terça-feira, 17 de outubro de 2017

Nota oficial

Nota Oficial

A propósito da votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment marcada para a próxima quarta-feira, 18, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre reafirma os seguintes aspectos sobre a regulamentação do serviço de transporte por aplicativo:

- O pedido não tem sustentação, porque baseia-se na hipótese de renúncia de receita, o que não ocorreu por parte do Município;

- A Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) foi regulamentada pelo Decreto 19.700/17, de março deste ano, e deveria ser cobrada depois de 180 dias da publicação deste decreto. Pela regra, o pagamento deveria ser realizado no décimo dia do mês imediatamente posterior ao mês referência, ou seja, 10 de outubro de 2017;

- Em 10 de outubro último, a desembargadora Ana Paula Dalbosco, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), determinou a suspensão de 13 artigos da Lei n° 12.162/2016, legislação proposta e sancionada pela gestão anterior;

- Como a cobrança da TGO deveria ser iniciada em 11 de outubro, ficou comprometida diante da decisão judicial; 

- Sobre a incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS), também não houve omissão porque o Município de Porto Alegre cobra o ISS dos serviços de transporte por aplicativo. Embora a definição de qual serviço é prestado (transporte ou intermediação) ainda seja objeto de discussão, o que impacta diretamente o local da incidência do imposto, somente no ano de 2017 já foram recolhidos mais de R$ 5 milhões de ISS, enquanto em 2016 essa receita foi de R$ 1,5 milhão;

- No que diz respeito aos motoristas, estes se enquadram como autônomos e estão isentos do recolhimento do imposto, assim como os taxistas proprietários de apenas um veículo;

- Cabe destacar que a atual administração encaminhou em julho deste ano, depois de discussão com os vereadores e o setor, novo projeto de lei que redefine parcialmente o funcionamento adequado dessa modalidade de transporte, e teve pedido de priorização formalizado pelo Executivo na última semana; 

- Mesmo que a lei dos aplicativos estivesse em vigor, a legislação tributária prevê que as receitas municipais, estaduais e federais têm até cinco anos para cobrar taxas e impostos, de acordo com sua estratégia de fiscalização. Portanto, está descaracterizada a renúncia de receita por esta administração;

- Por fim, a gestão não se omitiu e continua determinada a qualificar a regulamentação de um serviço que já é realidade em nível mundial e precisa de regras e responsabilidades claras para resguardar os direitos dos usuários, dos profissionais e das demais categorias envolvidas no mercado de transporte individual.


Prefeitura Municipal de Porto Alegre

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PIB do Banco Central vai sair amanhã

PIB do Banco Central vai sair amanhã

Nesta semana, serão conhecidas as informações da Pesquisa Mensal de Serviços e do IBC-Br, que deverão confirmar a continuidade do crescimento no terceiro trimestre. A proxy de PIB do Banco Central deverá recuar 0,6% em agosto, devolvendo parte da surpresa altista de julho. No entanto, essa desaceleração é compatível com um crescimento do PIB de 0,3% no terceiro trimestre. 

Inflação - A saída da deflação nos preços dos alimentos contribuirá para uma ligeira aceleração no IPCA-15 de outubro, a ser divulgado na sexta-feira, para o qual esperamos alta de 0,37%. 



Herança de Marisa Letícia para Lula chega a R$ 11,7 milhões.

Os advogados de Lula entregaram à Justiça a relação de bens do petista e de Marisa Letícia, morta em fevereiro deste ano.
As informações fazem parte do inventário da ex-primeira-dama. O patrimônio declarado do casal soma 11,7 milhões de reais, conforme a lista de bens abaixo:
1 – Apartamento residencial no Edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 602.435,01
2 – Apartamento residencial, número 92, no Edifício Kentucky, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 179.606,73
3 – Apartamento residencial, número 102, no Edifício Kentucky, em São Bernardo do Campo.
Valor: R$ 179.606,73
4 – Fração do Sítio Engenho da Serra, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 413.547,57
5 – Direito de aquisição de uma fração do Sítio Engenho da Serra, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 130.000,00
6 – Automóvel Ford Ranger 2013/2013
Valor: R$ 104.732,00
7 – Automóvel Ômega CD 2010/2011
Valor: R$ 57.447,00
8 – Conta corrente no banco Bradesco
Valor: R$ 26.091,51 (posição de fevereiro/2017)
9 – Crédito junto à Bancoop referente a sua demissão do quadro de sócios
Valor: R$ 320.999,20 (posição de fevereiro/2017)
10 – 98 mil cotas sociais da LILS Palestras, Eventos e Publicações
Valor: R$ 145.284,91
11 – Poupança na Caixa
Valor: R$ 126.827,43
12 – Poupança no Itaú
Valor: R$ 21.438,70
13 – Poupança no Bradesco
Valor: R$ 2.946,69
14 – Aplicação financeira Invest Plus, no Bradesco
Valor: R$ 16.605,25
15 – Aplicação financeira LCA, no Banco do Brasil
Valor: R$ 98.378,89
16 – Renda Fixa, no Banco do Brasil

Valor: R$ 191.926,45

Artigo, Marcelo Aiquel - A revolução das redes sociais

Artigo, Marcelo Aiquel - A revolução das redes sociais

         A grande revolução do século foi, sem dúvida alguma, a expansão desenfreada e incontrolável das “mídias (redes) sociais”.
         Este fenômeno é ainda mais alavancado pela facilidade de acesso às diversas formas de informação, popularizadas pelos smartphones (cada vez mais próximos de qualquer pessoa).
         Ou seja, nos dias de hoje não mais é necessário ter um alto nível cultural ou posição econômica para que – de qualquer lugar – alguém saiba “em tempo real” o que está acontecendo. E, o mais importante: sem aquela pitada de parcialidade imposta pela editoria da emissora que divulga a notícia.
         Assim, estamos assistindo a uma transformação radical no recebimento de informações, aonde as grandes redes jornalísticas vem perdendo, gradualmente, o poder de manipular a opinião pública conforme seus interesses.
         Com isto, vê-se o triunfo da verdade.
         Ressalto, por obrigação com a realidade, que há o grande perigo de circularem notícias FAKE (falsas; criadas e inventadas sem nenhum fundamento). Porém, a velocidade com que a comunicação caminha entre as pessoas, sepulta – em segundos – algo falso, o que dificilmente aconteceria no sistema tradicional, onde a credibilidade do noticiário jornalístico estava acima de tudo.
         Hoje em dia, uma pessoa comum, com um celular qualquer, filma um fato e – em instantes – o mundo todo pode tomar conhecimento do ocorrido, sem precisar esperar o “Repórter Esso” (famoso noticiário do passado recente, cuja audiência – nacional – era estupenda) para confirmar a veracidade de algo.
         E a emissora que não respeitar (valorar) esta transformação está fadada ao fracasso.
                  Cito aqui um exemplo bem recente e relevante: na última eleição presidencial norte-americana, criou-se um grande pool de grupos de comunicação (com a participação “inexplicável” de alguns estrangeiros, como a Rede Globo) que bombardeou diuturnamente a candidatura de Donald Trump, pintando-o como um radical irresponsável. Ele, no entanto, soube usar as redes sociais e falar o que o povo americano queria ouvir. Resultado: venceu a eleição e derrotou a mídia “politicamente correta” que fazia campanha declarada para a candidata Hillary Clinton.
         Outro exemplo, este daqui da terrinha: Não fossem as mídias sociais desmascarar, e o programa “Fantástico” (da Rede Globo) mentiria para os seus tele assistentes que a especialista convidada para falar (a favor, é óbvio!) sobre a anomalia biológica da tal Ideologia de Gênero, nada mais era do que a ativista pró-PT, a simpatizante comunista Maíra Kubik.
         Sem nenhum contraponto, o debate anunciado se tornou uma grande encenação teatral, onde só foi apresentada uma única versão sobre tão polêmico tema. Bem ao interesse da emissora, que se aliou ao grupo que planeja – seguindo a lição contida no conhecido “decálogo” do comunista Karl Marx – ou seja, acabar com a família tradicional, e com o senso de moral de toda a população (vide os temas das novelas apresentadas).
Ainda no cenário nacional, após ter feito uma estrondosa e muito tendenciosa campanha difamatória contra o atual presidente da República (que foi vice escolhido na chapa oficial do PT), a mesma citada emissora (especialmente no JN) trouxe – ilustrando todas as notícias anti-Temer – uma entrevista do “fabuloso parlamentar” carioca do PSOL, Chico Alencar, eleito deputado federal com a “acachapante votação” correspondente a menos de 3% (três por cento) dos votos fluminenses.                 Sem qualquer sombra de dúvida, o referido ativista se trata de alguém que deve possuir todas as condições de dar uma opinião, bem sensata e imparcial, sobre a situação política brasileira. A qual ajudou a construir.
         Enfim, para não tornar este texto muito longo, concluo salientando que as mídias sociais estão ao alcance de todas as pessoas, independente de classe e grau cultural, e dão a estes a oportunidade de julgarem em que (ou em quem), acreditam, retirando esta primazia da imprensa tradicional.
         Quanto a esta, se não se der conta rapidamente da mudança, irá ser fatalmente engolida pelo “dragão” das mídias sociais.

domingo, 15 de outubro de 2017

Omar Ferri, advogado, RS - Meu discurso na Câmara de Porto Alegre

Meu discurso Câmara
     
      Eu me criei em Ilópolis, que na década de 40 do Século passado era o 3º Distrito do Município de Encantado. A vila tinha 92 casas contadas por mim, quando eu tinha nove anos.
      No curso primário fui um aluno razoável. Permaneci assim nos cursos Ginasial, Colegial e até na Faculdade. Daquela época em diante, seguindo meu destino, de alguma forma evolui para ser o livre pensador que hoje sou. Fui um homem político a vida toda. A cidade de Encantado, no final da década de 1950, tinha quase oito mil eleitores. Na eleição 1959 fui candidato a vereador. Afastando os brancos e nulos fiz mais de oitocentos votos. Fui votado por, praticamente 20% dos eleitores. Na 5ª urna eu já estava eleito. Mais tarde, numa eleição apertada, conquistei uma vaga nesta Câmara de Vereadores. Porém, não tive êxito na tentativa de reeleição. Por estas razões todas, em tom de galhofa, eu sempre digo que, em matéria política estou em franca decadência.
      Em 1964, a convite do Instituto Cubano de Amistad por los Pueblos, estive em Cuba para as comemorações do 5º aniversário da revolução socialista. Ao que parece, esta foi a principal razão que inspirou o repórter de todas as guerras, Flávio Alcaraz Gomes, me convidar para debater com o coronel Pedro Américo Leal, na Rádio Guaíba, assuntos políticos de toda ordem. Eu como representante da esquerda e o coronel Leal, representando a direita. O programa, com uma formulação atrevida, possivelmente sem precedentes em todo o país, tinha o sugestivo nome de “Os Guerrilheiros da Notícia”.
      Ainda hoje, nos debates da TV Pampa, o Paulo Sérgio Pinto, ao fazer as apresentações dos convidados, refere-se a mim dizendo mais ou menos o seguinte: “e aqui do meu lado o ex-vereador Omar Ferri, cortador de cana em Cuba. Agora, mudou de lado e passou a ser um homem de direita”.
      Por esta razão, convido meus amigos para questionarmos as expressões abstratas de direita e esquerda, que sob o ponto de vista sociológico se fazem presentes nos sistemas sociais que há tempos estão a influenciar o universo das ideologias.
      Estes termos tiveram origem nas Assembléias Gerais da Revolução Francesa. Os conservadores, favoráveis à manutenção do Sistema Feudal ocupavam os acentos situados à direita da presidência e os que aspiravam mudanças sentavam-se à esquerda. Como reflexo dessa particularidade surgiram os termos direita e esquerda, conceitos que ganharam o mundo e hoje são usados para enaltecer ou estigmatizar uns e outros, sempre dependendo do lado que cada um se encontra.
      Na época do Feudalismo, as classes representativas eram formadas pela Nobreza, pelo Clero e pelos Exércitos. Os aldeões eram os servos da gleba e como qualquer mercadoria, quando os latifúndios eram vendidos, eles, como gado, passavam a ser propriedade dos novos Senhores.  
      Paralelamente, com o advento da máquina à vapor, das fábricas de tecelagem, dos novos meios de comunicação enfim, do livre comércio, a soma dessa nova ordem deu causa à Revolução Francesa que, vitoriosa, alastrou seus postulados para a maioria das nações, configurando destarte a moldagem do sistema Burguês/Capitalista, que hoje comanda a orquestração industrial e gerencia o comércio pelo mundo a fora.
      Entretanto, as forças que movem a economia, com base nas concepções materialistas da história, e embaladas pelos ensinamentos do Marxismo/Leninismo decidiram que havia chegado o momento de libertar o povo da espoliação da mais valia, o que deveriam conseguir através de uma revolução guerrilheira, com o objetivo de instalar no sistema mundial a ditadura do proletariado. Alardeavam que o comunismo estava sendo gerado no próprio seio do sistema capitalista, e por consequência, seria impossível deter o avanço obreirista.
      É evidente que as dificuldades de vida dos obreiros, despidos de direitos, que sobreviviam das sobras dos abastados proprietários, e que perambulavam marginalizados pelos caminhos de muitas regiões européias foi o estopim da revolução camponesa/obreirista, com origem na Rússia, mais tarde propagada para outras nações como foi o caso da China, de Cuba, da Coréia do Norte, Camboja, etc..
       
      É de minha concepção, que nem todos os princípios da utopia socialista estejam errados, como também, nem todos os fundamentos econômicos do sistema capitalista estejam certos.
      Não fosse a inspiração socialista não teríamos em nossos dias educação pública, sistema de saúde universal, jornada de oito horas e direitos trabalhistas como mediadores dos conflitos laborais.
      Inobstante, a realidade subsequente não correspondeu ao idealismo trombeteado por seus prosélitos. As promessas de democratização redundaram no despotismo e na socialização da pobreza.
      Quando o Partido Bolchevique assumiu o governo, a primeira medida que tomou foi a de substituir o poder das leis, pelo poder absoluto da casta dirigente. Em outras palavras: com inspiração marxista/leninista estabeleceu a ditadura do partido único. Incitado por uma brutalidade odiosa, esse mesmo espírito perverso foi imposto aos alemães orientais, aos cubanos, aos romenos, aos chineses, aos Cambojanos e aos Norte Coreanos, dentre outros. Milhões de pessoas foram assassinadas nesses países e outro tanto morreu de fome. Em Cuba, Juanita Castro, irmã de Fidel, logo se deu conta do que iria acontecer em seu país e, para vergonha dos irmãos Castro, exilou-se nos Estados Unidos. O mesmo aconteceu com Svetlana Stalin quando descobriu que sua mãe fora assassinada por ordem de seu pai, um tenebroso ditador.
      Como conclusão, podemos afirmar que o comunismo não foi além de um sonho quimérico e que o messianismo operário não passou de uma ilusão. É bem verdade, a revolução do proletariado sedimentou uma nova estrutura sócio/econômica, todavia ela desabou, e de cujos escombros praticamente nada se salvou.
      Todos estes fatos comprovam que nenhum país tem seu suporte econômico apenas numa classe social.
      Se os fatos mudam, as idéias também mudam. Quando o sistema social se transforma, os princípios do ordenamento jurídico social também se adaptam. Somente os fanáticos e os sectários não entendem estas modificações.
      Estas divagações me fizeram esquecer que eu vivo no Brasil, um país democrático que tem os poderes legalmente constituídos e que todos seus dirigentes cumprem suas funções em elevadas expressões de espírito no que diz respeito à moral e à ética política.
      Meu Deus! Eu vinha tão tranquilo na minha análise dos sistemas até agora expostos que comecei a dizer bobagens.
      Examinemos, pois, nossa realidade.
      Que democracia e esta que nos condena a ser prisioneiros em nossas próprias casas, ao mesmo tempo em que bandidos tomam conta de nossas comunidades espalhando terror com suas ações bárbaras, a todos que temerosos, perdem as condições de reagir?
      Que segurança temos, frente aos violadores de nossos lares, que impunemente roubam nossos bens, nossa dignidade, nossa honra?
      Que democracia é esta que de modo estarrecedor permite a mortalidade multiplicar defuntos nas salas infectas de nossos hospitais públicos.
      Explique quem puder: quanto mais o contingente de doente aumenta, o número de hospitais diminui.    Esta é a tragédia de nossa saúde pública.
      Que democracia é esta que destrói nosso Sistema educacional e nos obriga a assistir a decadência cultural formada por analfabetos funcionais carentes da aptidão de entenderem o que lêem?
      Pior, ainda, milhares de professores sofrem ataques de alunos desalmados com a complacência dos responsáveis pelas instituições de ensino, e até pelos sindicatos do magistério que, pusilanimemente, se recolhem a um assombroso silêncio. Se os sindicatos foram criados para representar, por que se omitem?
      Realmente, não pode haver democracia em um país que é campeão mundial do contrabando, da violação de nossas fronteiras, da devastação amazônica, do tráfico de drogas e do consumo de crack.
      Qual o país do mundo que pode conviver com o assassinato impune de 57.000 pessoas todos os anos?    Como podemos permitir o trabalho escravo, o trabalho infantil, a prostituição de adolescentes que campeia livremente, aos milhões, pelo país à fora?
      Não podemos esquecer que somos um dos países mais corruptos do mundo. Que fizemos o pior negócio do mundo quando a Dilma comprou a refinaria de Pasadena, que era obsoleta, totalmente superada e que custou aos cofres da Nação prejuízos aproximados a dois bilhões de dólares. (Ou mais, segundo ações em tramitação nos Estados Unidos)
      Será que a senhora, presidenta e os demais imaculados conselheiros teriam a decência de nos dar uma resposta plausível, tendo em vista o parecer contrário do setor jurídico da refinaria?
      A Petrobras foi saqueada e levada às fímbrias da falência por um grupo de mafiosos, coadjuvados por aquele, que a Dilma nomeou, simuladamente, para acabar com a corrupção.
      Foi tudo tão espantoso o que aconteceu com a petrolífera, que um dos diretores devolveu mais de cem milhões de reais, e outro foi pego com mais de 50 milhões encaixotados num apartamento sob o pretexto da guarda de bens do pai que havia morrido.
      Enquanto todos estes fatos aconteciam no Brasil, a mando de Evo Morales, um dos idiotas latino americano, as forças armadas bolivianas expropriaram uma refinaria de propriedade da Petrobras. Ao invés de exigir a devolução com as devidas escusas, o batráquio brasileiro recolheu-se a sua insignificância e até concordou.
      O Brasil capitulou, nossa pátria foi desonrada. Nosso povo não merece tamanho insulto.
      Empreiteiras nacionais, capitaneadas pela Odebrecht se apropriaram de bilhões de dólares.
      O Brasil tem a maior distribuidora de carnes envolvida em fraudes de toda espécie.
      Dirigida por dois irmãos gatunos, que se beneficiaram indevidamente com bilhões de reais dos cofres do BNDES, ajudados por mais de 1.800 políticos desprezíveis, escrotos, picaretas, tanto no tempo do lulismo/petista quanto estes delinquentes que agora estão no poder.
      Em matéria de política, o Brasil alcançou níveis estratosféricos de corrupção, basta registrar que:
      Tivemos um presidente campeão mundial de corrupção.
      Uma presidenta, campeã mundial da incompetência. Ela foi a principal responsável pela ruína de nossas instituições e pelo consequente desmantelamento do sistema econômico nacional.
      Uma caterva de líderes políticos, tesoureiros, marqueteiros, presidentes de partidos, um apelidado de “guerreiro do povo brasileiro”, presidentes e ex-presidentes da Câmara e do Senado, alguns muitos crápulas e outros muito pilantras, mas, todos seguramente gangrenosos morais e por isso punidos por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, apropriações de bens públicos, mas, que, infelizmente, alguns deles têm conseguido o abrandamento de suas condenações para continuar praticando atos que ultrajam a consciência dos homens de bem desta nação.
      O povo não acredita mais numa Justiça que somente cumpre com exação seus deveres, quando julga negros, pobres e gente miúda. Têm bandidos de toga disse Eliana Calmon quanto era presidente do Conselho Nacional da Justiça.
       Claro que é uma minoria.
      .Por exemplo, a mulher do ex-governador, Sérgio Cabral, campeão mundial de roubos e mutretas provinciais, teve sua prisão relaxada para ir para casa cuidar dos filhos adolescentes, enquanto mulheres pobres, negras, prostitutas e toda sorte de pessoas marginalizadas, na maioria das vezes acusadas de pequenos furtos, são proibidas de conviver com seus filhos, além de serem mantidas em imundas prisões, tudo isso pelo espírito implacável da insensibilidade generalizada de uma Justiça injusta e desumanizada.
      Claro que não é a maioria.  
      Não podemos nos esquecer dos decretos secretos do honorável Sarney, ou dos extravagantes decretos de Lulla, que em nome da Segurança Nacional, tornaram inviáveis os esclarecimentos quanto aos gastos dos cartões corporativos realizados pelos agentes públicos, na maioria das vezes usados em jantares nababescos, bacanais em lupanares em hotéis de cinco estrelas, acompanhados de vinhos caríssimos, com a conivência e participação da camarilha governamental, ao mesmo tempo em que sobra para nós a obrigação de pagar a conta.
      O Simon não conseguiu instalar a Comissão Parlamentar para Investigar os Corruptores, e o Lazier enfrenta objeções de toda ordem, em seu pedido para esclarecer os empréstimos nacionais e internacionais do BNDES, embora, para tanto tenha invocado a lei da Transparência e o direito à informação.
      Quando conseguiremos investigar o tráfico de influência e a trapaça que campeia nas fraudulentas negociatas empresariais que ilegalmente reduzem a quase nada os bilhões das sonegações apuradas pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais?
      Que país é este que aplica milhões e milhões de multas de toda espécie, por agressões ao meio ambiente, pela poluição dos ares, pela contaminação das águas e que apenas consegue cobrar dos infratores – o grande empresariado nacional comprometido - não mais de 2%, dos valores apurados, mas ai de nós se não quitarmos uma simples multa de trânsito, uma parcela do IPTU, ou uma prestação do imposto de renda, certamente teremos nossos veículos confiscados ou nossa propriedade penhorada. Nós do povo não temos escapatória.
      Como a Nação conseguirá se livrar da catastrófica dívida pública que hoje atinge a estratosférica quantia de mais de três trilhões e trezentos bilhões de reais?
      Como aceitar a opinião daqueles que perderam a vergonha ou de doutos notáveis que dizem que propina não é crime, quando em verdade ela é decorrente de fraudes em licitações, de superfaturamentos, de aditamentos ilegais, e, enfim, de milhares atos de improbidade de toda espécie.
      Como podemos conviver com estas anomalias e com uma espantosa iniquidade social, uma vez que o peso dessas patifarias sempre é suportado pelas classes menos favorecidas e, também por nós, que somos pessoas de bem?
      Isto tudo prova que a barbárie tomou conta da Nação.
      Com podemos aceitar que associações de criminosos incendeiem mais de 1.200 ônibus e que apenas um grupo insignificante tenha sido identificado? Alguém foi punido? Que explicação temos para nós próprios, que perdemos nossa capacidade de reação ao aceitarmos conviver com esta escória política, ou melhor, dizendo, com esses excrementos sociais.
      Que dizer de partidos coniventes com a desagregação social, que ao invés de se rebelarem, optaram em participar do saque ao erário da Nação?
      Que dizer do meu partido que ficou subserviente ao governo lulista e que por esta razão cobre de vergonha o passado de lutas de Getúlio, Jango e Brizola? Os atuais dirigentes não passam de cúmplices de um governo infamante que instalou no país uma organização criminosa que se especializou em assaltar os cofres da República.
      A situação está caótica. O Brasil virou uma espelunca de ladrões.
      De alguns anos para cá estamos enfrentando sucessivas crises institucionais.
      O Brasil está ingovernável.
      Isso pode ser tudo. Menos Democracia.
      Não acreditem na falácia das reformas. A montagem desse sistema pervertido está tão estratificada na política governamental, que seus representantes jamais farão qualquer reforma que contrarie seus interesses de reeleição, ou contrarie, o evidente objetivo de continuar desfrutando das traficâncias do poder.
      Que dizer do Congresso Nacional, entidade moralmente corrompida e a maior responsável por esta situação insuportável, que custa à Nação, mais de 1,16 milhões por hora? Cujos membros ainda recebem, cada um, 100 milhões como reembolso para a divulgação do exercício do mandato.
      A ganância insaciável desses aproveitadores não encontra limites. Há cinco dias eles aprovaram o direito de surripiar do orçamento da União três bilhões de reais que empregam no financiamento de compra de votos. O cinismo dessa malta de sacripantas é execrável.
      Isto não quer dizer que não haja deputados e senadores honestos, mas nós não concordamos em pagar os gastos de campanhas mercenárias.
      O povo está sentindo a dureza da vida. Temos cinquenta milhões de inadimplentes e cinqüenta milhões vivendo das esmolas do Bolsa Família e ao redor de 14 milhões de desempregados, e a corja se refestelando às nossas custas. Eles não estão interessados em leis de reformas, apenas reformulações. Leis só em favor deles, tantas quantas forem necessárias.
      Gritemos com a força de nossas convicções: nós não concordamos.
      Qual a lei que dá direito a um desembargador de São Paulo receber em um mês um salário de R$ 723.474,00 e no mês seguinte 104 mil reais e de centenas de outros em todo o país, que recebem mais de R$ 80.000,00 mensais?
      Então devemos perguntar: qual o país que aguenta?
      E quais são nossas opções ao perceber que o Socialismo corrói o tecido social e o Capitalismo subjuga o Estado segundo seus interesses.
      As leis econômicas são implacáveis elas não têm coração e não sentem remorso.
      Se isso tudo continuar, o que será o Brasil de amanhã?
      O descarado Lulla disse que os bancos nunca ganharam tanto dinheiro como no seu governo. Esta foi a única vez que o sapo barbudo não mentiu. Em 2012 ele afirmou em Paris que o lucro dos bancos foi de 199 bilhões. De fato, só o Bradesco lucrou 12 bilhões em 2013 e 15 bilhões em 2014.
      O Ali Baba dizer que é o político mais honesto do Brasil atinge o patamar de um alucinado desespero.
      Safado, dedo duro e traidor de colegas por passar informações sobre a movimentação do Sindicato dos Metalúrgicos ao Delegado Tuma, diretor da Polícia Federal.    Também negou ajuda aos exilados para retornarem à Pátria a pedido de Cláudio Lembo, Professor Universitário e ex-governador de São Paulo, que atuou na condição de emissário do presidente Figueiredo. Esse lado obscuro do ex-presidente prova ser ele um homem falso.
      Pior ainda, como verdadeiro Sancho Pança e fiel escudeiro da Odebrecht, atendeu, na década de 1970, um chamado de Emílio, praticamente o dono da empresa, para ajudá-lo a controlar uma greve no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.
      Lula é o que não é, e não é o que diz ser!
      Enquanto isso, a Dilma concedeu 458 bilhões em benefícios e desonerações fiscais para um montão de empresas ligadas ao passo imperial e deu à FIFA 558,83 milhões de reais em isenções de impostos.
      Nestes últimos anos perdemos centenas de empresas privadas e públicas vendidas a poderosas empresas multinacionais.
       Estamos perdendo nossa soberania econômica.
      Exportamos um transatlântico de matérias primas denominadas de commodities e sem contrapartida, importamos um barquinho de produtos eletrônicos, ou de quinquilharias chinesas.
      Nosso desenvolvimento econômico imita os caranguejos, está andando para trás.
      É assim que se cria uma fantástica desigualdade. A cada temporada o país cresce em milhares de ricos e marginaliza milhões de pobres.
      Isso pode ser tudo menos Democracia.
      Junte-se a estas anormalidades o processo anárquico dos Sem Terra, que além de ideologizarem a reforma agrária se transformaram na gendarmeria do Lullopetismo. O mesmo se poderá dizer da Central Única dos Trabalhadores, responsável por atiçar um montão de arruaceiros transformados em Ton Ton Macoutes da brigada Lullista.
      Por último, há um restolho, uma resteva intelectualoide, que chafurda na glossolalia assembleísta dos ativistas esquerdopatas, junto ao besteirol das redes sociais que impedem e deturpam o processo de conscientização popular, com impactante prejuízo para a democracia.
      Conclui-se, então, que o Brasil está fora de seu eixo, que perdeu seu rumo e que por isso estamos enfrentando um período de ingovernabilidade. O Temer tem passado os últimos meses fazendo uma coisa só: comprando deputados.
      Mas que fazer?
      Ora, necessitamos de uma nova Assembléia Constituinte eleita exclusivamente para esta finalidade, com proibição de seus titulares concorrerem na eleição subsequente à outorga da Constituição.
      O Senador Alberto Pasqualini tinha razão. É preciso que se harmonizem as relações entre o capital e o trabalho. Atualmente, o sistema econômico mundial compõe-se de patrões e operários. Um precisa do outro.
      Há necessidade de adotar o Parlamentarismo com representação unicameral, acompanhado do voto distrital. Mais ou menos como na Alemanha.
      Mas será que esse procedimento tem condições de mudar a mentalidade do povo brasileiro, um povo politicamente desconscientizado?
      Caso não seja possível teremos um dilema pela frente.
      Esta é a grande incógnita
      Mas de uma coisa temos certeza. Ou o Brasil faz as reformas necessárias ou em pouco tempo nossas ruas estarão infestadas de maltrapilhos famintos, com a perda total do sentimento de dignidade humana. Estou com 84 anos, pouco tempo de vida ainda terei. Pelo menos não viverei a catástrofe que nos aguarda.
      Mas nossos netos? Em que droga de país viverão?
      Devemos reagir, dizer verdades aos incrédulos, mais hipócritas do que incrédulos, que não querem acreditar na culpabilidade dos corruptos. São os insolentes ativistas, que tem apenas dois neurônios. Um deles queimou. Tenhamos a coragem dos rebeldes na exigência de uma mudança fundamental.
      Queremos um novo ordenamento jurídico mantenedor de um verdadeiro estado de direito e um novo Brasil, que, sem discriminações, distribua Justiça e Bem Estar Social para todos. Para esse desiderato precisamos derrotar essa minoria funesta que vem infelicitando a Nação.
      O Brasil tem tudo para dar certo. É um verdadeiro gigante agrário. Temos uma produção agrícola capaz de saciar a fome do mundo. Temos 9% de todas as reservas minerais do mundo. Somos o segundo maior produtor de ferro do mundo. Somos ricos em bauxita (alumínio), manganês, nióbio e outros minerais.
      Não podemos perder a fé.
       Juntos haveremos de caminhar cantando a canção de um Brasil livre do mal, onde todos serão iguais em questões de decência, moral e caráter. O crime e os criminosos serão banidos e nós haveremos de reconquistar as nossas ruas, as nossas praças para continuar cantando: somos todos iguais, braços dados ou não, esperar não é saber. Não podemos recuar.
      A Justiça Federal do Rio Grande, a República de Curitiba, juntamente com juízes corajosos e temos muitos, secundados pelos inquéritos da Polícia Federal e pelas denúncias do Ministério Público, são penhores de nossa fortaleza. Juntos haveremos de restaurar a ordem pública. Não vamos envergonhar nossos filhos, muito menos levar desesperança aos nossos netos.
      Este é o nosso objetivo
      Nós somos a Nação
      Nossos ideais não morrerão.
      Cantemos, pois
      Nas escolas, nas ruas
      Seguindo a canção
      Caminhando e cantando
      Braços dados ou não
      Ninguém irá embora
      Esperar não é saber
      Quem sabe faz a hora
      Haverá de acontecer.
      Haveremos de vencer.


Artigo, Leo Iolovitch - O fim do comunismo e o Memorial a Prestes em Porto Alegre

O texto a seguir foi escrito por Leo Iolovicht em1991 e foi publicado no livro "O sapato do Pirada, 1995. Nele o escritor gaúcho previa: "Por tudo isso, talvez se apele ao Oscar Niemeyer (é claro que seria ele, sempre ele) para fazer um "Memorial ao Comunismo".O ideal seria construir ali na av. João Pessoa, ao lado do templo Positivista, para se cultuar a memória do Comunismo.Um enorme casarão vermelho seria ótimo". 26 depois, Iolovitch acertou a previsão. Errou apenas o local, porque o memorial vai ser inaugurado junto ao Parque da Harmonia.

Abaixo o texto, que é da época da queda do regime da URSS.

O FIM DO COMUNISMO
Os recentes acontecimentos na União Soviética determinaram o fim do comunismo.
Quase todos concordam com esta conclusão. O que parece difícil é entender ou tentar explicar este fenômeno.
Afinal, o Comunismo era algo importantíssimo no Mundo. Milhões de pessoas viviam sob o regime Comunista. Este quadro tinha uma aparente durabilidade, parecia algo sólido, estável e que permaneceria durante séculos. Os comunistas eram ardorosos defensores de suas idéias, todos nós conhecemos diversos de seus seguidores, entre os quais se incluiam algumas pessoas bastante respeitáveis. A pretensão dos comunistas era expandir o regime e, para eles, o Mundo só seria bom, quando todos os países fossem comunistas.
Aí, de repente, ploft. Acabou !
Desmoronou igual a um castelo de areia.
A revolta das populações,que viviam sob o regime, contra o sistema, foi de tal ordem, que não deixou dúvidas, quanto ao repúdio a este tipo de governo.
E agora ? Algo tão importante e tão presente em nosso cotidiano deixa de existir. Como poderemos explicar aos nossos filhos, daqui a cinco ou dez anos, o que era o Comunismo? Nós quando jovens nos inspirávamos na bonita e romântica figura do "Che" Guevara. Será que surgirão sucedâneos para as novas gerações ? Com certeza não serão os " band leaders" de grupos de rock. Pois o romantismo irracional do "Che", morrendo esfaimado, lutando numa guerrilha impopular, num país estranho, em nome de uma idéia e da igualdade, tinha um apelo fantástico. Sua frase que prega a dureza, sem perder a ternura, era um hino para nossa juventude sonhadora.
Porém, se ele estivesse vivo, veria a revolução cubana transformada numa das últimas ditaduras da Terra. Os tempos modernos não deixam mais espaço para heróis como antigamente...
E aqueles senhores bonachões?
Alguns tão bem formados intelectualmente. Tão seguros em suas convicções. Reagiam com desprezo, quando se criticavam as ditaduras dos países comunistas, dizendo que era coisa da propaganda imperialista.
Onde estarão eles ?
A revista Seleções era considerada o porta voz reacionário do capitalismo internacional, porque costumava denunciar os horrores das ditaduras comunistas. Hoje, tudo leva a crer que ela tinha razão.
E lá se foi o Comunismo.
Com ele vai também um pouco de nós, que vivemos este período. Fica uma estranha sensação de envelhecer mais rapidamente.
Por isso, quando alguém mais jovem nos perguntar, no futuro, pelo Comunismo, a explicação deverá ser algo semelhante, ao que acontecia quando perguntávamos aos nossos pais sobre o Positivismo...
Augusto Comte, Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, "Ordem e Progresso", aquele estranho templo ali na av. João Pessoa, tudo são evocações do Positivismo. Uma corrente do pensamento que dominou o nosso Estado no início do século. Que foi importantíssima naquela época, hoje não passa de um amontoado de lembranças esparsas e bizarras. Quem diria?
Com o Comunismo será a mesma coisa ?
Livros da Editorial Vitória, obras completas de Marx & Engels, bandeiras vermelhas, visitas ao túmulo de Marx em Londres, o Materialismo Histórico, o Realismo Socialista,
discos com a Internacional, fotos de churrascos em homenagem ao Jorge Amado e ao Prestes, souvenirs dos Congressos Internacionais da Paz, posters de Rosa de Luxemburgo , tudo é passado.
Mas não jogue fora. Nem precisa esconder. Felizmente o DOPS e outras criações monstruosas do regime autoritário também não existem mais. Não há mais condições para ditaduras, sejam de que tipo for.
Mas qual será a utilidade futura deste espólio, supostamente ideológico?
Poderão vir a ser solicitadas em gincanas, como raridades, ou no Brique pode ser criado um mercado de trocas; algo assim como:
"Troco uma coleção encadernada da Seleções pelas obras completas de Stalin. Ou uma camiseta do Partidão por um par, mesmo usado, de tênis Nike. Ou, ainda, um LP do Taiguara por qualquer coisa ou coisa nenhuma."
Por tudo isso, talvez se apele ao Oscar Niemeyer (é claro que seria ele, sempre ele) para fazer um "Memorial ao Comunismo".O ideal seria construir ali na av. João Pessoa, ao lado do templo Positivista, para se cultuar a memória do Comunismo.Um enorme casarão vermelho seria ótimo. Encerrando esta Sessão Nostalgia sobre o finado Comunismo fica a derradeira constatação :
Lá na Disneyworld. No World Showcase,o espaço das nações do Epcot Center, será construída uma bela e grandiosa reprodução da Praça Vermelha, do Kremlin e todo seu interessante conjunto arquitetônico. E o que é mais extraordinário, face à manifesta rejeição dos moscovitas, os restos mortais de Lênin seriam retirados da capital russa . A solução seria transferi-los para a Flórida.
O Mausoléu de Lênin na Disneyworld, com visitação paga e direito a um passeio na "Montanha Russa" seria a suprema derrota do Comunismo. Mas na velocidade em que os fatos estão acontecendo não seria de duvidar.
Mesmo belas idéias, quando se valem da força, terminam assim...
Afinal, a história e a vida costumam ser implacáveis com a mentira e a opressão.
Com todos os seus defeitos não existe regime melhor que a democracia.
O patético fim do Comunismo pode surpreender alguns. Mas não seria de estranhar que viesse a ocorrer. Não poderia dar certo um movimento, sedizente popular, cuja palavra de ordem era: "Uni-vos!"
Desculpe-nos Karl.
A teoria na prática não deu certo.
Velho de barba branca agora só: Papai Noel.
PS.
Esta crônica foi escrita em agosto de 1991, quando o regime comunista na antiga União Soviética estava quase terminando.

Os fatos vieram a confirmar as previsões. Cabendo destacar um aspecto curioso. Em julho de 1992, visitando o Hard Rock Café, em Orlando na Flórida, encontrei ao lado dos painéis dedicadas a imagens e objetos de Elvis Presley, John Lennon, James Dean e outros ídolos da juventude americana, uma parede inteira com fotos e posters de Lênin...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vendas do varejo cresceram 3,6% em agosto

Vendas do varejo cresceram 3,6% em agosto

As vendas reais do comércio varejista restrita recuaram 0,5% na passagem de julho para agosto, na série com ajuste sazonal, conforme divulgado na quarte-feira pelo IBGE. O resultado ficou abaixo da expectativa da mediana das projeções do mercado, que apontavam para alta de 0,1%. Apesar da queda na margem, as vendas cresceram 3,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mantendo a tendência de recuperação da demanda do setor. A receita nominal apresentou ligeiro recuo de 0,1% ante julho, ainda considerando a série com ajustes sazonais. Setorialmente, sete dos oito segmentos pesquisados registraram retração na margem, com destaque para as quedas de 6,7% das vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e de 3,4% de tecidos, vestuário e calçados. Em contrapartida, as vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram 1,7% no período. O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que também considera os segmentos de veículos e materiais de construção, teve alta de 0,1% na margem. Para isso, as vendas de veículos e motos, partes e peças avançaram 2,8%, enquanto as vendas de materiais de construção cresceram 1,8%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas do comércio ampliado avançaram 7,6%. Apesar da surpresa negativa, acreditamos que essa queda das vendas do varejo seja devolvida em setembro, com o consumo das famílias auxiliando a retomada da atividade econômica ao longo do ano.  

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ricardo Noblat -´Vai pra casa, Ciro! (12/10/2009)

Vai pra casa, Ciro! (12/10/2009)
Ciro é imprevisível. Lula não confia nele. Um bocado de gente não confia. Vez por outro banca o insensato. É temperamental. E dado a rompantes

O que mais causaria incômodo a Lula? O candidato do PSDB a presidente se eleger direto no primeiro turno da eleição? Ou ele ser obrigado a apoiar o deputado Ciro Gomes (PSB) no segundo turno?

Se for o caso, Lula prefere perder a eleição com Dilma Rousseff do que ganhá-la com Ciro. Dilma foi escolha dele. Ciro tenta se impor à sua revelia.

Nenhum chefe político gosta de ser contrariado. Chefes em geral não gostam.

Lula desenhou a sucessão dele com régua e compasso. Mesmo assim deu errada aquela jogada do terceiro mandato consecutivo. Não convenceu nem seus aliados mais fiéis. Então ele inventou Dilma, sem passado dentro do PT, sem a mínima experiência eleitoral.

Se ela não emplacasse, quem sabe o terceiro mandato não ganharia as ruas e acabaria aprovado pelo Congresso?

Por ora, Dilma de fato não emplacou. Mas a crise financeira internacional sepultou o sonho do terceiro mandato.

Foi um vacilo de Lula concordar com o desejo de Ciro de se testar como candidato. Ciro logo passou Dilma nas pesquisas de intenção de voto.

Lula está sinceramente convencido de que a comparação dos resultados do seu governo com os resultados do governo de Fernando Henrique servirá de combustível para incendiar a candidatura de Dilma.

E que sua presença na campanha ao lado dela dizendo a todo instante “Minha candidata é Dilma”, derrotará José Serra sozinho ou na companhia de Aécio Neves como vice.

Quem quiser pode vir que Lula está fervendo.

Marina Silva, candidata do PV? Lula não aposta um tostão furado na candidatura dela. Descarta que ela possa crescer o suficiente para provocar um segundo turno entre Dilma e Serra.

Uma eleição plebiscitária, tal como ele a concebe, se esgotará no primeiro turno. Se Dilma perder... Foi ela que perdeu. Lula terá feito tudo para elegê-la. E, pensando bem, Serra não será tão mal para ele.

O que não dá, não dá mesmo, é Ciro bater Dilma no primeiro turno e se classificar para concorrer com Serra no segundo. O mito Lula sairia afetado.

O cara não teria demonstrado força sequer para garantir Dilma no segundo turno. Ouviria: cadê o poderoso cabo eleitoral ambicionado por 10 entre 10 candidatos às próximas eleições? Cadê? O gato comeu.

De resto, Ciro é imprevisível. Lula não confia nele. Um bocado de gente não confia. Vez por outro banca o insensato. É temperamental. E dado a rompantes.

O que não murmuraria o PT, hein?

Sim, porque diante de Lula só resta ao PT murmurar. Estrilar? Não. Espernear? Esqueça. Revoltar-se? Jamais! Mas o que murmuraria o PT?

Forçado a ir com Dilma, o PT ainda se veria na humilhante situação de ter que sair gritando por aí no segundo turno: “Ei, ei, ei, Ciro é nosso rei”. Logo o PT que não engole Ciro em São Paulo nem banhado a ouro. Salvo se Lula quiser, é claro.

Divirta-se Ciro enquanto puder como aspirante à vaga de Lula. O seu próprio partido, o PSB, prefere tê-lo como candidato à vaga de Serra.

Ciro piscou primeiro e cometeu a bobagem de transferir seu título de eleitor para São Paulo. Queria agradar a Lula. Sabujo! Mesmo que perca, ajudará a eleger deputados do partido.

Para presidente, o PSB espera o momento certo de anunciar que é Dilma desde garotinho.

PDT e PC do B estão com Dilma.

Com Ciro só tem ele e quase 18% do eleitorado.

Se o eleitor não encontrar o nome de Ciro na célula votará em outro.

Por aqui, eleitor só serve para votar. Para escolher candidato, não. Os caciques escolhem por ele.

Essa é a democracia que temos. Ou melhor: o regime político que temos, qualificado de democrático. Está 

Artigo, Rogério Mendelski, Correio do Povo - O lado B de Che Guevara

Artigo, Rogério Mendelski, Correio do Povo - O lado B de Che Guevara
Se a vida agitada de Che Guevara fosse um disco de vinil (está na moda, outra vez), a esquerda só ouviria o lado A – um direito seu -, mas mesmo assim ainda existiria o lado B, cujo áudio faz mal aos ouvidos de sua incomensurável legião de admiradores. Passados 50 anos de sua morte, Che ainda embala o berço de sonhadores com um socialismo rigorosamente utópico, o tal “socialismo democrático”, como se democracia fosse compatível com socialismo.
O lado B de Che é sinistro e, por isso mesmo, quando não ocultado é desmerecido e atribuído aos “inimigos fascistas” do médico argentino que lutou pela derrubada de Fulgêncio Batista em Cuba, junto com Fidel Castro e milhares de outros barbudos que desceram de Sierra Maestra, em 1959.
A personalidade de Che não admitia discordâncias e até a cidadania cubana ele recusou, quando polemizou com Fidel Castro na questão de internacionalizar os “ideais” da revolução. Che foi cidadão cubano por apenas seis anos. Em 1959, o presidente de mentirinha de Cuba, Manuel Urrutia, deu-lhe cidadania cubana “pelos serviços prestados à nação” e em 1965 escreve uma carta a Fidel renunciando a seus cargos e à cidadania para dedicar-se à revolução em outras plagas.
Em 1964, discursando na ONU, Che não escondeu a verdade sobre os fuzilamentos em Cuba. “Fuzilamos, estamos fuzilando e seguiremos fuzilando até que seja necessário. Nossa luta é um luta até a morte. Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida e os vermes também têm de saber qual o resultado da batalha perdida hoje em Cuba”. A declaração de Che vinha com o atestado de ele ser o responsável pelos tribunais revolucionários quando mais de mil cubanos foram julgados e 500 condenados ao “paredón”.
E Che não apenas gostava de matar “vermes” – assim eram definidos os adversários da revolução – mas também era homofóbico. O escritor cubano Emílio Bejel em seu livro editado em inglês “Gay Cuban Nation”, na página 24, diz que Che “era um dos mais convictos líderes homofóbicos do período”. E uma prova de sua homofobia ocorreu na embaixada de Cuba, em Argel. Ao ver a estante de livros de autores cubanos deparou-se com a obra “Teatro Completo de Virgílio Piñera” e censurou o embaixador: “Como você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?” Em seguida, atirou a obra pela janela. O lado B da vida de Che não tem chiados por que é pouco ouvido.
OPINIÃO DE INTELECTUAIS (1)
Em 2008, em Madri, o fórum “Cuba, Revolução e Homossexualidade” a escritora cubana Zoé Valdés lamentou o pouco conhecimento existente sobre a vida e a obra de Che Guevara. Bem distante da imagem oficializada, o guerrilheiro argentino de fato “propunha modelos de perfeição viril que condenavam a homossexualidade, a bissexualidade e a transexualidade”.
A OPINIÃO DE INTELECTUAIS (2)
O escritor Jacobo Machover lembrou do poeta José Mário, “uma das vítimas dos rigores das Unidades Militares de Ajuda à Produção (UMAPs) onde o regime de Fidel Castro reeducava os homossexuais”. José Mário fugiu de Cuba e morreu pobre e solitário, em Madri, no ano de 2002.
A PALAVRA DE CHE (1)
. “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução! Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivado pelo puro ódio. Nós temos que criar a pedagogia do Paredão!”
A PALAVRA DE CHE (2)

“Se qualquer pessoa tem qualquer coisa boa para dizer sobre o governo anterior, para mim é bom o suficiente matá-la. Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme

O BRDE É Minha “Pátria” Guilherme Socias Villela

O BRDE É Minha “Pátria”
Guilherme Socias Villela
Um banco de banco de desenvolvimento (ou de fomento), numa economia, oferece assistência técnica e empréstimos de longo prazo para a indústria, comércio e agricultura. Suas taxas de juros para financiamentos são inferiores as dos bancos comerciais – onde predominam o crédito de curto prazo e juros elevados. É uma grande diferença de atuação.
Atualmente o Rio Grande do Sul vem sendo beneficiado nos municípios de Arvorezinha, Glorinha, Harmonia, Ibirubá, Marau, Mato Leitão, Minas do Leão, Não-Me-Toque, Panambi, Passo do Sobrado, Pelotas, Pontão, Ronda Alta, Santa Cruz do Sul, São José do Ouro, São Vendelino, Sapiranga, Soledade, Tapejara, Tapera, Três de Maio, Venâncio Aires, Vera Cruz, Viadutos e Westfália – dentre outros. A instituição gerou, no ano passado, cerca de 10 mil empregos. Tem, ainda, forte atuação no cooperativismo, nos complexos eólicos, na inovação, no agronegócio e na agricultura familiar. Ademais, não depende de recursos públicos e, ainda, gera superávits -- apesar de sua natureza autárquica, sempre paga Imposto de Renda. A inadimplência registrada (0,7%) é inferior a dos bancos comerciais (média de 3,7%). Ademais, no passado, foi responsável pelo kick off  técnico do Polo Petroquímico do Rio Grande do Sul. Diga-se, de passagem, essa instituição possui 529 funcionários (nos três Estados associados). Celetistas. Concursados. Dela saíram cinco secretários da fazenda estadual do Rio Grande do Sul. Possui pessoal qualificado, forjados nas universidades nacionais e do exterior. Uma escola que emprestou técnicos à Fundação IPEA, ao Itamaraty, e à Prefeitura de Porto Alegre. Sua respeitável  administração atual é admirável sob o ponto de vista administrativo e ético.
Há um banco de desenvolvimento no Rio Grande do Sul que desempenha essas funções. Possui milhares de clientes, os quais, se não fora essa instituição, estariam obtendo crédito de curto prazo com juros elevados nos bancos privados.
Certa vez, numa solenidade, um funcionário dessa instituição disse: o BRDE é minha “Pátria”! Soou como um grito de alerta.

Economista, ex-prefeito de Porto Alegre.


Ipojuca Pontes - Bolsonaro, Lula e a mídia

Ipojuca Pontes

Bolsonaro, Lula e a mídia

Pesquisa do manipulável Datafolha, do Grupo Folha (jornal amestrado pelas esquerdas), diz que Lula da Selva está à frente na disputa presidencial para 2018.

Na pesquisa, o velho guru da seita petista (condenado a 9 anos e seis meses de prisão por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva) aparece na liderança das intenções de votos: ele fica com 35% na preferência do eleitorado,  enquanto Jair Bolsonaro emplaca 17% na predileção dos eleitores.

Ninguém sabe ao certo em que feudo ou circunstâncias essa gente do DF arranca tais resultados. Mas o fato indiscutível é que mais de 53% da população brasileira querem ver Lula, para todo o sempre - e o quanto antes - por trás das grades. Ademais, como todos sabem, em se tratando de manipulação, a mídia esquerdista não  se envergonha em tratar Jesus Cristo como se um Zé Buchinho fosse, ou jurar, de mãos postas, que focinho de porco é tomada elétrica. Puro nonsense.

(Uma das muitas técnicas da desinformação comunista consiste em confundir, de forma premeditada, a mente do cidadão. De fato, desde os tempos da NKVD e da velha KGB  (atual FSB) fomenta-se, nas redações em geral, o ativismo de fanáticos empenhados em criar uma segunda realidade, totalmente desvinculada da verdade dos fatos. Para isso, gastam-se anualmente bilhões de dólares, remunerando em todo o mundo o trabalho sujo de mais de meio milhão de agentes, inclusive no Brasil).

No momento, diante da ascensão irreversível da candidatura de Bolsonaro à presidência da República, que já soma mais de 30 milhões de votos, a mídia amestrada vem tratando Bolsonaro como se tratasse de uma “ameaça perigosa”. Duvidam? Basta ler uma nota de Ancelmo Góes (codinome “Ivan”, nas rodas da  KGB), no engajado O Globo, ou ver/ouvir qualquer noticiário chinfrim da tropa de choque da Globo News (uma canal de TV a serviço da “causa vermelha”) para sentir no ar o aroma pestilento.

Essa gente chega à ejaculação precoce ao classificar o Deputado Federal mais bem votado do Rio de Janeiro como homofóbico, xenófobo, fascista, nacionalista, racista, misógino – e o que lhe vier a telha.
Tiro pela culatra: com esse jogo sujo, no entanto, só faz crescer as intenções de votos favoráveis a Bolsonaro, coligidas nas esquinas, nos lares, nas fábricas, no comércio, em suma, no circuito boca a boca de todo o País.

Para se avaliar o descrédito dessa tropa, basta conferir: nos últimos tempos, onde essa gente meteu sua colher contaminada pelo ódio e pela mentira – sifu! Senão, vejamos: perdeu feio no referendo pelo livre comércio de armas; ferrou-se no plebiscito do Brexit; caiu de quatro na campanha sórdida movida contra Trump; errou adoidado na eleição alemã; foi (e continua sendo) derrotada na campanha de descrédito que moveu contra Temer e sua inarredável patota. E ainda se viu fragorosamente derrotada ao apoiar o comunista Freixo contra o pastor Crivella na campanha pela Prefeitura do Rio. Com efeito, o eleitor e o mundo, fora da órbita globalista,  caminham para o lado oposto à pressão exercida pela canalha da mídia amestrada. De fato, quem diabo vai acreditar na falsa ira de Arnaldo Jaburu, nas informações viciadas do impontualissimo Pontual ou nos tortuosos comentários de  William Waack?

Ninguém. Provavelmente nem mesmo os bilionários donos das Organizações Globo.

Como já escrevi dezenas de vezes, há enorme distância entre Bolsonaro e Lula, abutre da política brasileira cevado à sombra da mídia vermelha. Para começo de conversa, Jair Bolsonaro é um oficial formado pela Academia Militar de Agulhas Negras, que seleciona seus candidatos a partir de atributos e valores consagrados pela excelência.

Para chegar ao posto de capitão do exército, Bolsonaro estudou (com alguns dos melhores professores do País) História do Brasil, Física Aplicada, Cálculo, Tecnologia da Informação e Comunicação, Línguas (inglesa, espanhola e portuguesa), Psicologia, Filosofia, Técnicas Militares e outras tantas matérias de nível superior. Vale adiantar que, ao longo do curso, o aluno, para permanecer na AMAN, só pode ser reprovado uma única vez. Caso contrário, cai fora.

Como político eleito várias vezes para a Câmara Federal, Bolsonaro se tornou deputado atuante, decente e corajoso. No legislativo, salvo exceção, tem enfrentado de peito aberto a sanha estratégica da comunalha, insurgindo-se contra o aborto, o casamento gay, as

cotas raciais, a liberação das drogas, a anistia aos usuários do caixa dois e da propina - em suma, tudo aquilo que a população repudia tenazmente, mas que as esquerdas (bem pensantesou trogloditas) querem impor à Nação.

Bolsonaro travou dura batalha contra a volta do famigerado imposto da CPMF (criado por FHC), se insurgiu contra as apurações fraudulentas de votos em urnas eletrônicas programadas por gangues venezuelanas e ainda defendeu o fuzilamento de FHC, responsável pela entrega (por preço irrisório) da Vale do Rio Doce ao especulador George Soros.

E quanto ao Lula, o rato que ruge, réu condenado e arauto do PT, o partido dos trambiques?

Sobre isto falaremos no próximo artigo.


FONT: Coluna " DIARIO DO PODER", Jornalista Claudio Humberto

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Próxima safra nacional de grãos será menor do que a safra 2016/2017

Próxima safra nacional de grãos será menor do que a safra 2016/2017

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem a primeira estimativa  da safra 2017/18 de grãos, que está sendo plantada no País. Considerando a média entre o limite inferior e superior, a área plantada foi estimada em 61,5 milhões de hectares, o que representa uma ampliação de 0,92% ante a safra anterior. As principais culturas com expansão prevista de área são o algodão (10,5%) e a soja (2,7%). No sentido contrário, a área plantada de milho deverá sofrer redução de 2,5%. Mesmo com o aumento generalizado da área plantada, a produção esperada deve alcançar 226,2 milhões de toneladas, recuando 5,2% em relação à safra anterior, considerando o intervalo entre os limites inferior e superior. Isso porque as estimativas da Conab indicam queda de produtividade, considerando previsão climática e investimento em tecnologia, entre outros fatores. As estimativas são de redução da produção para todos os grãos. A produção de soja deve somar 107,1 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 6,1%. No caso do milho, a produção esperada é de 93 milhões, caindo 5,0% ante a safra anterior. As produções de feijão e de arroz devem sofrer queda de 2,2% e 4,2%, respectivamente. Assim, embora a expectativa seja de aumento da área plantada em todas as regiões, a diminuição da produtividade deverá levar à redução da produção. Tal queda da produção esperada para a safra 2017/18 deverá pressionar os preços de commodities ao longo do próximo ano.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Porto Alegre vende 24,79% mais imóveis novos em agosto sobre julho

Porto Alegre vende 24,79% mais imóveis novos em agosto sobre julho

      No último mês de agosto foram vendidos 297 imóveis novos  em Porto Alegre, o que significa incremento de 24,79% em relação a julho, quando foram negociadas 238 unidades. Já na comparação com agosto do ano passado, houve retração de 37,21% no número de unidades comercializadas, conforme apurou a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Porto Alegre, elaborada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Sinduscon-RS.
        Em termos acumulados nos últimos 12 meses (setembro/2016 a agosto/2017), foram negociadas 3.443 unidades, o que significa estabilidade na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores (setembro/2015 a agosto/2016), quando haviam sido negociadas 3.453 unidades.
         A velocidade de vendas ficou em 6,91% em agosto; no mês anterior havia ficado em 5,64%; e em agosto de 2016 foi de 13,63%. Nos últimos 12 meses, a velocidade média de vendas encontra-se em 7,17%, contra 8,60% no mesmo período anterior.
         Em agosto, foram lançadas 48 unidades e nos últimos 12 meses o acumulado de lançamentos é de 2.861 unidades (em 29 empreendimentos), um acréscimo de 56,68% se comparado com o mesmo período do ano anterior quando foram lançadas 1.826 unidades (29 empreendimentos).
          O total de imóveis novos em oferta em Porto Alegre é de 4.096 unidades distribuídas em 169 empreendimentos. Considerando a média de vendas nos últimos 12 meses, há um estoque para cerca de 14 meses, caso não ocorram novos lançamentos. Do estoque atual, 6% das unidades estão na planta, 65% em obra e 29% concluídos.

Artigo, Tito Guarniere - Altos funcionários estão entre os 1% mais ricos

Artigo, Tito Guarniere - Altos funcionários estão entre os 1% mais ricos
Os 13 anos de governo do PT, como apontam análises recentes, não induziram melhorias significativas no perfil de renda dos brasileiros, a não ser nas gabolices de Lula e dos seus aliados.
Estudiosos ligados ao partido se empenham em demonstrar que os estudos não levaram em conta certas variáveis. Isto é, não foi a distribuição de renda entre os mais ricos e os mais pobres que ficou igual ou pior, mas os cálculos que foram mal elaborados. Bem, esse é um velho truque petista. Se a realidade não lhes convêm, mude-se a "narrativa". Mas essa é outra conversa.
Todos os que denunciam a concentração perversa da renda e da riqueza, no Brasil e no mundo - como é o caso do francês Thomaz Piketty - indicam a regressão tributária como uma das suas causas. Vale dizer, é preciso cobrar mais impostos dos ricos.
É evidência matemática: se você tirar mais dinheiro dos ricos, a curva da concentração será menor. Mas no caso brasileiro, não há o menor indicativo de que o excedente cobrado das classes mais endinheiradas venha a beneficiar as classes mais pobres, senão que venha a se consumir nos ralos da máquina estatal.
O debate no Brasil tem de seguir outra diretriz. A renda nacional, a riqueza nacional, evapora no colosso estatal, no gigantismo estatal. Ou se mexe na estrutura do Estado - particularmente nas remunerações e vantagens do funcionalismo - ou o perfil da distribuição de renda no Brasil continuará assim, torto, desequilibrado, perverso.
Nos governos Lula e Dilma, os ganhos havidos nas classes mais baixas, foram “compensados” pelos inúmeros setores do serviço público privilegiados com aumentos acima da inflação. Os mais pobres ganharam alguma coisa (não tanto como apregoava o lulopetismo) mas os que estavam à frente ganharam ainda mais, aumentando a distância entre eles.
Os economistas de esquerda, os acadêmicos, fazem críticas contundentes ao processo de concentração de renda no Brasil. Dizem eles que o Estado brasileiro foi organizado assim de propósito, para proteger os mais ricos. Estes, de sua vez, são mais ricos à custa de uma apropriação dos frutos do trabalho alheio, das classes mais desfavorecidas. Em síntese, a boa e velha teoria da luta de classes. Os mais ricos são os empresários, os capitalistas, os donos dos meios de produção. São?
Este é um postulado puramente ideológico. Porque boa parte da renda não está concentrada nas mãos dos capitalistas, mas dos altos estamentos do funcionalismo: juízes, Ministério Público, delegados de polícia, oficiais de brigada, fisco, alta diplomacia, Poder Legislativo, Tribunal de Contas, altos cargos das estatais, professores de carreira de universidades públicas.
Quem, no Brasil ganha acima de R$ 13,5 mil reais por mês pertence ao grupo dos 1% mais ricos da população. E quem recebe mensalmente acima de R$ 6,8 mil, está entre os 5% mais ricos da população. Ou seja, quem recebe esses valores ou mais, e defende o aumento de tributos para os mais ricos, com o objetivo de distribuir melhor a renda, corre o risco de pagar uma parte da conta: a régua da correção pode alcançá-los.

titoguarniere@terra.com.br

Artigo, Gilberto Geraldo Garbi - Lula a caminho dos 99,9999995% de apoio

Artigo, Gilberto Geraldo Garbi - Lula a caminho dos 99,9999995% de apoio

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo "nunca antes visto nesse país" e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.
Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo.

Portanto, a popularidade de Lula ainda "tem espaço" para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado em Aritmética, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade...
dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo;
dos que detestam o trabalho e o estudo;
dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal;
dos que almejam os cabides de emprego e os cargos fantasmas;
dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos;
dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa;
dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados;
dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado;
dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família;
dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.


Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.
Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes.
E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade.
Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.
Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.
Infelizmente para o Brasil você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?

Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.
Esse é seu legado maior: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: "Aqui todos são subornáveis".
Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder.
Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.
A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?
Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor.
Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão
Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho
Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas
Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante
Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las
Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas.
Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.
Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.
Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.
Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.
Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.
Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta.
Aliás, se você estivesse realmente interessado, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos.
Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.

Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.
Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?
É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.
Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente.


É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, "l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien".

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Artigo, Marcelo Aiquel - A "arte" do homem nu

Artigo, Marcelo Aiquel - A "arte" do homem nu

         Enquanto os ânimos estão muito acirrados, em razão da gigantesca intolerância que grassa no país, especialmente por parte daqueles que reclamam – exatamente – de um comportamento radical de quem se opõe às suas ideias (como se a verdade tivesse um “dono”), gostaria de CONTRIBUIR com uma sugestão.
         É desnecessário (será mesmo?) lembrar que aceitar uma critica faz parte do caráter e da evolução de um ser na humanidade.
         Pois bem, escuto que a arte deve ser levada ao povo. Não é o que dizem por aí? Dizem, e escrevem teses sobre isso.
         Muitos intelectuais “caíram de pau” em quem ousou criticar a performance do homem nu na Bienal de S. Paulo. Não houve economia de ofensas a quem se indignou com a “obra de arte”.
         OK, eu não estou aqui para julgar ninguém. Á favor ou contra!
         Apenas SUGIRO (atendendo aos que entendem que se deva levar a arte ao povo, sem qualquer distinção) que tal atuação artística seja apresentada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, que também é habitado por pessoas do povo.
         Imagino o sucesso que a referida exposição fará junto aquelas pessoas esquecidas pelo poder da República, que não passam de “pobres vítimas de uma sociedade retrógrada e moralista, com forte tendência de extrema direita, rica em praticar e promover a injustiça social”.
         Aos intolerantes que enxergam chifre em cabeça de cavalo, fica a minha humilde SUGESTÃO...
         Também comungo da opinião de arte longe do povo é um atraso.

         Mãos à obra!

domingo, 8 de outubro de 2017

Diego Casagrande entrevista Políbio Braga.

Adão Paiani - Mártires da insanidade

Mártires da insanidade
*Adão Paiani

Você certamente não sabe onde fica Janaúba, nem quem foram Heley de Abreu Silva Batista, Juan Pablo Cruz dos Santos, Luiz Davi Carlos Rodrigues, Juan Miguel Soares Silva, Renan Nicolas Santos, Cecília Davina Gonçalves Dias, Yasmin Medeiros Salvino e Ana Clara Ferreira Silva; mas precisa saber que essas pessoas, nesse lugar no coração do Brasil profundo, são as mais recentes vítimas dos resultados práticos da implantação das concepções ideológicas de esquerda na sociedade.

A professora Heley, e oito de seus alunos, crianças entre três e seis anos, são mártires da insanidade de seu algoz e de uma ideologia. Foram mortas em incêndio provocado intencionalmente pelo segurança da creche municipal da cidade ao norte de Minas Gerais onde viviam. Outras 43 crianças foram internadas em estado grave, por queimaduras e inalação tóxica.
O autor, de 53 anos, também morreu. Ele era paciente psiquiátrico, atendido em ambulatório num “Centro de Apoio Psicossocial (Caps)”, como prevê a lei que reformou o atendimento psiquiátrico, em 2001. Segundo o laudo “psicossocial”, sofria de "manias de perseguição", dentre outros distúrbios psíquicos. E mesmo assim, estava trabalhando em uma escola infantil, como forma de se “integrar” à sociedade.
Fosse a notícia de um celerado ingressando numa escola americana e disparando em crianças inocentes, a mídia estaria debatendo o uso de armas de fogo e condenando sua liberação. Como a tragédia foi em nosso quintal, a resposta é o silêncio, para evitar discutir uma de suas causas, o desmonte dos hospitais psiquiátricos no Brasil, defendida pela intelligentsia tupiniquim.

A “luta antimanicomial” é uma das bandeiras da esquerda brasileira e como tal o pressuposto é de “luta” contra algo, e não discussão sobre como aprimorar um sistema com distorções. A lógica, como sempre, é a desconstrução, sem a clareza do que colocar no lugar.

Desde o final dos anos 70 o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), um MST da área de saúde, defendia a ruptura com o modelo psiquiátrico clássico, propondo uma “sociedade sem manicômios”. Da mobilização nasceram iniciativas como o PL n° 08/91-C, do Dep. Paulo Delgado, não por acaso do PT, propondo a extinção dos hospitais psiquiátricos, sem dizer claramente o que fazer com seus pacientes.

Do projeto, veio a Lei 10.216/2001, ou “Lei Antimanicomial”, que nos legou doentes mentais vagando pelas ruas do país, sem amparo ou tratamento. Típico da lógica esquerdista, ao destruir algo sem medir as conseqüências.

Os princípios ideológicos antimanicomiais estão em diversos autores, como Michel Foucault, que em “A história da loucura” defendia que todos os “loucos” fossem soltos, independente do risco potencial que significassem para si próprios ou terceiros. A idéia aparentemente já estava em prática, pois muitos, além do autor, levaram isso a sério.

A clássica relativização esquerdista impõe dúvidas: quem é normal? O que é sanidade? Pedófilos são doentes ou diferentes carentes de aceitação? Artistas performáticos que enfiam imagens sacras no ânus, e o vigia de uma escola infantil que coloca fogo em crianças são mentalmente perturbados ou exercem um direito de expressão?
Quando uma ideologia tem por objetivo subverter a natureza das coisas, através de justificativas teóricas sem comprovação científica, e impõe sua concepção de mundo mediante instrumentos de desconstrução da ordem social, o resultado são tragédias nos locais mais improváveis, e tendo como vítimas Heleys, Juans, Pablos, Luizes, Renans, Cecílias, Yasmins e Ana Claras, que viviam distantes dos gabinetes refrigerados, das rodas de intelectuais e discussões acadêmicas, mas tiveram suas vidas tragicamente interrompidas por conta das idéias que brotam destes lugares.

Em homenagem a eles, clamamos pela revisão da lei antimanicomial, para que tragédias como essa não mais ocorram, e mais inocentes não sejam imolados no altar das idéias infames, saídas do lixo da história.