quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Análise, Carlos Alberto Sardenberg, O Globo - Eficientes na destruição

Eficientes na destruição
Brasil do PT criou sistemas ineficientes e corruptos dos principais setores da economia aos mais simples serviços públicos
29/09/2016 - 16h09
Carlos Alberto Sardenberg, O Globo
Quanto tempo, dinheiro, energia e criatividade o pessoal da Odebrecht gastou para montar e manter por tantos anos o tal “Departamento de Operações Estruturadas”? O sistema supervisionava, calculava e executava os pagamentos de comissões — propinas, corrige a LavaJato — referentes a grandes obras no Brasil inteiro e em diversos outros países.
Considere-se ainda que os pagamentos deviam ser dissimulados, o que trazia o trabalho adicional de esconder a circulação do dinheiro e ocultar os nomes dos destinatários. Coloquem na história os funcionários que criavam os codinomes dos beneficiários — Casa de Doido, Proximus, O Santo, Barba Verde, Lampadinha — e a gente tem de reconhecer: os caras eram eficientes.
Nenhuma economia cresce sem companhias eficientes. Elas extraem mais riqueza do capital e do trabalho e, com isso, reduzem o custo de produção, entregando mercadorias e serviços melhores e mais baratos. Pois o “Departamento de Operaões Estruturadas” foi eficiente na geração de uma enorme ineficiência.
Tudo aquilo é parte do custo Brasil — encarece as obras, elimina a competição, afasta empresas de qualidade e simplesmente rouba dinheiro público. Há aqui dois roubos: um direto, o sobrepreço que se coloca nas obras para fazer o caixa que alimenta as propinas; o outro roubo é indireto e mais espalhado.
Está no aumento dos custos de toda a operação econômica. Na última terça, a Fundação Dom Cabral divulgou a versão 2016 do ranking mundial de competitividade, que produz em associação com o Fórum Econômico Mundial. O Brasil apareceu no 81º lugar, pior posição desde que o estudo é feito, atrás dos principais emergentes, bem atrás dos demais países do Brics.
Mais importante ainda: se o Brasil caiu 33 posições nos últimos seis anos, os demais emergentes importantes ganharam posições com reformas e mais atividade econômica. Prova-se assim, mais uma vez, que a crise brasileira é “coisa nossa”, genuína produção nacional. Os governos Lula 2 e Dilma foram tão eficientes na geração do desastre quanto a Odebrecht com suas operações estruturadas.
Uma política econômica que provoca recessão — por três anos seguidos — com inflação em alta, juros elevadíssimos e dívida nas alturas, tudo ao mesmo tempo, com quebradeira geral das maiores estatais — eis uma proeza que parecia impossível. Para completar, a eliminação de qualquer critério de mérito na montagem do governo e suas agências arrasou a eficiência da administração pública e, por tabela, da empresa privada que tinha negócios com esse governo.
Em circunstâncias normais, numa economia de mercado, a empresa privada opera tendo como base as leis e as regulações que devem ser neutras e iguais para todos. A Petrobras precisava ter regras públicas para contratação de obras e serviços. Em vez disso, o que a Lava-Jato nos mostrou? Um labirinto de negociações escondidas, operações dissimuladas, manipulações de lei e regras.
Às vezes, a gente pensa: caramba, não teria sido mais simples fazer a coisa legal? Sabe o aluno que gasta enorme energia e capacidade bolando uma cola eficiente e acaba descobrindo que gastaria menos estudando? A diferença no setor público é que o estudo não dá dinheiro. A cola dá um dinheirão para partidos, seus políticos, amigos e companheiros.

Nenhum país fica rico sem ganhos de produtividade. O Brasil da era PT perdeu produtividade. Mas, pior que isso, criou sistemas ineficientes e corruptos desde os principais setores da economia — construção civil, indústria de óleo e gás — até os mais simples serviços públicos, como a concessão de bolsa-pescador ou auxíliodoença.

Eliane Cantanhêde: ‘Mundo de sombras’

Eliane Cantanhêde: ‘Mundo de sombras’
Em vez de eternizar o PT no poder, Antonio Palocci ajuda a exterminar o partido
Por: Augusto Nunes  29/09/2016 às 0:17
Publicado no Estadão
Tivesse mantido a aura de médico sanitarista, prefeito bem-sucedido de Ribeirão Preto (SP) e ás do diálogo e da composição, Palocci teria todas as condições para disputar a sucessão de Lula em 2010. Tinha um patrimônio pessoal: sólidas relações em três mundos cada vez mais embolados, o político, o empresarial e o financeiro. E tinha um patrimônio herdado de Lula: o crescimento econômico de 7,5% naquele ano.
Seria imbatível dentro do governo, da base aliada e do próprio PT, já que José Dirceu tinha a máquina do partido, mas jamais foi próximo o suficiente de Lula para ser lançado por ele à Presidência e começou a balançar já no início da era petista, quando seu braço direito, Waldomiro Diniz, foi flagrado pedindo propina… a um bicheiro. Dirceu foi afundando até ser tragado pelo mensalão. Quanto mais ele submergia, mais Palocci emergia.
Dirceu caiu da Casa Civil de Lula em junho de 2005 e Palocci caiu da Fazenda menos de um ano depois, metido numa casa suspeita no bairro mais rico de Brasília e em figurinos bem diferentes do jaleco do médico do bem, cara bonachão, maridão exemplar, político acima de qualquer suspeita. Segundo o caseiro Francenildo Pereira, a tal casa era usada para orgias à noite e para acomodar pastas de dinheiro durante o dia.
O destino ainda deu uma segunda chance a Palocci. Por intermédio de Lula, virou o cérebro da campanha de Dilma Rousseff, caiu nas graças dela e voltou por cima a Brasília: do antigo Ministério da Fazenda, subiu para a chefia da Casa Civil, no Planalto. Mas ele desabou de novo, agora sob o peso de contas milionárias, empresas mal explicadas e negócios esquisitos que, tantos anos depois, continuam vagando como fantasmas – dele e do PT.
O “Italiano”, como Palocci é chamado nos e-mails da Odebrecht, deveria ser o guardião da economia nacional, mas cuidava era das contas milionárias do PT e era pau para toda obra da maior empreiteira do País. É suspeito de dar jeitinhos para ajustar regras de IPI numa medida provisória, favorecer a empresa no nebuloso negócio dos navios-sonda e mergulhar até no projeto de submarinos da Marinha, o Prosub. Como “é dando que se recebe”, Palocci é acusado pelos investigadores de dar uma força para a Odebrecht com uma das mãos e embolsar uma gorda porcentagem com a outra.
Lá atrás, com a queda de Dirceu e de Palocci em 2005 e 2006, Lula chegou a namorar a tese de um terceiro mandato, mas os amigos e o bom senso entraram em campo para dissuadi-lo dessa saída “bolivariana” e só restou para sua sucessão em 2010 o nome de Dilma, que não tinha a liderança política de Dirceu nem a habilidade pessoal e o trânsito de Palocci. Uma tragédia.

A vida não é feita de “se”, mas impossível não derivar para uma reflexão quando Palocci é preso pela Lava Jato: se fosse realmente grande, como se imaginava, ele poderia ter sido o candidato do PT à Presidência em 2010 e toda a história poderia ter sido muito diferente. Mas Palocci, segundo o despacho de Moro, preferiu usar as campanhas e os mais altos cargos da República para achacar empresários, fazer negócios escusos e amealhar a bagatela de R$ 128 milhões (fora os R$ 70 milhões ainda em investigação) para o PT. Moral da história: ao tentar eternizar o partido no poder, ele se transformou no oposto – em agente decisivo para ameaçar o PT de extermínio.

Artigo, coronel Paulo Mendes - A segurança e a responsabilidade de todos

A segurança e a responsabilidade de todos

         Em 1988, com o advento da Constituição da República – a cidadã – foi introduzido um capítulo específico para a Segurança Pública, iniciando-se pelo seu artigo 144: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio [...]”.
         Pois bem! O legislador constituinte sabendo do tamanho e envergadura do tema – Segurança Pública – introduziu o texto “direito e responsabilidade de todos”, ou seja, “todos” passaram a ser corresponsáveis pela nossa “segurança” do dia-a-dia. Parece-me, que ali, no “todos”, vislumbrou-se a possibilidade de melhorar a segurança da população ou quem sabe de “tirar” a responsabilidade do Estado.
         Mas vamos em frente, o que “todos” fizeram neste tempo? Por necessidade de sobrevivência efetivaram grades, cercas elétricas, alarmes, cães de guarda, segurança particular, seguros e, por aí, vai. E, na rua, orientados a portar seus pertences grudados no corpo, evitar os “lugares e horários impróprios”, os carros agora com Global Positioning System (GPS) e também com seguros e, por aí, continua.
         E o Estado o que fez? Reduziu os orçamentos e efetivos da área de Segurança Pública. Lá se vão três décadas, desarmou a população e a insegurança por consequência se generalizou.
         Agora, “todos” não sabem mais o que fazer, estão perdido e cada vez mais inseguro. O Estado, sem orçamento, através de suas autoridades, continua a chamar “todos” para a solução do problema.
         Mas e daí! “Todos”, cada vez mais vitimados pela bandidagem, o que mais podem fazer? Assistir a criminalidade avançar, manifestar indignação [...]? O certo é que a insegurança continua cada vez mais intensa.
         Aliás, no ponto, Crime Index 2016 Mid Year posicionou Porto Alegre como a 9ª cidade mais violenta do mundo, atingindo 23,33 pontos no índice de segurança, sendo que a cidade melhor ranqueada, com menor violência, atingiu 86,33 pontos.
         Penso, como sugestão, que as autoridades, em todos os níveis, devem por primeiro modificar o discurso, ou seja, chega de falar no “todos” e assumam o seu dever que é do Estado. A população quer proatividade do Estado. Assim, almejamos ao Secretário Schirmer, recém-empossado, com sua equipe, que fortaleça e direcione a Segurança a outro patamar, de forma que a tão desejada paz social seja enfim alcançada.
          
          
Paulo Roberto Mendes Rodrigues

Coronel – Ex-Comandante da BM 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Vai cair a taxa básica de juros

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do terceiro trimestre, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), apresentou uma revisão para baixo nos diversos cenários de projeções de inflação. No cenário de referência, que contempla juros constantes em 14,25% e taxa de câmbio estável em R$/US$ 3,30, a inflação projetada fica abaixo da meta tanto em 2017 quanto em 2018: 4,4% e 3,8%, respectivamente. Já no cenário de mercado (que leva em conta as hipóteses de juros e câmbio da pesquisa Focus), a inflação projetada é de 4,9% e 4,6%, na mesma comparação. Adicionalmente, o BC apresentou dois cenários “híbridos”, que combinam as duas hipóteses do cenário de mercado e de referência. No cenário 1, contempla-se a queda de juros do cenário de mercado (de cerca de 325 pontos para 2017) e o câmbio do cenário de referência (R$/US$ 3,30). Já no cenário 2, ocorre o inverso: a Selic fica constante em 14,25% e câmbio projetado é o do cenário de mercado (R$/US$ 3,40 e R$/US$ 3,60 para o final de 2017 e 2018, respectivamente). No cenário híbrido 1, que nos parece mais interessante no contexto atual, a inflação projetada é de 4,8% para 2017 e de 4,5% para 2018. Entendemos que o principal sinal emitido pelo BC é de que já há condições suficientes para iniciar o ciclo de corte de juros em outubro. De fato, esperamos queda de 50 pontos tanto na reunião de outubro quanto na de novembro, e a Selic deverá encerrar este ano em 13,25%. Por outro lado, a autoridade monetária ponderou que as incertezas sobre a velocidade de desinflação do setor de serviços e a aprovação e implementação dos ajustes fiscais permanecem e não permitem, por ora, trabalhar com cenários de quedas de juros mais intensas do que o já projetado pelo mercado. Em resumo, na nossa visão, diante da (i) melhora das expectativas de inflação para 2017; (ii) queda das projeções nos diversos cenários elaborados pelo BC (referência, mercado e híbridos 1 e 2) e (iii) melhora da composição da inflação de curto prazo, o BC já possui elementos suficientes para iniciar o ciclo de queda de juros na próxima reunião, em outubro. Entendemos, adicionalmente, que à medida em que a incerteza sobre o ajuste fiscal diminuir, o ciclo de queda de juros poderá ser mais intenso do que o previsto pelo mercado. Nosso cenário base é de taxa Selic de 13,25% ao final de 2016 e de 10,25% ao final de 2017.

Temer reúne ministros para concentrar discurso e ação em cima da PEC do Teto dos Gastos Públicos

No primeiro encontro com líderes da Câmara dos Deputados no Palácio da Alvorada após o impeachment, o presidente Michel Temer fez, nesta terça-feira, um apelo para que a base aliada dê celeridade na apreciação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos. Por outro lado, para facilitar a análise e aprovação da matéria, o governo desistiu de enviar ao Congresso esta semana, como havia prometido, a reforma da Previdência. “Fomos atropelados por alguns eventos, inclusive a eleição deste domingo”, justificou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.
O deputado Paulinho da Força (SP), líder do SD, um dos primeiros a deixar o encontro, disse que o governo entendeu que não dá para aprovar duas questões importantes ao mesmo tempo na Câmara. “O governo precisava tomar um rumo, decidir assunto por assunto. Se o assunto mais importante para o Brasil é aprovar o teto para que a gente possa sair do buraco, não dá para enfiar outro assunto agora. A gente vinha falando isso ao presidente Temer e felizmente hoje o Brasil tomou rumo”, avaliou.
Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Fazenda, Henrique Meirelles, fizeram apresentações aos deputados, com um alerta sobre a gravidade da situação econômica do país e as consequências negativas, especialmente em relação à credibilidade do país perante os agentes econômicos, caso a PEC não seja aprovada. Além de ministros e líderes partidários, participaram do jantar os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Vieira Lima disse que o cronograma apresentado na reunião prevê que a proposta seja colocada em votação no plenário da Câmara entre os dias 10 e 11 de outubro. Sem prever um prazo específico, porém, o ministro disse que o desejo do governo é que até outubro a PEC seja aprovada. O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), disse que os partidos da base aliada manifestaram apoio à PEC. “Seja qual for o cronograma, as bancadas dos partidos que compõem a base do governo estão dispostas a votar”, disse.
O relator da proposta na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), garantiu que a PEC original não será alterada para impor o limite de gastos públicos para os estados. Segundo ele, as unidades da federação têm mecanismos para controlar o aumento das despesas. “Os estados não estavam e não estarão na PEC. Não existe isso. Os estados têm mecanismos suficientes pela Lei de Responsabilidade Fiscal para fazer seus ajustes”, opinou. O deputado destacou a importância da limitação dos gastos como forma de superação da crise. “É preciso [aprovar a PEC]. A penúria fiscal é enorme e o Brasil precisa de um novo regime fiscal. Será uma mobilização liderada pelo presidente da Câmara e pelo presidente Michel Temer”, disse Perondi.
Reforma da Previdência
De acordo Geddel Vieira Lima, o Planalto continua com a decisão “irreversível” de encaminhar a reforma da Previdência. O ministro frisou, porém, que não foi possível dialogar com as centrais sindicais. O adiamento evita que o projeto seja enviado “goela abaixo” e que o governo seja acusado de autoritarismo. “Vamos a partir da próxima semana tentar agilizar o mais rapidamente possível a questão desses encontros, colocar a reforma e aí encaminhar para o Congresso Nacional. Acho pouco provável que nesses três dias [até o fim desta semana] nós tenhamos tempo de trazer aqui centrais sindicais, empresários e líderes mais uma vez”, argumentou o ministro.

Viera Lima explicou que uma versão inicial da reforma da Previdência já foi apresentada ao presidente Michel Temer, que pediu “ajustes” e terá acesso ao texto atualizado até esta quinta-feira (29). Segundo ele, o governo pretende reunir entre terça e quarta-feira da semana que vem os representantes dos trabalhadores.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Artigo, Denis Rosenfield, Zero Hora - Socialismo ou barbárie

Esta semana, o escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo, do alto dos seus 80 anos, declarou para quem quisesse ouvi-lo que o mundo não tem saída civilizada fora do socialismo. "É socialismo ou barbárie", declarou Veríssimo, que continua enamordo pelo lulopetismo, embora com crescentes dúvidas a respeito da escolha que fez há 30 anos. O artigo a seguir é uma resposta ao que disse LFV.

É verdadeiramente bizarra a persistência da ideia socialista entre nós. Onde se realizou, o socialismo acabou em barbárie, em campos de trabalho forçado, no assassinato de milhões de pessoas, na ausência completa de liberdades. Nada podia resistir ao aparelho partidário e à sua temível política secreta, ao “terror totalitário” propriamente dito. Exemplos não faltam: a ex União Soviética, a China maoísta, a Coreia do Norte, o Camboja e Cuba.
                
Contudo, os intelectuais e artistas de esquerda apegam-se a uma ideia que não resiste a qualquer tentativa de realização. Vivem em uma ficção ideológica, em uma espécie de ideia religiosa, cujo valor é essencialmente dogmático. 

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Artigo, Denis Rosenfield - Socialismo ou barbárie

Denis Lerrer Rosenfield
Socialismo ou barbárie
                É verdadeiramente bizarra a persistência da ideia socialista entre nós. Onde se realizou, o socialismo acabou em barbárie, em campos de trabalho forçado, no assassinato de milhões de pessoas, na ausência completa de liberdades. Nada podia resistir ao aparelho partidário e à sua temível política secreta, ao “terror totalitário” propriamente dito. Exemplos não faltam: a ex União Soviética, a China maoísta, a Coreia do Norte, o Camboja e Cuba.
                Contudo, os intelectuais e artistas de esquerda apegam-se a uma ideia que não resiste a qualquer tentativa de realização. Vivem em uma ficção ideológica, em uma espécie de ideia religiosa, cujo valor é essencialmente dogmático. Aderem a uma crença e, pior do que isto, procuram impor essa crença aos jovens, a estudantes e a todo incauto que se interpuser no seu caminho.
O exercício da razão é, por eles, abandonado. Alguns se dizem, mesmo, ateus. Os ateus da religiosidade socialista. São os novos sacerdotes.
O século XX é rico em ensinamentos. Nele, coexistiam a Alemanha capitalista e a Alemanha socialista, a primeira sendo, então, “bárbara” e a segunda “não bárbara”. A primeira tornou-se uma das grandes potências do Planeta, com instituições sólidas e livres, realizando um Estado de bem-estar social. A segunda tornou-se uma prisão, controlada por uma “bárbara” polícia secreta, reduzindo os seus cidadãos à posição de súditos do Estado. Ruiu com a queda do muro Berlim, símbolo das paredes da prisão que foram tomadas de assalto por seus cidadãos, ávidos de liberdade.
Outro exemplo, que se prolonga no século XXI, seria a contraposição entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. A primeira é uma economia pujante. Seu sistema educacional é um exemplo mundial e a sua produção científico-tecnológica é de causar inveja. A segunda, um Estado do terror, uma prisão controlada com mão de ferro por uma polícia política. A sua população morre de fome e o assassinato de opositores é a regra.
Cuba é outra excrescência socialista que perdura no século XXI. Há, atualmente, tentativas de recriação socialista, exemplificadas no “socialismo do século XXI”, tendo a Venezuela como seu melhor exemplo. Os bolivarianos estão literalmente conseguindo destruir aquele país.
Coloque-se, então, diante da alternativa de escolher entre o “socialismo” ou a “barbárie”. Você preferiria viver nos “bárbaros” Estados Unidos ou na “socialista” Cuba? Você prefere ir para a Venezuela ou para a França ou Inglaterra?



Trump e Clinton: não podem perder os dois?

Trump e Clinton: não podem perder os dois?
27/9/2016, 4:46

Nestas eleições americanas, vai ser difícil que alguém vença com um mandato forte. Derrotar o adversário não vai chegar para ganhar. Mesmo o que for eleito, Trump ou Clinton, pode perder.
Esperava-se a maior audiência de sempre para um debate presidencial. Durante dias, a imprensa antecipou e especulou, comparando a experiência política de Clinton e o sentido do espectáculo de Trump. Como previsto, Trump ameaçou a China e Clinton ameaçou os ricos, Clinton acusou Trump de ser amigo de Putin e Trump acusou Clinton de esconder e-mails. Muitos comentadores lamentam que não seja possível perderem os dois. Mas talvez seja.
O ponto mais relevante destas eleições é este: ambas as candidaturas, de maneira diferente, traduzem o divórcio entre as elites partidárias e os seus eleitorados. Trump foi imposto pelos eleitores à elite do partido, enquanto Clinton foi imposta pela elite do partido aos eleitores. Na liderança republicana, ninguém esperava Trump, que aliás só deixou de ser um Democrata em 2009. A escolha era Jeb Bush, irmão do presidente George W. Bush. Mas debate após debate, primária a seguir a primária, Trump surpreendeu, persistiu e acabou por ganhar. Significativamente, os Bush recusaram-se até agora a juntar-se à sua campanha. Do outro lado, a elite democrata estava com Clinton. Foi necessário um neófito, Bernie Sanders, que aderiu ao partido apenas em 2015, para haver alternativa. Os eleitores mostraram-lhe logo um entusiasmo que Clinton nunca lhes mereceu, forçando a máquina do partido a todos os truques para favorecer a candidata. Quantos democratas não votarão, ou votarão sem qualquer ânimo?
Em grande medida, este divórcio entre líderes partidários e eleitores foi, como noutros países ocidentais, provocado pela contestação ao internacionalismo e à globalização. A elite política americana adotou as causas da globalização e do internacionalismo desde a II Guerra Mundial, como uma espécie de obrigação inerente à importância da economia e do poder militar americano. Os EUA tinham obrigação de serem a esquadra de polícia e o albergue do mundo. Precisamente, Trump e Sanders destacaram-se por não parecerem dispostos a carregar o “fardo dos americanos” (com Sanders mais focado no comércio do que na imigração). Foi assim que Trump prevaleceu entre os republicanos, apesar de negar tudo aquilo que parecia ser o dogma do partido, desde o Estado mínimo até à missão universal dos EUA e a intransigência perante o aborto.
Quais são as suas hipóteses? Trump e Clinton são os candidatos menos estimados de sempre. A esperança de cada um deles é que o rival inspire um pouco mais de repulsa. Desenvolveram, por isso, uma original sociedade de demonização mútua. Para Trump, Clinton é corrupta e mentirosa; para Clinton, Trump é racista e imita Putin. Ambos sabem que, sem o outro, já estariam fora de jogo. Perante um candidato republicano menos afetado por demagogia, Clinton já teria sido vítima da desconfiança que suscita; perante um candidato democrata sem tanta bagagem de escândalos, talvez Trump tivesse parecido demasiado arriscado para subir tão alto.
A discussão neste momento centra-se no que cada um deve fazer para derrotar o outro. De fato, Trump pode derrotar Clinton, e Clinton também pode derrotar Trump. O que nenhum porventura pode é vencer as eleições com um mandato forte para liderar o país. Numa sociedade tão polarizada, não será fácil propiciar boas vontades; perante tantas incertezas, como cultivar confiança? Até Obama, o messias de 2008, falhou. Trump talvez consiga dar voz aos cidadãos fartos de um poder “politicamente correcto”, mas como vai lidar com os compromissos externos dos EUA? Entregará a Europa a Putin, e o Oriente à China? A União Europeia aguenta um Brexit, mas o mundo não suportará um Americaexit. Quanto a Clinton, talvez mantenha o sentido de responsabilidade diplomática das velhas elites americanas, mas como vai compensar, dentro do país, a repugnância dos cidadãos pela sua falta de transparência? Sem maiorias no congresso, não é impossível que acabe como uma espécie de Dilma Roussef norte-americana. Estas são eleições em que derrotar o adversário não vai chegar para ganhar. Sim, é possível que ambos os candidatos venham a perder, cada à sua maneira.

(Rui Ramos / O Observador)

Artigo, Tito Guarnieri - "Ditabranda" e golpe

O jornal Folha de São Paulo tem se referido ao presidente Michel Temer, em editoriais, como “Temer Golpista”. É um desrespeito aos fatos e aos leitores. Cai bem no figurino de um estudante secundarista, desses que queimam pneus e invadem escolas, mas não de um grande jornal. Talvez o jornalão queira compensar, nas esquerdas, a gafe histórica de cinco ou seis anos atrás, quando afirmou que o regime militar de 1964 não foi uma ditadura, mas uma “ditabranda”.

Que um ou mais dos muitos colunistas do jornalão paulista chame Temer de golpista, vá lá. Mas o editorial reflete a posição do jornal, vale dizer, para a FSP o impeachment foi  golpe. Sorte da Folha e de toda a imprensa que o “golpe” foi tão brando – este sim -  que vigoram no País as mais amplas liberdades civis e políticas, o Congresso está aberto, a Justiça funciona e os jornais dizem o que bem entendem, até mesmo chamando o presidente de “Temer Golpista” em editorial.

Se todos fizessem o raciocínio cretinoide do jornalão paulista, quem pensa diferente deveria se referir ao ex-presidente Lula como Lula Réu da Lava Jato, ao PT como PT - o Partido Mais Corrupto da História, e à Dilma, como Dilma - a Pior Governante do Brasil de Todos os Tempos.

A estrela cai

O Partido dos Trabalhadores derreteu nas eleições municipais deste ano. Nas eleições de 2012 o PT apresentou, em todo o Brasil, 41.756 candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito. Agora, em 2016, o número de candidatos do partido desabou para 24.269.

Em 2012, ficava atrás só do PMDB em número de candidatos. Em 2016, está atrás do PMDB, PSDB, PSB, PDT e PP. O PT, nesse critério, está agora mais ou menos do tamanho do DEM e do PTB.

Ao mesmo tempo, nas pesquisas eleitorais deste final de semana, só tem um candidato do partido que lidera nas capitais,  em Rio Branco, no Acre. Os candidatos escondem a estrela e a sigla. É pesada a conta das lambanças.

Retórica e ação

O governo Temer, de surpresa, apresentou um projeto de mudanças no ensino médio do País. Antes mesmo de ler com atenção, as forças retrógradas de sempre caíram de pau na proposição.

É o mantra ordinário:  o projeto não foi discutido com a sociedade. Ora, se existe algo que não falta na reforma do ensino,  nestes 13 últimos anos, é a discussão, o debate. E no entanto, o ensino médio – e não só ele – ou fica na condição sofrível em que está ou ainda decai em qualidade.

Era de esperar de um governo “popular” que a educação fosse uma prioridade real, e não dessas urgências que só existem nos discursos de candidato. Mas não há instância da educação brasileira, nestes anos de lulopetismo, que não se tenha degradado. Uma das razões está bem à vista:  o debate sobre a matéria, entre especialistas e na sociedade, é um meio que, nunca concluído, acaba por se transformar num fim em si. Dizendo de outro modo, muita retórica e  pouca ação.

A grita em curso é porque a proposta não é “deles”,  não vem “das bases”. Não sendo deles, é imprestável. E apresentada assim, em tempo recorde, lhes rouba a prática execrável de enxugar o gelo em consultas intermináveis, de modo a que – no final – tudo permaneça como está.

titoguarniere@terra.com.br


Artigo, Marcelo Aiquel - As "mãos limpas dos políticos gaúchos

        Nesta segunda-feira, dia 26 de setembro, tivemos, por parte da força tarefa da Lava Jato – quando explicava os argumentos que embasaram a prisão do Antonio Palocci – mais uma comprovação da enorme falácia que é repetida insistentemente pelos “éticos” políticos gaúchos (especialmente os “esquerdopatas”).
         Eles, que se acham os únicos corretos desta terra e clamam pela refundação ética do PT, perderam novamente a oportunidade de provar que realmente não tem a mesma índole criminosa dos seus companheiros nacionais.
         Pois, não é que a PF descobriu que, entre as inúmeras falcatruas patrocinadas pelo “cumpanhero Paloffi” – como fala o Lula, se cuspindo todo – estava à remessa de propina para a construção da 3ª Perimetral, aqui em Porto Alegre.
         A referida obra; que começou a ser tocada no governo do “sério” Raul Pont/PT (o candidato que não teve a vergonha de esconder a estrela e o nome do seu partido na atual campanha para a Prefeitura), e foi continuada na gestão do “peremptório” Tarso Genro/também um PeTezão de carteirinha (outro que se julga corretíssimo, mas não engana a mais ninguém); além de ter ignorado a construção de viadutos nos principais cruzamentos, ainda teve distribuída uma verba ilegal que “lubrificou” os bolsos do PT local.
         Assim como ocorreu na CPI do jogo do bicho (lembram-se do valente guerrilheiro Diógenes se acovardando ao depor?), é claro que o PT gaúcho não tinha participação na safadeza. Que sonora cara de pau!
         Pois agora que a verdade emerge, o que dirão os líderes do petismo regional? Ora, o mesmo de sempre: que o probo Olívio mora naquele velho e singelo apartamento e só anda de ônibus na cidade. O Pont, então: nunca se envolveu nisso. Já o “ético” Tarso vai negar tudo, “peremptoriamente”. E os outros? Ofendidos, dirão que tudo não passa de uma perseguição autoritária, que remete aos tempos da “ditadura”. Será que alguém decente ainda acredita neste surrado Mimi mi? Sem nenhum interesse pessoal, eu duvido muito! Mas, como o fanatismo fala mais alto, é até possível que algum incauto ainda compre alhos por bugalhos.
         Enquanto isso, seguimos aguentando o discurso das “mãos limpas”.
         Como aquela candidata raivosa (mais conhecida por “cavalo do comissário”) esqueceu – igual a um passe de mágica – suas origens, que agora faz questão de pisotear.
         Mas, eu ainda acredito nas “mãos limpas” desta gente.

         Principalmente depois de serem muito esfregadas com uma boa dose de álcool gel!'

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Entrevista, Gustavo Grisa - Nos últimos oito anos, deu tudo errado para o RS

Entrevista - Gustavo Grisa : “Nos últimos 8 anos, deu tudo errado para o RS”.

O editor pediu para o economista Gustavo Grisa, autor do livro RS - Sem Medo do Futuro, analisar a repercussão da capa da Revista Veja da última semana. Grisa é sócio da consultoria Agência Futuro, consultor de projetos de desenvolvimento  e inovação de políticas públicas em todo o Brasil. Dentre outros destaques, alertou, em 2013, para a crise econômica que estava se instalando no País.

P - Em 2009, o Sr. já em seu livro alertava que, em dez anos, se um conjunto de iniciativas estratégicas não acontecessem, o Estado se encontraria em uma situação extremamente crítica. Chegamos lá? É o fundo do poço?

G - Infelizmente, sim. O que acontece confirma o pior cenário que pudéssemos imaginar há cerca de uma década atrás, quando estávamos em meados de um governo que propunha uma agenda reformista, e havia uma cultura de que o RS poderia seguir uma agenda pragmática e efetiva para o seu futuro.

P - Como avalia a situação do Estado? O que é causa, e o que é consequência?

As dificuldades não são desculpa para o descompasso estratégico. Em primeiro lugar, é possível, se pesquisarmos, encontrarmos matérias do final da década de 1970 alertando para a “crise das finanças gaúchas”.  A palavra-chave, como já disse diversas vezes, é procrastinação. Desde o Plano Sayad, em 1985, que planos são elaborados e deixados para implementar amanhã, em uma preguiça que mantém os corporativismos intocados e perpetua mediocridades.

Se some a isso um “deslocamento” crescente do eixo cultural-econômico-estratégico do País, ao Porto Alegre não mais se configurar em um polo regional de nível nacional. O Sul do Brasil virou multipolo. Se some a isso uma política nacional durantes os governos Lula e Dilma que foram muito desfavoráveis aos Estados mais industrializados.

P - Onde fica a responsabilidade dos governadores?

G - Aos que dizem que governos do Estado e a gestão política não fazem diferença, peço para analisarem o fracasso dos três últimos governos que passaram no Estado, inclusive o atual, e que já herdaram essa trajetória difícil.  O governo Yeda trouxe uma agenda correta, adequada para o momento, mas falhou em implementar, construir apoios, articular um legado - suas ações foram descontinuadas; o governo Tarso era confuso do ponto de vista temático e de prioridades, e fazia apologia do “déficit spending”, ou seja, de uma visão de que o Estado pode e até deve gastar mais do que arrecada. E exerceu essa visão, agravando a situação financeira. O de Sartori é marcado pela inércia, por um vácuo e por um antimarketing do Estado sem precedentes, ao vir a público admitir a falência do Estado e a inexistência de uma estratégia articulada. 

 P - Mas é a crise financeira que paralisa o Estado?

G - É a convivência de um grande problema de gestão, e um grande problema econômico. E os dois são retroalimentantes, ou seja, causa e consequência um do outro. Um exemplo claro é a nossa educação: não conseguimos mais saltos de produtividade, e temos até uma deterioração da consciência política devido à falta de qualidade na nossa educação, fruto claro da falta de investimentos e sucateamento da educação pública no Estado nos últimos 40 anos.  Temos uma geração que hoje são os recursos humanos do Estado que recebeu uma educação já muito deficiente, e atualmente, a coisa está piorando, em vez de melhorar.  Aí estouram as instituições, a segurança pública...

P - O que é possível fazer, ou reverter?

G - Acho que devemos ser mais pragmáticos, e menos sonhadores nesse aspecto. Estamos ainda longe de um cenário de terra arrasada total. Se o Estado entrasse em um ciclo de um ou dois governos mais efetivos em conseguir debelar ou reverter a crise financeira e criar maior atratividade econômica, o RS ainda tem força de reação.  É uma crise de liderança, é uma crise de convergência, e há uma mudança geracional que ainda não aconteceu. Ainda somos governados por quadros que advém da época da ditadura militar. E nossa classe empresarial tradicional tem sido dizimada pela baixa competitividade do Estado, o que leva à venda de ativos,  em vez de empresários de peso temos “famílias ricas” e um esvaziamento da inteligência e influência do RS. Mas há como recuperar.

P- Qual o caminho?


G - Principalmente, criar melhores alternativas de liderança, melhorar o nível dos debates, e votar melhor. Parar de compactuar com propostas que trazem “mais do mesmo” ou mero populismo genérico, pois esse mundo está mudando há mais de 20 anos e existem, sim, muitas possibilidades de inovações institucionais se houver governança e qualificação para tal. Mas precisamos parar de fugir dos remédios mais amargos e do medo de enfrentar corporações.

Sessim proibido

Despacho em 25/09/2016 - RP Nº 59425 Dra. CRISTIANE ELIZABETH STEFANELLO SCHERER

A Coligação RENOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DE CIDREIRA, formada pelos partidos PP, PTB, REDE e DEM, ajuizou representação contra o PARTIDO SOCIALISTA DEMOCRÁTICO e ELÓI BRAZ SESSIM, em razão deste ultimo, mesmo estando com seus direitos políticos suspensos, está realizando, junto com seu partido, comícios, reuniões partidárias, carreata política para impulsionar e difundir as ideias e propostas do PSD, bem como veiculando propaganda política em rádio e nas redes sociais, demonstrando desrespeito para com a justiça, restando configurada a conduta criminosa. Requereu a concessão de liminar determinando ao representado Elói Braz Sessim que se abstenha de praticar quaisquer atos políticos ou partidários na campanha municipal de Cidreira, sob pena de caraterização de crime de desobediência. No mérito, a procedência da representação condenando a pena pecuniária no grau máximo, bem como seja determinada a retirada de todas as publicações em sua página oficial no Facebook e seja compelido a não mais participar de manifestações políticas públicas.

Registro de plano o entendimento no sentido de que o art. 337 do Código Eleitoral, não guarda sintonia com os artigos. 5º, IV, e 220 da Constituição Federal, que garantem ao indivíduo a livre expressão do pensamento.
Todavia, forçoso reconhecer que, em determinadas situações, visando preservar garantias de maior hierarquia como, por exemplo, para o fim de proteção da lisura e transparência do processo eleitoral democrático, faz-se necessário a limitação de certas liberdade individuais. Após a edição da Lei da Ficha Limpa, em especial, não se pode afastar a ideia de que é necessário evitar que cidadãos com seus direitos políticos suspensos e/ou inelegíveis ajam por via indireta para atingir objetivo pessoal, mas que lhe foi vedado pela legislação. Assim, mesmo respeitado o exercício da cidadania, deve-se impor limites e, até mesmo vedar, a participação nas atividade partidária daquele que tem seus direitos políticos suspensos, com a finalidade de evitar a tão conhecida influência indireta no resultado eleitoral e, por consequência, na administração pública, caso eleito seu candidato.
 Este é o caso dos autos, onde o representado Elóis Braz Sessim teve seus direitos políticos cassados quando do julgamento do processo 073/1.05.0009933-7, mas continua atuando de forma evidente na política municipal, o que levou, inclusive, a nulidade da convenção partidária e ao indeferimento da chapa majoritária da Coligação Oposição de Verdade (RE nº 240-97.2016.6.21.0110)
 Como já dito quando do julgamento do RE acima citado, a suspensão dos direitos políticos afeta ¿para além da vedação do exercício do vínculo associativo e seus consectários, a própria participação em atividades político-partidárias, a qualquer título, inclusive comícios e atos de propaganda, demanda o gozo dos direitos políticos,...¿.
Desta forma, razão assiste a Representante quando argumenta que Elói Braz Sessim continua participando ativamente da campanha política da Coligação Oposição de Verdade, também com seu registro já indeferido, participando de carreatas, comícios, exposição em redes sociais e outros materiais da campanha.
Assim afirmo diante das provas juntadas pela representante, como por exemplo, nas fotografias onde se vê que o representado Elói Braz Sessim é a figura central, estando em primeiro plano, passando a impressão de que ele é candidato a majoritária e os demais seus asseclas.
Desta forma, evidente que o representado Elói Braz Sessim está exercendo atividade político-partidária, participando ativamente e acintosamente da campanha eleitoral da Coligação Oposição de Verdade, não obstante estar com seus direitos políticos suspensos, em inquestionável desrespeito não só a legislação eleitoral, mas também e, principalmente, em relação ao eleitor, pois está induzindo-o em erro.
Assim posto, defiro o pedido liminar, determinando que o representado Elói Braz Sessim e a Coligação Oposição de Verdade se abstenham, de imediato de praticarem quaisquer atos políticos ou partidários na campanha municipal de Cidreira envolvendo a figura de Elói Braz Sessim, devendo retirar, inclusive, as propagandas das mídias sociais, sob pena de desobediência.

Intimem-se. 


Notifiquem-se.

domingo, 25 de setembro de 2016

Tarifas altas alimentam lucros dos bancos

Os balanços dos três maiores bancos priva- dos que atuam no Brasil comprovam que a crise econômica passa longe do setor financeiro. Juntos, Bradesco, Santander e Itaú lucraram R$ 50,12 bilhões em 2015, aumento de 20% em relação a 2014, quando ganharam R$ 41,8 bilhões. Tanto Itaú quanto Bradesco registraram os maiores resultados da História, com R$ 26,15 bilhões e R$ 17,8 bilhões, respectivamente.

Entre os vários itens responsáveis por essa alta lucratividade, o aumento das tarifas e serviços bancários acima da inflação teve um peso que chamou a atenção das entidades de defesa do consumidor. Só o Itaú, o Bradesco e o Santander arrecadaram R$ 83,11 bilhões, em 2015, com receitas de serviços, em que estão embutidas as tarifas – Bradesco registrou R$ 41,8 bilhões, Itaú R$ 29,45 bilhões e Santander, R$ 11,86 bilhões. O montante total do que foi arrecadado com as tarifas, porém, é uma caixa-preta que os bancos não divulgam nem em suas demonstrações   financeiras.

As tarifas praticadas pelas instituições bancárias foram padronizadas em 2007, por meio da Resolução nº 3.518 do Conselho Monetário Nacional (CMN). Desde então, os bancos são obrigados a deixar claro aos consumidores todos os serviços cobrados, além de oferecer pacotes que contenham os chamados serviços essenciais. De acordo com   a  regulamentação do BC, no caso de aumento das tarifas, os bancos devem comunicar ao consumidor com, no mínimo, 30 dias de antecedência. Além disso, o consumidor deve ter fácil acesso às informações relativas aos serviços cobrados, no site da instituição e em tabelas na própria agência.

Em 2010, a edição da Resolução, a nº 3.919, que alterou e consolidou a Resolução nº 3.518, de 2007, possibilitou aos clientes a comparação entre os preços dos serviços de cartão de crédito praticados pelos bancos e demais instituições emissoras. De acordo com Sidney Menezes Ferreira, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, “a Resolução nº 3.919 estabeleceu que somente é admissível a cobrança de tarifas de clientes se o serviço tiver sido previamente autorizado ou solicitado por eles, e se a possibilidade de cobrança estiver prevista no normativo”. A Resolução determinou, também, a obrigatoriedade da oferta, por parte de instituições emissoras, de cartão de crédito de baixo custo e de formatação simplificada, a ser utilizado na sua função clássica de pagamento de bens e serviços em estabelecimentos credenciados. Denominado “cartão básico”, tanto nacional quanto internacional, não pode estar associado a programas de benefícios ou de recompensas.

DE  OLHO  NO  CONSUMIDOR
O cumprimento dessas normas é acompanhado de perto pelo BC e órgãos de defesa do consumidor. Segundo Sidney Ferreira, a fiscalização realizada pelo Banco tem por objetivo verificar se a cobrança de tarifas está em desacordo com o que de- termina a Resolução nº 3.919, e é feita por meio de verificações especiais in loco, aná- lises horizontais e nos acompanhamentos específicos feitos junto aos bancos. “Já a abusividade da cobrança de tarifa, entendida como a precificação abusiva dos serviços prestados pelas instituições, é matéria da alçada dos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, do qual o Banco Central não é parte integrante”, explica.

Para as entidades que defendem o cliente bancário, porém, não é simples detectar os abusos. Em resposta à regulamentação do BC, que criou quatro pacotes padronizados e uniformizou a nomenclatura das tarifas, os bancos montaram seus próprios pacotes comerciais, reajustados sem qualquer tipo de limite legal, permitindo, assim, aumentos muito acima da inflação. O que explica, em parte, suas altas taxas de lucratividade. “Embora o BC tenha imposto quatro tipos de pacotes padronizados, no momento da abertura de conta, o banco empurra um dos seus pa- cotes comerciais. Para cancelá-lo, o cliente tem de enviar carta em duas vias”, explica Cristina Rafael Martinussi, supervisora de pesquisas do Procon-SP.

Nehemias Monteiro Junior, analista do BC, observa que no ranking de instituições por índice de reclamação, a quinta queixa mais recorrente é a de cobrança irregular de tarifas por serviços não contratados, seguida por recusa de cancelamento do pacote de serviços, em 13º lugar, e cobrança irregular de tarifa de serviço prioritário, em 21º. “Muitas vezes, o banco cobra por um pacote de serviços, mas pela lei não pode fazer isso, caso o cliente não tenha solicitado o pacote. Outra irregularidade comum é quando o banco muda as regras de isenção e o cliente passa a pagar tarifas. As pessoas confiam no que lhes é oferecido, mas muitas vezes o pacote não é adequado às necessidades do cliente”, adverte Nohemias.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), realizada no ano passado, os aumentos chegam a 136%, entre serviços avulsos, e 75,2%, entre os pacotes analisa- dos. O estudo avaliou 75 pacotes de serviços dos seis maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander) e detectou que 44% sofreram reajustes. Em muitos casos, os aumentos aplicados foram bem superiores à inflação do período (de março de 2014 a fevereiro de 2015, medida em 7,7%). O Bradesco, por exemplo, elevou o preço de um de seus pacotes em 75,2% – quase dez vezes acima da inflação.

“Os reajustes foram mais frequentes entre os pacotes de custo intermediário, os quais, possivelmente, são os mais utilizados pelos consumidores”, aponta Ione Amorim, economista e pesquisadora do Idec. Entre as tarifas avulsas, os aumentos, apesar de pontuais, também foram significativos. O HSBC, por exemplo, ele- vou a anuidade de um cartão de crédito em 136%. “Os índices [de reajuste] muito superiores à inflação são abusivos e sem justificativas do ponto de vista da prestação do serviço”, alerta.

Ione Amorim informa que uma nova pesquisa será publicada em setembro, com os dados de 2016. Mas, de antemão, já detectou o aumento de ta- rifas em função do endividamento das pessoas, que têm buscado menos crédito. Com a redução das receitas de financiamento, os bancos buscam compensar as perdas por meio da elevação das tarifas de serviços bancários.

O Procon-SP, por sua vez, chama a atenção para a disparidade entre as tarifas praticadas pelos bancos. Pesquisa do órgão, divulgada no fim de junho, revela que a diferença de valor entre os serviços bancários prioritários pode chegar a 447,50%. Para o serviço “Pagamento de contas utilizando a função crédito do cartão”, o menor valor cobrado foi R$ 4, pelo Banco do Brasil, e o maior, R$ 21,90, pelo Santander. A pesquisa analisou e comparou serviços
prioritários e pacotes padronizados de sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, CEF, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Os dados foram coletados nos próprios sites dos bancos.

Segundo Cristina Martinussi, na comparação entre 2015 e 2016, a maior variação foi de 198,25%, no serviço Depósito Identificado no Banco do Brasil. Em 16/6/15, o custo desse serviço era de R$ 2,85, em 2/6/16, passou para R$ 8,50.

Na comparação entre os bancos, feita pelo Procon-SP, a maior diferença foi encontrada no Pacote Padronizado IV. O menor valor cobrado por ele é de R$ 25,50 no HSBC, enquanto no Itaú o mesmo pacote custa R$ 36 – 41,18% mais caro.

A Fundação Procon-SP lembra que o Banco Central estabelece um rol de ser- viços gratuitos, que pode ser boa opção para o consumidor que não utiliza a conta corrente com frequência. Mas no caso de optar pela contratação de um pacote, o correntista deve verificar se os serviços inclusos e suas respectivas quantidades estão de acordo com sua utilização, e sempre observar se a instituição financeira oferece algum desconto no pacote, em função do seu relacionamento com ela.

NA ERA DIGITAL
A utilização de novas tecnologias, com o oferecimento de serviços, tais como SMS, token e agências virtuais, também é fonte de preocupação. Questionado sobre se esses novos serviços podem ser tarifados, Sidney Ferreira explica que a Resolução 3.919 admite a cobrança pela prestação do serviço diferenciado, como envio de mensagem automática relativa à movimentação, ou lançamento em conta de depósitos ou de cartão de crédito. “A cobrança de tarifas, nesse caso, pressupõe que o serviço tenha sido objeto de contratação prévia pelo cliente, com a explicitação de suas condições de utilização e de pagamento. Quanto ao fornecimento de token e à disponibilização de agências virtuais, a regulamentação vigente não prevê a possibilidade de cobrança de tarifas específicas”.

De todo modo, o Banco Central vem acompanhando as inovações que guardam relação com as atividades desenvolvidas no âmbito do mercado financeiro, tendo criado um grupo de trabalho interno, com a participação de representantes de todas as áreas técnicas, com o objetivo de elaborar, inicialmente, estudos a res- peito de inovações tecnológicas digitais relacionadas às atividades do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos  Brasileiro.

No intuito de baratear seus custos, os bancos também têm insistido no uso de canais digitais, em substituição aos canais presenciais. Para Ione Amorim, essas iniciativas estimulam a precarização dos serviços bancários, como a recente decisão dos principais bancos de deixarem de receber pagamento de contas nos guichês das agências. Ela lembra que nem todo mundo tem internet, e nem toda cidade tem infraestrutura de telecomunicações adequada. “A migração para os canais digitais não é espontânea, e sim imposta e estimulada pelos bancos. Num primeiro momento, os novos serviços que ainda dependem de adesão são oferecidos sem custo, mas o segundo passo é cobrar pelas facilidades, como o doc e a transferência no internet banking”, adverte.

Em defesa das instituições bancárias, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) esclarece, por meio de um posicionamento padrão, que taxas e tarifas representam o pagamento pela prestação de serviços. Os bancos são tanto prestadores de serviços quanto intermediários financeiros. Isto é, além de serem remunerados pela concessão de crédito, auferem receitas por outras diversas atividades. A entidade afirma que os bancos seguem estritamente as regulamentações do Banco Central no que se refere às cobranças que podem ou não serem feitas. Dentro das normas estabelecidas, cada instituição financeira determina os preços de seus produtos de acordo com sua estratégia comercial.


sábado, 24 de setembro de 2016

Artigo, Guilherme Fiuyza, O Globo - Afundou o País e foi à praia

Afundou o país e foi à praia
Progressistas de butique não se importam que as bandeiras de esquerda tenham sido usadas para roubar o país

24/09/2016 - 08h01
Guilherme Fiuza, O Globo

Não há PowerPoint que consiga explicar a pedalada de Dilma Rousseff na Praia de Ipanema. Tranquila, sem contratempos, ela foi até o Leblon e voltou. Numa boa. No dia seguinte, seu ex-ministro da Fazenda foi preso. Como a torcida do Flamengo já sabia, Guido Mantega era mais um despachante da companhia.

Vejam como a senhora das pedaladas é honesta, conforme um pedação do Brasil adora acreditar: Mantega, Paulo Bernardo, Fernando Pimentel, Gleisi Hoffmann, André Vargas, Erenice Guerra, João Vaccari... Chega. Já sabemos que a cada enxadada corresponde uma minhoca.

Todo o estado-maior de Dilma, e o menor também, está enrolado com a polícia. E ela está na praia. Com a saga de Guido Mantega no governo popular — que vai sendo revelada pela mulher do marqueteiro, por Eike Batista e outros inocentes torturados pela Lava-Jato, — o farol de Curitiba começa a apontar para as catacumbas do BNDES.

As negociatas de Fernando Pimentel, amigo de Dilma e governador de Minas (nesta ordem), somadas às tramas de Lula com suas empreiteiras de estimação, já indicavam que as paredes do gigantesco banco público têm muito a contar. Agora vai. Mantega foi um dos peões de Dilma no colossal esquema da contabilidade criativa, que o Brasil só notou quando foi apelidado de pedalada, e mesmo assim não acha muita graça.

É um enredo impressionante envolvendo BNDES, Tesouro, Caixa e Banco do Brasil, para esconder déficits e liberar dinheiro público para os companheiros torrarem em suas olimpíadas eleitorais. Isso aconteceu por mais de uma década, e foi um par de flagrantes desse assalto que despachou a presidenta mulher para Ipanema — o famoso golpe.

Se Lula é o sol do PowerPoint, Dilma é, no mínimo, a lua. Guido Mantega deu sequência às obras dela na presidência do Conselho de Administração da Petrobras, sob o qual foi montado e executado, nos últimos 13 anos, o maior esquema de corrupção da República — se é que há algo de republicano nesse populismo letal.

A literatura obscena da Lava-Jato, e em especial a denúncia do Ministério Público contra Lula (que o Brasil não leu, porque é muito longa), mostra tudo. Lula e Dilma cultivaram os ladrões camaradas nos postos-chave para manter a dinheirama irrigando os cofres partidários. Mas Dilma diz que não tem conta na Suíça como Eduardo Cunha.

Vamos esclarecer as coisas: Eduardo Cunha é um mendigo perto do esquema bilionário que sustenta Dilma, a mulher honesta. O que também sustenta Dilma, e todos os delinquentes do bem, é a ação corajosa dos progressistas de butique. Eles não se importam que as bandeiras de esquerda tenham sido usadas para roubar o país.

O papo do golpe é uma mão na roda: Dilma, a revolucionária, foi massacrada pelos velhos corruptos do PMDB. Todos sabem que estes viraram ladrões de galinha diante da ópera petista, mas lenda é lenda. Ser contra o golpe dá direito a ser contra a ditadura militar, a violência policial, o racismo e o nazismo. É um pacote e tanto.

Também dá direito a ir à posse de Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal — o mesmo STF que presidiu o impeachment de Dilma. Deu para entender? Vários heróis da resistência democrática contra o golpe foram lá, pessoalmente, festejar a nova presidente da corte golpista. Contando, ninguém acredita.

Teve até show de MPB — a mesma que ouviu da própria Cármen Lúcia o famoso “cala a boca já morreu”, contra aquele projeto obscurantista de censurar biografias. Alguém já disse que é proibido proibir. Mas debochar da plateia está liberado. Nem é bom citar esses acrobatas da ideologia. Vários deles são artistas sensacionais, que colorem a vida nacional.

Melhor esperar que desembarquem de suas canoas furadas a tempo, e parem de alimentar essa mística vagabunda — porque, atenção, comprar o barulho do governo destituído e seus genéricos não tem nada a ver com ser de esquerda. Ao contrário: além de destruir a economia popular, essa gangue fraudou as bandeiras da esquerda.

Adaptando Millôr: desumanizaram o humanismo. Foi uma dessas turminhas de humanistas desumanos que hostilizou uma jornalista de TV com seu bebê de 1 ano numa calçada da Gávea. São jovens simpatizantes de um desses candidatos bonzinhos que incentivam a porrada. Eles são contra o sistema (seja lá o que isso signifique) e contra a mídia burguesa.

Assim morreu o cinegrafista Santiago Andrade. No dia 2 de outubro, os cafetões da criançada ignara vão às urnas buscar seus votos progressistas. Os heróis da resistência ocuparam o Canecão. Ótima ideia. Melhor ainda se tivesse sido executada há quase dez anos, quando o PT fechou esse templo da música — fingindo que estava defendendo a universidade pública de empresários gananciosos.


Onde estavam vocês quando aconteceu esse golpe hipócrita contra a arte? Vamos falar a verdade, queridos cavaleiros da bondade. Antes que a praia vire passarela de quem devia estar vendo o sol nascer quadrado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vem aí o 54o Congresso Anual de Jornais do Interior do RS

     A Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul realizará seu 54º Congresso Anual nos dias 04, 05 e 06 de novembro de 2016, no Hotel Araçá, Praia Nova Araçá, localizado em Capão da Canoa, litoral do RS, quando se reunirão centenas de dirigentes empresariais de comunicação, jornalistas, publicitários, estudantes de jornalismo e colaboradores de jornais do interior do estado.
      Durante o evento haverá uma agenda de seminários e palestras sobre temas da atualidade ambiental, as relações entre sociedade e instituições e o papel dos meios de comunicação neste processo sistemático que envolve a humanidade e a macro-economia global, bem como as comunidades regionais onde vivemos e desenvolvemos nossos negócios e cultura. Serão momentos de conhecimento, reflexão e possibilidade de adaptar conceitos, sem abalar estruturas imprescindíveis para a sustentabilidade dos projetos e programas. Os seminários serão abertos para discussões com palestrantes e convidados para expressarem suas observações. Campanhas como a do bom e racional uso da água potável em nossas comunidades serão planejadas pelas mesas de trabalho, bem como outros temas que serão desenvolvidos pela programação em elaboração.
      Durante o Congresso haverá uma exposição de produtos gráficos e tecnologia da informação, para os congressistas e convidados conhecerem novos equipamentos desenvolvidos para o setor de mídia, em especial os processos das digitais.
      Os empreendedores do setor de jornalismo do interior do estado estarão presentes para neste encontro definirem estratégias para o avanço de seus mercados. Também o processo de crescimento da mídia online estará na pauta das palestras e dos debates deste Congresso dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul.
       
      A Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul tem como objetivo geral de seu 54º Congresso oportunizar aos associados e convidados momentos de cultura, reflexão e debates, através das palestras e seminários onde importantes temas serão abordados. Tem como objetivo reunir centenas de dirigentes e colaboradores de jornais do interior do estado para uma reflexão da atual situação ambiental, produtiva, econômica e social das comunidades onde vivem, e a possibilidade de desenvolverem projetos com idéias de sustentabilidade racional. O desenvolvimento das comunidades resulta em bons negócios para a indústria, o comércio e os setores de serviços, como a comunicação. O objetivo final é pontuar entre os congressista a tese do engajamento mais agudo e ativo dos meios de comunicação, em parceria com governos, setores institucionais e empresariais, nos projetos de desenvolvimento sustentável e ambiental de suas regiões de atuação profissional.
       
      O cronograma do 54º Congresso Anual, na seguinte ordem:
       
      Dia 04 de novembro/2016 - Sexta-feira:
      14 h. Recepção aos congressistas, associados e convidados no saguão do Hotel Araçá, localizado em Capão da Canoa, litoral do RS. Início dos credenciamentos.
      16 h. Primeira Palestra e Seminário do Congresso.
      20:00 h.  Jantar de abertura do Congresso.
      Dia 05 de novembro/2016 – Sábado:
      10:00 h. – Segunda palestra e Seminário.
      14:00h. – Terceira Palestra e Seminário com formação de mesas com grupos de trabalho para reflexão e debates de temas apresentados.
      20:00 h. - Jantar de Posse da nova presidência e diretoria.
      Dia 06 de novembro/2016 – Domingo:
      10:00 h. – Palestra final do Congresso.
      12:00 h – Almoço de encerramento do Congresso. 

      A Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul estima que o 54º Congresso de Jornais, a se realizar em Capão da Canoa entre os dias de 04, 05 e 06 de novembro de 2016, deverá contar com um público total de presenças na faixa de 500 pessoas, entre congressistas e convidados.




Artigo, Denis Lerrer Rosenfield, Zero Hora - Jogo de cena

Denis Lerrer Rosenfield
Jogo de cena
      Haja paciência com os discursos de Lula e de sua claque petista e comunista. Ele já foi um excelente ator, mas, convenhamos, está se tornando um canastrão. Nada faz sentido; frases se concatenam aleatoriamente e a única coisa que lhe interessa é o ocultamento da realidade. E aqui está falhando fragorosamente.
      A sua última aparição pública, em reação – e não em resposta – aos promotores da Lava Jato é mais uma prova disto. Digo reação e não resposta, pois nada contestou, provavelmente por não ter o que dizer dos crimes por ele cometidos. Limitou-se a uma reação política, voltada para os que o aplaudem em qualquer circunstância, por mais disparates que diga.
      Os petistas de plantão logo se apressaram a dizer que ele não seria o “comandante máximo”, o general de uma organização criminosa, omitindo, por via de consequência, qualquer explicação sobre o tríplex do Guarujá, o transporte e o armazenamento de seu “patrimônio público” por uma empreiteira que o financiou com o dinheiro desviado do propino duto da Petrobrás.
Nem, tampouco, sobre o que já foi amplamente divulgado – porém ainda não denunciado pelo Ministério Público – como o sítio de Atibaia, as suas “palestras” que somam mais de 50 milhões de reais, “pagas”, em boa parte, com o dinheiro do mesmo propino duto. Crimes petistas são para serem ocultados ideologicamente, e não para serem julgados de acordo com a lei!
Façamos uma analogia. Al Capone não foi condenado por assassinato, roubo, tráfico de drogas, jogatina, prostituição e assim por diante. Foi julgado por uma coisa aparentemente menor, qual seja, sonegação do imposto de renda. Foi o modo que os policiais e os promotores encontraram para dar um basta à sua série de crimes, desmontando, assim, a sua quadrilha. Infelizmente, para ele, não teve na época um Delúbio Soares que poderia aconselhá-lo com sua “contabilidade criativa”. Alguém tem, porém, alguma dúvida de que Al Capone era o comandante máximo de seu bando?
Peguem outro caso. O agora ex-deputado Eduardo Cunha foi cassado por ter desviado recursos públicos? Por ter todo um esquema de financiamento pessoal e de seu grupo de deputados por intermédio de “negócios” com o seu aparelhamento de empresas estatais e bancos públicos? Não! Ele foi cassado por ter mentido por manter contas suas em bancos suíços! O PT deveria, portanto, “absolvê-lo”?

Chega de tanta encenação. Tudo tem limites. E Lula e seu grupo há muito os ultrapassaram.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

TRF4, Porto Alegre, mantém prisões de Zelada e Genu.

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, por unanimidade, em sessão realizada ontem, os pedidos de habeas corpus do ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada e do ex-assessor do Partido Progressista (PP) João Cláudio de Carvalho Genu, réus na Operação Lava Jato.

O julgamento do mérito dos HCs pela turma criminal confirmou decisão liminar do desembargador federal João Pedro Gebran Neto (foto ao lado) tomada em agosto.

Segundo João Pedro Gebran (foto), relator do HC, a nova ordem de prisão contra Zelada foi decretada com base em novos e relevantes fundamentos. O desembargador ressaltou que há forte probabilidade de que o réu seja titular de outras contas no exterior em nome de offshore, ainda não bloqueadas. Gebran citou a descoberta de duas contas na Suíça e a existência de transferências significativas para contas na China feitas pelo executivo.
“As provas indicam que Zelada movimentou ativos ilicitamente no ano de 2014, já durante a investigação da Operação Lava Jato, com a finalidade de transferir recursos para o Principado de Mônaco, o que, por si só, representa a prática de novos atos de lavagem durante a investigação e tentativa de frustrar a aplicação da lei penal”, escreveu Gebran em seu voto.

Gebran reforçou que a libertação do réu nesta fase do processo colocará em risco a ordem pública e a aplicação da lei penal.


CLIQUE AQUI para ler tudo e também sobre Genu.

TRF4 mantém prisões de Zelada e Genu pela Lava Jato

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, por unanimidade, em sessão realizada ontem, os pedidos de habeas corpus do ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada e do ex-assessor do Partido Progressista (PP) João Cláudio de Carvalho Genu, réus na Operação Lava Jato.

O julgamento do mérito dos HCs pela turma criminal confirmou decisão liminar do desembargador federal João Pedro Gebran Neto tomada em agosto.

Segundo Gebran, relator do HC, a nova ordem de prisão contra Zelada foi decretada com base em novos e relevantes fundamentos. O desembargador ressaltou que há forte probabilidade de que o réu seja titular de outras contas no exterior em nome de offshore, ainda não bloqueadas. Gebran citou a descoberta de duas contas na Suíça e a existência de transferências significativas para contas na China feitas pelo executivo.
“As provas indicam que Zelada movimentou ativos ilicitamente no ano de 2014, já durante a investigação da Operação Lava Jato, com a finalidade de transferir recursos para o Principado de Mônaco, o que, por si só, representa a prática de novos atos de lavagem durante a investigação e tentativa de frustrar a aplicação da lei penal”, escreveu Gebran em seu voto.

Gebran reforçou que a libertação do réu nesta fase do processo colocará em risco a ordem pública e a aplicação da lei penal.

João Cláudio Carvalho Genu
Genu, que já teve a denúncia aceita pelo juiz Sérgio Moro, era assessor do deputado Federal José Janene e teria participado dos crimes de corrupção da Petrobras, dividindo a propina primeiro com Janene e, depois da morte deste, com Alberto Youssef. Também teria lavado dinheiro ao converter R$ 134 mil de propina em jóias não declaradas à Receita Federal.
Segundo Gebran, a situação de Genu se assemelha a outros réus que seguiram cometendo ilícitos mesmo após o início da ação penal. “Impossível supor a possibilidade de desagregação do grupo criminoso sem a segregação cautelar dos envolvidos com maior destaque, dentre os quais, João Cláudio Genu”, afirmou o desembargador.
Quanto ao fato de os crimes imputados ao réu não serem recentes, Gebran observou que “o critério de temporalidade deve ser visto com certa cautela, sobretudo em razão do contexto investigativo e das ramificações já desvendadas nas diversas fases, que se propagam no tempo”.
“A necessidade de acautelar a ordem pública e o processo penal não decorre de mera suposição. Cabe recordar que depois de três dezenas de fases da Operação Lava Jato ainda é possível a identificação de novas ramificações e novos operadores e/ou lavadores de ativos”, declarou Gebran.

“Estando presentes a prova da materialidade e os indícios de autoria e, ainda, sendo imprescindível para a garantia da ordem pública, mostra-se adequada a prisão preventiva do paciente”, concluiu o desembargador.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Artigo, Tito Guarnieri - Fora Temer !

Os 13 anos de governo Lula-Dilma estão mais para uma longa noite de horror do que para uma breve jornada de sol. Onde os petistas botaram a mão, sujou. As coisas se degradaram. Combate à corrupção? A impressão penosa que teima em permanecer é a de que nunca se roubou tanto na história deste País.

Na oposição, o PT botava a boca no trombone e batia o bumbo, ao menor sinal, à menor suspeita de que alguém tenha lesado os cofres públicos. Cada petista era um implacável Sérgio Moro – que tanto detestam -  no rigor com que eles denunciavam os desmandos, as malversações, o roubo. Os corruptos tremiam de medo. O PT era o partido da tolerância zero com as maracutaias, a palavra mágica que Lula cunhou e a companheirada adorava pronunciar – antes de se tornarem especialistas na matéria.

No governo, como se tivessem chegado com a sede de quem atravessou o deserto, foram ao pote. E que sede, companheiro, que sede!  Em meses, já estava organizado o mensalão, que acabou levando à cadeia a alta cúpula partidária, ícones e herois como José Dirceu e José Genoíno.  Começou então a saga dos tesoureiros do PT, cargo de alta periculosidade. Depois de Delúbio Soares, agora é a vez de João Vaccari Neto e Paulo Ferreira curtirem uma cana.

A prisão dos tesoureiros do PT mostra que a teoria da organização criminosa não é nenhum preciosismo legal ou exagero. Parece que no caso dos outros partidos, como o PP e o PMDB, os malfeitos eram no âmbito individual. No caso do PT, acontecia na pessoa jurídica, com CNPJ e tudo.

Por muito pouco, o primeiro governo Lula não terminou logo na primeira aventura no ramo dos assaltos aos cofres públicos. Mas era apenas o começo. Já estava em curso a organização de uma rede criminosa ainda mais sofisticada, o Petrolão.

Que ninguém afirme que o PT foi incompetente em tudo, porque o partido era (e ainda é) imbatível em “construir a narrativa”, essa vigarice de carimbar uma versão de sua conveniência como verdadeira e definitiva. Assim o PT, na mesma hora em que acusava os adversários de privatizar a Petrobras, cuidava de transformar a estatal num covil de ladrões, de modo a servir unicamente os seus próprios interesses, e dos aliados como o PMDB e o PP.  No rolo compressor, não faltou quem tenha embolsado por fora o pró-labore particular, pelos serviços prestados ao partido.

Na escalada da bandalheira, não há balaio que abram de onde não saiam, grudados, caranguejos, moluscos, cobras, lagartos, e toda a fauna que de algum modo simbolize a linha de montagem da corrupção, o ataque sistemático, de mão leve e de mão pesada, ao ervanário público.

E não passa dia que não se abra um novo baú, como agora dos fundos de pensão das estatais brasileiras.  Faz tempo que a turma mama na Petrus, Previ, Funcef e Postalis.  Vem chumbo grosso por aí. Desde o governo FHC que o PT deita e rola no pedaço.

No ínterim, não me convidem para qualquer ato de “Fora Temer”.  As oposições de agora, no seu papel, gritam nas ruas, usam camisetas e até sandálias com a inscrição “Fora Temer”. Mas “Fora Temer” para quê? Para a volta da ladroagem? Me incluam fora dessa.


Doações para Marchezan Júnior

DOAÇÕES MARCHEZAN JUNIOR ATÉ 16 SETEMBRO 2016
CPF/CNPJ Doador Nome do Doador Data Especia do Recurso Nr.Docto. Valor Fonte
91553091 FREDERIO CARLOS GERDAU JOHANNPETER 13/09/2016 Transferência eletrônica 27500 1 00.000,00 Outros Recursos
25438719004 IARA FRANCISCA CHAGAS JOHANNPETER 13/09/2016 Transferência eletrônica 24450 1 00.000,00 Outros Recursos
3,65347E+12 Direção Nacional 26/08/2016 Transferência eletrônica 7257 50.000,00 Fundo Partidário
43887490010 FERNANDO JOSE SOARES ESTIMA 06/09/2016 Transferência eletrônica 34232 50.000,00 Outros Recursos
795577087 LUIS FERNANDO COSTA ESTIMA 30/08/2016 Transferência eletrônica 28895 50.000,00 Outros Recursos
72053771020 MARCIANO TESTA 25/08/2016 Transferência eletrônica 29349 50.000,00 Outros Recursos
48171824072 RICHARD CHAGAS GERDAU JOHANNPETER 06/09/2016 Transferência eletrônica 50998 50.000,00 Outros Recursos
61017701091 VITOR HRUBY 06/09/2016 Transferência eletrônica 41628 50.000,00 Outros Recursos
482242000 BOLIVAR BALDISSEROTTO MOURA 09/09/2016 Transferência eletrônica 46861 40.000,00 Outros Recursos
29354013015 WILLIAM LING 08/09/2016 Transferência eletrônica 42821 35.000,00 Outros Recursos
34588965034 WILSON LING 08/09/2016 Transferência eletrônica 42819 35.000,00 Outros Recursos
153370068 SHEN BAN YUEN 08/09/2016 Transferência eletrônica 49698 33.000,00 Outros Recursos
9608966000 FLAVIO SERGIO WALLAUER 06/09/2016 Transferência eletrônica 30800 30.600,00 Outros Recursos
43887490010 FERNANDO JOSE SOARES ESTIMA 02/09/2016 Transferência eletrônica 4856 30.000,00 Outros Recursos
42168988072 ANA BEATRIZ LOGEMANN ALMEIDA 12/09/2016 Transferência eletrônica 41045 20.000,00 Outros Recursos
22131833091 CRISTIANO JACO RENNER 25/08/2016 Transferência eletrônica 36200 20.000,00 Outros Recursos
26339548806 EDUARDO SILVEIRA MUFAREJ 16/09/2016 Transferência eletrônica 40351 20.000,00 Outros Recursos
43887490010 FERNANDO JOSE SOARES ESTIMA 24/08/2016 Transferência eletrônica 3322 20.000,00 Outros Recursos
43887490010 FERNANDO JOSE SOARES ESTIMA 05/09/2016 Transferência eletrônica 85914 20.000,00 Outros Recursos
22155287020 JORGE LUIZ SILVA LOGEMANN 05/09/2016 Transferência eletrônica 43684 20.000,00 Outros Recursos
27367568000 SERGIO D.AGOSTIN 13/09/2016 Transferência eletrônica 16553 20.000,00 Outros Recursos
5449618034 WILSON NATAL FERRARIN 05/09/2016 Transferência eletrônica 72543 20.000,00 Outros Recursos
8647682068 FLAVIO AUGUSTO PILAU 25/08/2016 Transferência eletrônica 22577 15.000,00 Outros Recursos
43382126087 GERSON LUIS MULLER 09/09/2016 Transferência eletrônica 20408 15.000,00 Outros Recursos
6502695000 LUIZ ORLANDO FRACAO 13/09/2016 Transferência eletrônica 27839 15.000,00 Outros Recursos
57985898034 JACK SHIH WAI SHEN 08/09/2016 Transferência eletrônica 29270 10.000,00 Outros Recursos
56535503020 JOSEPH THOMAS ELBLING 09/09/2016 Transferência eletrônica 17680 10.000,00 Outros Recursos
69626952091 MARCELO LUIS WALLAUER 31/08/2016 Transferência eletrônica 32493 10.000,00 Outros Recursos
28348370072 OTELMO ALBINO DREBES 09/09/2016 Transferência eletrônica 45087 10.000,00 Outros Recursos
52768384020 ROGERIO CAZZULO DIRANI 16/09/2016 Transferência eletrônica 15023 10.000,00 Outros Recursos
29555825068 ROSANI ALVES PEREIRA 29/08/2016 Transferência eletrônica 4149 10.000,00 Outros Recursos
18794335087 GILBERTO ANTONIO FRACAO 16/09/2016 Transferência eletrônica 6733 8.000,00 Outros Recursos
64300331049 BERNARDO SHIH CION SHEN 15/09/2016 Transferência eletrônica 5302 7.000,00 Outros Recursos
30317517015 HELIO MARCELINO FRACAO 16/09/2016 Transferência eletrônica 17075 6.500,00 Outros Recursos
44218877068 CLAUDIO DORNELLES LEAES 05/09/2016 Transferência eletrônica 41579 6.000,00 Outros Recursos
80488900034 GERALDO LEITE HERTZ 06/09/2016 Transferência eletrônica 21966 6.000,00 Outros Recursos
59548827034 OTTO VONTOBEL 13/09/2016 Transferência eletrônica 19234 5.000,08 Outros Recursos
505269015 ADIR LUIZ FRACAO 15/09/2016 Transferência eletrônica 5301 5.000,00 Outros Recursos
10499059034 ALCIR ANTONIO FRACAO 16/09/2016 Transferência eletrônica 11238 5.000,00 Outros Recursos
68821174034 CAIO AUGUSTO SCOCCO 25/08/2016 Transferência eletrônica 21343 5.000,00 Outros Recursos
44218877068 CLAUDIO DORNELLES LEAES 25/08/2016 Transferência eletrônica 21343 5.000,00 Outros Recursos
48455210087 EDUARDO DE ASSIS BRASIL NETO 02/09/2016 Transferência eletrônica 4853 5.000,00 Outros Recursos
90162633734 ELONE MARIA SCHNEIDER VONTOBEL 06/09/2016 Transferência eletrônica 25130 5.000,00 Outros Recursos
14432489839 FRANCISCO DE BARROS CISNEROS 06/09/2016 Transferência eletrônica 41724 5.000,00 Outros Recursos
30142628034 GUSTAVO VIEIRA LERMEN 24/08/2016 Transferência eletrônica 3323 5.000,00 Outros Recursos
72878142004 HAROLDO PIMENTEL STUMPF 06/09/2016 Transferência eletrônica 32466 5.000,00 Outros Recursos
30317517015 HELIO MARCELINO FRACAO 30/08/2016 Transferência eletrônica 18653 5.000,00 Outros Recursos
42792355034 LISSI AMALIE SIEGERT 16/09/2016 Transferência eletrônica 6748 5.000,00 Outros Recursos
40379302004 LORECI WEISSHEIMER 25/08/2016 Transferência eletrônica 21604 5.000,00 Outros Recursos
6502695000 LUIZ ORLANDO FRACAO 06/09/2016 Transferência eletrônica 17460 5.000,00 Outros Recursos
69626952091 MARCELO LUIS WALLAUER 25/08/2016 Transferência eletrônica 43174 5.000,00 Outros Recursos
35930373000 MARIA ISABEL BOHRER PAIM 01/09/2016 Transferência eletrônica 4667 5.000,00 Outros Recursos
35930373000 MARIA ISABEL BOHRER PAIM 31/08/2016 Transferência eletrônica 14364 5.000,00 Outros Recursos
784320063 OTTOMAR VONTOBEL 13/09/2016 Transferência eletrônica 13456 5.000,00 Outros Recursos
33447810068 PAULO CESAR FRACAO 08/09/2016 Transferência eletrônica 19684 5.000,00 Outros Recursos
39313611015 PAULO JACIR DE SOUZA MULLER 29/08/2016 Transferência eletrônica 4146 5.000,00 Outros Recursos
134198034 RAFAEL ANTONIO SAADI 05/09/2016 Transferência eletrônica 6443 5.000,00 Outros Recursos
76113523004 RAFAEL TADDEI SA 30/08/2016 Transferência eletrônica 7937 5.000,00 Outros Recursos
56955502034 RODRIGO DE ASSIS 29/08/2016 Transferência eletrônica 4147 5.000,00 Outros Recursos
62819755968 EDUARDO FRANCESCHETTO JUNQUEIRA 05/09/2016 Transferência eletrônica 129899 4.999,00 Outros Recursos
34591214087 JOAO VIEIRA DE MACEDO JUNIOR 12/09/2016 Transferência eletrônica 714099 4.000,00 Outros Recursos
23768711072 LUIZ FLAVIANO GIRARDI FEIJO 09/09/2016 Transferência eletrônica 25306 4.000,00 Outros Recursos
23771011000 PAULO AFONSO GIRARDI FEIJO 06/09/2016 Transferência eletrônica 21278 4.000,00 Outros Recursos
83976000 PAULO CELSO DIHL FEIJO 09/09/2016 Transferência eletrônica 12991 4.000,00 Outros Recursos
45664919000 RENATO NUNES VIEIRA RIZZO 12/09/2016 Transferência eletrônica 331540 4.000,00 Outros Recursos
51553406087 RENATO PRESOTTO 08/09/2016 Transferência eletrônica 301040 3.850,00 Outros Recursos
28543670063 DARIO AXELRUD 09/09/2016 Transferência eletrônica 41418 3.000,00 Outros Recursos
93692536020 MARCELO SALDANHA ROHENKOHL 08/09/2016 Transferência eletrônica 24586 3.000,00 Outros Recursos
33979286053 MARIA AGELICA FRACAO SANCHEZ 06/09/2016 Transferência eletrônica 35458 3.000,00 Outros Recursos
1109906099 MARIANA FLECK DIEFENTHAELER HERTZ 06/09/2016 Transferência eletrônica 972133 3.000,00 Outros Recursos
945609000 RAUL CARLOS MARTINI 12/09/2016 Transferência eletrônica 64729 3.000,00 Outros Recursos
50917021053 SERGIO ANTONIO LINCK M SARAIVA 30/08/2016 Transferência eletrônica 12590 3.000,00 Outros Recursos
80321780078 CAROLINA V PERR SANVICENTE 02/09/2016 Transferência eletrônica 4855 2.500,00 Outros Recursos
81691165034 ANGELO TEDESCO MURATORE 12/09/2016 Transferência eletrônica 762028 2.000,00 Outros Recursos
81876688068 BRUNO SOUTO LOPES 02/09/2016 Transferência eletrônica 4859 2.000,00 Outros Recursos
43191363068 EDUARDO BIER DE ARAUJO DE CORREA 08/09/2016 Transferência eletrônica 50614 2.000,00 Outros Recursos
154704075 FERNANDO PINTO HERRMANN 08/09/2016 Transferência eletrônica 898924 2.000,00 Outros Recursos
40859231020 JORGE GILBERTO MORAES 06/09/2016 Transferência eletrônica 10042 2.000,00 Outros Recursos
407451048 LUIZ LEONARDO ABELIN FRACAO 02/09/2016 Transferência eletrônica 4854 2.000,00 Outros Recursos
69478481053 MARCO ANTONIO H KROEFF 05/09/2016 Transferência eletrônica 80299 2.000,00 Outros Recursos
67234631020 MAURICIO LINDENMEYER BARBIERI 02/09/2016 Transferência eletrônica 503185 2.000,00 Outros Recursos
83675850030 MAURICIO SIROTSKY NETO 08/09/2016 Transferência eletrônica 290931 2.000,00 Outros Recursos
82697752072 MAX GIACOBBO RIFFEL 06/09/2016 Transferência eletrônica 136068 2.000,00 Outros Recursos
59221348920 SILVIO LUIS RICKES 08/09/2016 Transferência eletrônica 462825 2.000,00 Outros Recursos
72767383020 TERLA NUNES DE CASTRO 05/09/2016 Transferência eletrônica 355463 1.700,00 Outros Recursos
80488900034 GERALDO LEITE HERTZ 08/09/2016 Transferência eletrônica 800047 1.500,00 Outros Recursos
18794335087 GILBERTO ANTONIO FRACAO 26/08/2016 Transferência eletrônica 6743 1.500,00 Outros Recursos
546496091 HERMENEGILDO FRACAO 29/08/2016 Transferência eletrônica 4148 1.500,00 Outros Recursos
40115046020 HERMENEGILDO FRACAO JUNIOR 05/09/2016 Transferência eletrônica 324537 1.500,00 Outros Recursos
35270438020 SOLANGE MIRIAM TEIXEIRA FRACAO 29/08/2016 Transferência eletrônica 595027 1.500,00 Outros Recursos
29302137015 EFRAIM FISCHMANN 01/09/2016 Transferência eletrônica 4668 1.064,00 Outros Recursos
9075585004 MARCO AURELIO MASCIA GOTTSCHAL 04/09/2016 Cheque 850976 1.064,00 Outros Recursos
9075585004 MARCO AURELIO MASCIA GOTTSCHAL 05/09/2016 Cheque 850975 1.064,00 Outros Recursos
67927807072 RAFAEL ROEDEL SPERB 25/08/2016 Transferência eletrônica 31875 1.064,00 Outros Recursos
67358101049 ALEXANDRE SEMINOTI MARCON 01/09/2016 Transferência eletrônica 715740 1.000,00 Outros Recursos
35419946068 DANIEL SCHNEIDER CHAIEB 01/09/2016 Depósito em espécie 1963 1.000,00 Outros Recursos
22407456068 DANILO ANDRADE MAIA 08/09/2016 Depósito em espécie 36992 1.000,00 Outros Recursos
45640270004 DENIS PIZZATO 09/09/2016 Transferência eletrônica 870226 1.000,00 Outros Recursos
89514360044 FABIO GOLDSCHIMIDT 08/09/2016 Depósito em espécie 36788 1.000,00 Outros Recursos
99096765087 FERNANDO MENDA TORNAIM 12/09/2016 Transferência eletrônica 67167 1.000,00 Outros Recursos
26145545020 JOSE LUIS KORMAN TENENBAUM 12/09/2016 Transferência eletrônica 41164 1.000,00 Outros Recursos
73262803049 JULIO CESAR GOULART LONES 08/09/2016 Depósito em espécie 36884 1.000,00 Outros Recursos
64668592072 RENATO VEISMAN 14/09/2016 Transferência eletrônica 3810 1.000,00 Outros Recursos
36413909072 SERGIO KWITKO 02/09/2016 Transferência eletrônica 700035 1.000,00 Outros Recursos
29302137015 EFRAIM FISCHMANN 08/09/2016 Transferência eletrônica 23017 936,00 Outros Recursos
37778145049 BRENNO DOS SANTOS BASILE 02/09/2016 Transferência eletrônica 4858 700,00 Outros Recursos
51553406087 RENATO PRESOTTO 06/09/2016 Depósito em espécie 32410 550,00 Outros Recursos
77747020 ABRAHÃO FINKELSTEIN 10/09/2016 Cheque 2828 500,00 Outros Recursos
6294880025 AJACIO BANDEIRA MELLO BRANDAO 01/09/2016 Transferência eletrônica 601322 500,00 Outros Recursos
51255952091 BETTINA COTLIARENKO FICHBEIN 02/09/2016 Transferência eletrônica 701007 500,00 Outros Recursos
51862590044 DIANE RUSCHEL MARINHO 02/09/2016 Transferência eletrônica 191317 500,00 Outros Recursos
41395794049 GERALDO DRUCK SANTANNA 09/09/2016 Transferência eletrônica 869446 500,00 Outros Recursos
5458102053 JACO ZYBERSZTEJN 07/09/2016 Cheque 174 500,00 Outros Recursos
13162624053 JOSE CARLOS TARASCONI 05/09/2016 Transferência eletrônica 700046 500,00 Outros Recursos
71483420078 LUCIANO MULLER CORREA DA SILVA 01/09/2016 Transferência eletrônica 548894 500,00 Outros Recursos
44828667091 LUIS ANTONIO MACEDO 02/09/2016 Transferência eletrônica 4852 500,00 Outros Recursos
92284167004 LUIS STEINHORST 02/09/2016 Transferência eletrônica 4857 500,00 Outros Recursos
16803957004 MOACIR KULISZ 10/09/2016 Transferência eletrônica 41579 500,00 Outros Recursos
63373734053 PATRICIA I GUS 15/09/2016 Transferência eletrônica 5303 500,00 Outros Recursos
72767383020 TERLA NUNES DE CASTRO 29/08/2016 Transferência eletrônica 510092 300,00 Outros Recursos