quinta-feira, 1 de junho de 2017

QUANDO PERJURAR INFELIZMENTE SE TORNA CLÁUSULA PÉTREA

QUANDO PERJURAR INFELIZMENTE SE TORNA CLÁUSULA PÉTREA
Caros cidadãos brasileiros de bem,
Quando um PRESIDENTE(A) DA REPÚBLICA DO BRASIL toma posse, eis o JURAMENTO que faz, em SESSÃO SOLENE, conforme consta no art. 78, da Constituição:
"PROMETO, DEFENDER e CUMPRIR a Constituição, OBSERVAR as LEIS, PROMOVER O BEM GERAL DO POVO BRASILEIRO, sustentar a união, a INTEGRIDADE e a independência do Brasil."
Quando um DEPUTADO FEDERAL toma posse, eis o JURAMENTO que faz, em SESSÃO SOLENE, conforme se infere do art. 4º, §3º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados:
"PROMETO, MANTER, DEFENDER e CUMPRIR a Constituição, OBSERVAR as LEIS, PROMOVER o BEM GERAL DO POVO BRASILEIRO e sustentar a união, a INTEGRIDADE e a independência do Brasil".
Da mesma forma ocorre com um SENADOR, quando toma posse, haja vista que também em SESSÃO SOLENE ele faz o seguinte JURAMENTO, conforme consta no art. 4º, §2º do Regimento Interno do Senado Federal:
"PROMETO, GUARDAR a CONSTITUIÇÃO FEDERAL e as LEIS do País, DESEMPENHAR FIEL e LEALMENTE o MANDATO de Senador que O POVO ME CONFERIU e sustentar a união, a INTEGRIDADE e a independência do Brasil"
A todos estes atos se segue, em alto e bom som as palavras "EU PROMETO" de parte do então empossado.
Após cumprir a formalidade dos respectivos protocolos, o que não se tem, ao longo dos respectivos mandatos é o EFETIVO CUMPRIMENTO dos JURAMENTOS FEITOS.
Por quê?
Porque gentalha, sempre é se sempre será gentalha, independentemente do juramento que fizer.
Não me refiro ao termo gentalha como aqueles que possuíram uma vida economicamente desfavorecida.
Me refiro sim, aos "vileiros morais e sem princípios", aos "chinelões morais e sem princípios" e aos "falidos morais e sem princípios".
A moral, a ética, os mais sólidos princípios e valores não são programas que "se baixam", como quem faz downloads de arquivos da web e após clica em executar.
A moral, a ética e os mais sólidos princípios e valores não estão "na prateleira", porque são, ao meu ver, dons inatos.
Uns atribuirão a culpa ao poder, porque aprenderam nos clássicos que o poder corrompe.
Todavia, a gentalha não aprende em clássico nenhum.
E verdade seja dita, o poder corrompe quem é corrompível e se deixa corromper, quem seja, os sem princípios, os sem valores, os sem ética e sem a mínima compostura para o exercício de ser REPRESENTANTE de quem quer que seja, através de um mandato ou da mais simples procuração.
Culpa de quem foi eleito?
Não. Não apenas.
Façamos nossa autocrítica de posse da luz da verdade.
Culpa, também, de quem os escolheu, votou e os elegeu.
É tapar o sol com a peneira apontar o dedo em riste para alguém que se sabia de antemão "ser o menos pior", ou "ser votado simplesmente por ser amigo", sem ter qualquer condições e sem preencher os requisitos mínimos de quem se espera como RE-PRE-SEN-TAN-TE dos interesses de uma coletividade, ou seja, aquele que não deve sobrepor o particular ao coletivo, ou seja, fazer prevalecer os interesses próprios sobre os interesses de quem lhe constituiu para representar. Mais ainda quando se trata de representar os interesses da base eleitoral que o elegeu, sem fazer disso, um balcão de negócios, para auferir toda espécie de escusas vantagens, para se esbaldar a adornar seu "bom viver", em direção "ao seu próprio umbigo".
Quando PERJURAR os juramentos feitos se torna normal e, em vez de significar a violação da confiança e da credibilidade que depositamos em alguém, passa a ser recebido como uma incorporação que nos enriquece, é porque passamos a consentir, através da apatia e da indiferença, viver no pior dos mundos que há.
É culpa de quem o perjura?
Sim, "por supuesto" que é.
Mas também é culpa de quem sabe de antemão, despido da ingenuidade, que isso irá acontecer, bastando ver que o "pedido de um voto" não se sustenta, se desvia, se dispersa e se esvai para qualquer outro lugar, que não em direção dos olhos de quem aguarda contemplar a verdade.

São nestas ocasiões, verdadeiras oportunidades únicas, para constatamos que na atual classe política que temos, perjurar, infelizmente, se tornou cláusula pétrea.

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