produtividade. Agora, as rotas precisam obedecer à prioridade do risco inerente a cada área envolvida.
Senhores, essas questões não podem ser ignoradas ou simplesmente pensadas sob o ponto de vista do mercado e da concorrência, isto é, não é possível a nenhum transportador minimamente estruturado ou com alguma responsabilidade arcar com um ônus dessa monta por mais tempo sem o repasse de pelo menos parte desses custos.
É evidente que a expressão “excepcional” quer dizer que a demanda da EMEX vai persistir pelo tempo em que durar este indecente estado de coisas e não pode ser arcada pelo transportador, que corre o risco de se inviabilizar financeiramente como um todo. Imaginem tentativas roubos efetivos todos os dias que envolvem valores dos quais os fretes que cobramos representam apenas fração ínfima. Como arcar diretamente com tais encargos sem suporte de seguro pleno? Como gerir os riscos, mesmo com seguro de terceiros, sabendo por óbvio que o segurador seja ele qual for vai exigir procedimentos onerosos justamente para evitar os roubos? Ora, fizemos a lição de casa e criamos condições para que nossos clientes possam vender no grande RIO, mas como esse custo não estava no cardápio, e agora está sendo demandado, ele precisa ser pago.. Se mesmo assim isso não bastar, nós podemos enviar os muitos casos que nos afetam dos quais temos farto material para mostrar: fotos, descritivos, relatórios etc.
A EMEX foge da rotina de risco e está, por assim dizer, em um ponto fora da curva em vários sentidos. No que diz respeito aos custos de seguro, ela apenas representa a remuneração de uma fração do risco incorrido, já que as seguradoras estão aumentando dia a dia a franquia dos eventos, o que significa que, daqui para frente, o custo de vender no grande Rio crescerá muito. É um dado da realidade facilmente comprovável. Mas os custos não só são de seguro, são também operacionais, na medida em que as rotas foram divididas não mais obedecendo a critérios logísticos ou para gerar produtividade. Agora, as rotas precisam obedecer à prioridade do risco inerente a cada área envolvida.
Senhores, essas questões não podem ser ignoradas ou simplesmente pensadas sob o ponto de vista do mercado e da concorrência, isto é, não é possível a nenhum transportador minimamente estruturado ou com alguma responsabilidade arcar com um ônus dessa monta por mais tempo sem o repasse de pelo menos parte desses custos.

É evidente que a expressão “excepcional” quer dizer que a demanda da EMEX vai persistir pelo tempo em que durar este indecente estado de coisas e não pode ser arcada pelo transportador, que corre o risco de se inviabilizar financeiramente como um todo. Imaginem tentativas roubos efetivos todos os dias que envolvem valores dos quais os fretes que cobramos representam apenas fração ínfima. Como arcar diretamente com tais encargos sem suporte de seguro pleno? Como gerir os riscos, mesmo com seguro de terceiros, sabendo por óbvio que o segurador seja ele qual for vai exigir procedimentos onerosos justamente para evitar os roubos? Ora, fizemos a lição de casa e criamos condições para que nossos clientes possam vender no grande RIO, mas como esse custo não estava no cardápio, e agora está sendo demandado, ele precisa ser pago.

terça-feira, 18 de julho de 2017

QUANDO O MANDADO PARLAMENTAR É UM DESSERVIÇO

QUANDO O MANDADO PARLAMENTAR É UM DESSERVIÇO
Muito se espera de quem recebe um mandato ao ser eleito.
Talvez, porque este muito, ao longo de meses que precedem as eleições, tem a ver com todas as promessas alcançadas ao eleitor e o que este pensou conhecer deste ou daquele candidato que "invadiu sua casa", ao longo da programação eleitoral, posando como se fossem verdadeiros Sassás Mutemas Salvadores da Pátria. Lógico, cada qual embalado tal qual um produto midiático pós-moderno.
Mesmo há mais de 2.000 d.C., seguem alguns dizendo "olá, vou roubar um minutinho da sua atenção..." a despeito de saberem que o eleitor não tolera e não tolerará mais qualquer roubo, muito menos, do seu próprio tempo.
No caso do RS, em especial, na Assembleia Legislativa, o que se constata, ao longo do exercício parlamentar, com raríssimas exceções, é o uso do mandato, para todo e qualquer fim, menos o de bem legislar atendendo os critérios qualitativos e quantitativos, somado ao que se concebe por útil e relevante para o povo gaúcho.
Após detalhada análise da produção legislativa dos 55 (cinquenta e cinco) Deputados Estaduais, infelizmente, fato é que 17 (dezessete) destes, quando se trata de observar os critérios acima referidos, "acertam na mosca" o que se concebe ou como pífio, ou como pedestre, senão ainda o inexistente.
Tornou-se um manancial haver propostas legislativas, para dar nomes de eventos e feiras, ou de dias disso e daquilo no calendário, sendo praticamente unânime um grande carro chefe, qual seja, o batismo de rodovias. Isso para não falar do uso de honrarias, títulos e medalhas, para agraciar apoiadores de campanha, como se fossem grandes personalidades dignas de um feito heróico.
Algumas propostas legislativas soam como a resolução de problemas filosóficos, como o questionamento de "quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha", como é o caso do PL nº.  298/2015, que visa instituir, pasmem, o dia estadual do frango e do ovo, a ser comemorado, anualmente, na segunda sexta-feira do mês de agosto. Pior, agosto vem aí e, se este PL for aprovado, temo que "as penosas" queiram fazer greve-geral e "requerer insalubridade", através dos respectivos sindicatos.
Há também, quem em um momento da vida, passe a ser inspirado apelas pela situação que melhor lhe é favorável, legislando manifestamente em causa própria, como a autora da PEC nº.  262/2016 e dos PL's nºs. 4/2016, 6/2016, haja vista que produziu tais projetos, "coincidentemente", quando festejava sua gravidez nas redes sociais, ou poucos meses após o parto.
Há ainda quem queira tentar justificar o mandato, através de uma grande causa, a ponto de se vangloriar ser autor, aqui no Estado do RS, do PL nº. 190/2015 - Escola Sem Partido -, a bem de se impedir a doutrinação ideológica nas escolas (o que é deveras louvável), mas sem divulgar aos seus eleitores também, que requereu o arquivamento do próprio PL, através do requerimento RC nº. 144/2016. Isso sem falar que cozinha em lentíssimo "banho-maria", até hoje, a assinatura da CPI do BADESUL.
Se a superação da crise financeira dependesse do números de vídeos no youtube deste último e daquela parlamentar preocupadíssima com as doulas, com certeza, o Rio Grande do Sul seria uma Suécia.
Para ser generoso, raríssimos são os Projetos de Lei que pretendem criar mecanismos legais, no sentido de propor novos cenários, alavancas ou novos paradigmas, para que Estado consiga enfrentar a crise financeira em que se encontra. Por suposto, esta tarefa implica em muito trabalho e dedicação, comprometimento real e efetivo com o Estado, bem como massa cinzenta.

Deveríamos esperar que a regra geral fosse o protagonismo dos parlamentares, no que concerne a proposição de tais mecanismos. Todavia, infelizmente se constata que os produtos políticos embalados pelas campanhas de marketing possuem defeito de fabricação e data de validade vencida.