Artigo, Marcelo Aiquel - Serão tontos, burros ou mal intencionados ?

          Já se passaram alguns dias desde o depoimento do Lula da Silva na Justiça Federal de Curitiba; daquele “patético show teatral” que o ex-presidente proporcionou ao Brasil.
         Também se passaram alguns dias desde o encerramento prematuro da exposição de “arte” (e vulgaridade) no Espaço Santander Cultural, em Porto Alegre.
         Neste          curto espaço de tempo – decorrido do “show teatral” do Lula da Silva e do polêmico debate sobre a pertinência da “arte” exposta – muita coisa aconteceu:
         a) Todas as notícias e comentários foram unânimes em criticar a postura arrogante e debochada do chefão do PT. Ah, esta mídia tendenciosa só tem prazer em detonar “injustamente” o coitadinho do ex-presidente, não é?
         b) Já sobre o assunto da exposição de “arte”, o Banco Santander retirou o patrocínio (por que será, hein?) da mostra e a Justiça Federal negou liminarmente sua reabertura.
         Então, fiquei pensando porque ainda tem gente que se põe a defender ferrenhamente, tanto um caso como o outro?
         Deve ser porque, segundo o saudoso dramaturgo Nelson Rodrigues “toda unanimidade é burra”. Deve ser. Ou só pode ser.
         Se não for por esta razão, juro que não sei por quê? Ou será que sei!
         BINGO!
         Eu aprendi desde muito cedo que sempre existirão aqueles que gostam de chamar a atenção para si. Muitos destes fazem questão de dar o passo em desacordo com a tropa. Outros, dançam samba quando o som é de Rock. Ou rumba quando a orquestra toca valsa.
         Descontando o fato de que são pessoas que tem por objetivo principal “aparecer” (o mais fácil seria pendurar uma melancia no pescoço, não acham?), me pergunto: Serão tolos, burros, ou mal intencionados?
         Pois, não é compreensível (à luz da razão) que tais pessoas ajam normalmente sem “se tocarem” do ridículo que assumem ao abraçarem certas causas.
         Quando não se dão conta, entram pela porta da frente no rol dos tolos, pobres ignorantes que não imaginam sequer onde pisam.
         Mas, jamais podemos esquecer-nos daqueles que buscam algum proveito (próprio ou para terceiros) quando resolvem “jogar pra torcida”. Estes são os “mal intencionados”.
         É evidente que existem simpatizantes do amarelo. Senão, o azul reinaria sozinho.
         Só que a boa educação ensina que o respeito deve pautar mesmo as paixões contrárias. Ou então viveremos como animais irracionais.
         A verdade é que a fé cristã ensina que o perdão deve ser concedido a todos, mas também sabemos que o céu não é lugar ideal para abrigar os “mal intencionados”.
         Para os tolos, burros, e iludidos – com certeza – a misericórdia divina há de alcançar o perdão. Porém, aos mal intencionados, não.
         Durante muito tempo, ao ler a Bíblia não compreendia a quem as escrituras sagradas se referiam, quando a palavra divina dizia, ao falar sobre o julgamento final: “...e haverá choro e ranger de dentes...”.
         Hoje entendo perfeitamente que não fazia referência aos tontos, nem aos burros, e tampouco aos enganados, iludidos.

         Quem viver, verá!

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