quinta-feira, 8 de junho de 2017

Rogério Mendelski AS CONTRADIÇÕES DO ATRASO

Rogério Mendelski
AS CONTRADIÇÕES DO ATRASO
Uma corrente de pensamento está embretada na Assembléia Legislativa, pois suas contradições estão expostas à opinião pública gaúcha. Explico como se fosse um desenho.  Quando o governador José Ivo Sartori decidiu se desfazer de nossas estatais e fundações para tirar o Rio Grande de um enorme atoleiro financeiro que deixava o estado imobilizado para qualquer investimento, a gritaria veio do lado mais reacionário e conservador da Assembléia.
Reacionário por que reagiu às intenções de Sartori e conservador por que defende a tese do quanto pior, melhor. No atual contexto da moderna gestão pública, o estado não deve competir com a iniciativa privada por uma razão óbvia: ele é incompetente, não sabe administrar e precisa se concentrar nos serviços essenciais: saúde, segurança, educação e infraestrutura. Logo, desfazer-se de outras atividades ainda sob seu controle é uma necessidade que não pode ser adiada.
Parte 01 - O que fez o governador? Tratou de sondar as bancadas partidárias na Assembléia para vender algumas estatais que se dizem lucrativas e que são dominadas pelas suas corporações. A resposta foi um protesto com alguma coerência da oposição: como são empresas estatais e públicas, “elas pertencem ao povo do Rio Grande” e só ele pode decidir sobre o destino delas.
Parte 02 – Sartori concordou com a reação da oposição e decidiu ouvir o “o povo do Rio Grande” propondo um plebiscito  – a  mais democrática forma de uma sociedade se expressar sobre o que lhe pertence quando perguntado oficialmente. É assim em qualquer grande nação democrática. 
Parte 03 – A oposição não quer saber de plebiscito e revelou-se contrária à sondagem popular a respeito da venda das estatais. Ou seja: os deputados que se elegeram com o voto dos gaúchos não querem ouvir falar sobre a possibilidade de o “povo do Rio Grande” se manifestar a respeito.

Parte final  - Mesmo que não tenha sido de propósito, o governador Sartori desnudou uma oposição que gosta de voto para se eleger, mas não gosta de ver o povo votando e decidindo sobre o futuro do estado onde ele vive, trabalha e cuida de sua família.  O atraso vai impedir que o Rio Grande fique mais administrável e mais moderno? Um plebiscito resolveria tudo.

3 comentários:

  1. Eu só não alcanço entender como um cara, um jornalista de estol, como o Rogério ainda se mantém numa organização jornalistica que, a cada hora, dia, momento reza ainda mais pela cartilha do atraso, do quando pior melhor. A uma pessoa sensata, não pode haver um átomo de dúvida em relação ao estorvo dessas estatais sugadoras do - escasso - dinheiro público. Mas aos telmos flores, jurandires machados, nandos da vida, tá tudo bem, e tem que assim continuar. Vanguarda do atraso, gente ainda focada em meados do séculos XX quando ainda não se sabia por interiro a enganação do sistema socialista soviético. Rogério, cai fora. Vá pra qualquer outro lugar, menos nesse antro de atraso e corporativismo que faz horas extras para terminar de quebrar a nossa rádio Guaíba, como já quebraram o centenário Correio do Povo.

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  2. A lógica da esquerda brasileira é assim: quando estão no governo, é Democracia; quando estão na oposição é porque o governo é dazelites...ou ditatorial.
    Para eles, esquerdistas brasileiros, povo só é bom para colocá-los no Poder; jamais para dizer o que eles devem fazer.
    Só na América Latina ainda tem gente apoiando esses falsos líderes.

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  3. Acho que este João Paulo aí m cima não entendeu nada do comentário do Rogério

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