terça-feira, 17 de outubro de 2017

Nota oficial

Nota Oficial

A propósito da votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment marcada para a próxima quarta-feira, 18, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre reafirma os seguintes aspectos sobre a regulamentação do serviço de transporte por aplicativo:

- O pedido não tem sustentação, porque baseia-se na hipótese de renúncia de receita, o que não ocorreu por parte do Município;

- A Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) foi regulamentada pelo Decreto 19.700/17, de março deste ano, e deveria ser cobrada depois de 180 dias da publicação deste decreto. Pela regra, o pagamento deveria ser realizado no décimo dia do mês imediatamente posterior ao mês referência, ou seja, 10 de outubro de 2017;

- Em 10 de outubro último, a desembargadora Ana Paula Dalbosco, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), determinou a suspensão de 13 artigos da Lei n° 12.162/2016, legislação proposta e sancionada pela gestão anterior;

- Como a cobrança da TGO deveria ser iniciada em 11 de outubro, ficou comprometida diante da decisão judicial; 

- Sobre a incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS), também não houve omissão porque o Município de Porto Alegre cobra o ISS dos serviços de transporte por aplicativo. Embora a definição de qual serviço é prestado (transporte ou intermediação) ainda seja objeto de discussão, o que impacta diretamente o local da incidência do imposto, somente no ano de 2017 já foram recolhidos mais de R$ 5 milhões de ISS, enquanto em 2016 essa receita foi de R$ 1,5 milhão;

- No que diz respeito aos motoristas, estes se enquadram como autônomos e estão isentos do recolhimento do imposto, assim como os taxistas proprietários de apenas um veículo;

- Cabe destacar que a atual administração encaminhou em julho deste ano, depois de discussão com os vereadores e o setor, novo projeto de lei que redefine parcialmente o funcionamento adequado dessa modalidade de transporte, e teve pedido de priorização formalizado pelo Executivo na última semana; 

- Mesmo que a lei dos aplicativos estivesse em vigor, a legislação tributária prevê que as receitas municipais, estaduais e federais têm até cinco anos para cobrar taxas e impostos, de acordo com sua estratégia de fiscalização. Portanto, está descaracterizada a renúncia de receita por esta administração;

- Por fim, a gestão não se omitiu e continua determinada a qualificar a regulamentação de um serviço que já é realidade em nível mundial e precisa de regras e responsabilidades claras para resguardar os direitos dos usuários, dos profissionais e das demais categorias envolvidas no mercado de transporte individual.


Prefeitura Municipal de Porto Alegre

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PIB do Banco Central vai sair amanhã

PIB do Banco Central vai sair amanhã

Nesta semana, serão conhecidas as informações da Pesquisa Mensal de Serviços e do IBC-Br, que deverão confirmar a continuidade do crescimento no terceiro trimestre. A proxy de PIB do Banco Central deverá recuar 0,6% em agosto, devolvendo parte da surpresa altista de julho. No entanto, essa desaceleração é compatível com um crescimento do PIB de 0,3% no terceiro trimestre. 

Inflação - A saída da deflação nos preços dos alimentos contribuirá para uma ligeira aceleração no IPCA-15 de outubro, a ser divulgado na sexta-feira, para o qual esperamos alta de 0,37%. 



Herança de Marisa Letícia para Lula chega a R$ 11,7 milhões.

Os advogados de Lula entregaram à Justiça a relação de bens do petista e de Marisa Letícia, morta em fevereiro deste ano.
As informações fazem parte do inventário da ex-primeira-dama. O patrimônio declarado do casal soma 11,7 milhões de reais, conforme a lista de bens abaixo:
1 – Apartamento residencial no Edifício Green Hill, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 602.435,01
2 – Apartamento residencial, número 92, no Edifício Kentucky, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 179.606,73
3 – Apartamento residencial, número 102, no Edifício Kentucky, em São Bernardo do Campo.
Valor: R$ 179.606,73
4 – Fração do Sítio Engenho da Serra, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 413.547,57
5 – Direito de aquisição de uma fração do Sítio Engenho da Serra, em São Bernardo do Campo
Valor: R$ 130.000,00
6 – Automóvel Ford Ranger 2013/2013
Valor: R$ 104.732,00
7 – Automóvel Ômega CD 2010/2011
Valor: R$ 57.447,00
8 – Conta corrente no banco Bradesco
Valor: R$ 26.091,51 (posição de fevereiro/2017)
9 – Crédito junto à Bancoop referente a sua demissão do quadro de sócios
Valor: R$ 320.999,20 (posição de fevereiro/2017)
10 – 98 mil cotas sociais da LILS Palestras, Eventos e Publicações
Valor: R$ 145.284,91
11 – Poupança na Caixa
Valor: R$ 126.827,43
12 – Poupança no Itaú
Valor: R$ 21.438,70
13 – Poupança no Bradesco
Valor: R$ 2.946,69
14 – Aplicação financeira Invest Plus, no Bradesco
Valor: R$ 16.605,25
15 – Aplicação financeira LCA, no Banco do Brasil
Valor: R$ 98.378,89
16 – Renda Fixa, no Banco do Brasil

Valor: R$ 191.926,45

Artigo, Marcelo Aiquel - A revolução das redes sociais

Artigo, Marcelo Aiquel - A revolução das redes sociais

         A grande revolução do século foi, sem dúvida alguma, a expansão desenfreada e incontrolável das “mídias (redes) sociais”.
         Este fenômeno é ainda mais alavancado pela facilidade de acesso às diversas formas de informação, popularizadas pelos smartphones (cada vez mais próximos de qualquer pessoa).
         Ou seja, nos dias de hoje não mais é necessário ter um alto nível cultural ou posição econômica para que – de qualquer lugar – alguém saiba “em tempo real” o que está acontecendo. E, o mais importante: sem aquela pitada de parcialidade imposta pela editoria da emissora que divulga a notícia.
         Assim, estamos assistindo a uma transformação radical no recebimento de informações, aonde as grandes redes jornalísticas vem perdendo, gradualmente, o poder de manipular a opinião pública conforme seus interesses.
         Com isto, vê-se o triunfo da verdade.
         Ressalto, por obrigação com a realidade, que há o grande perigo de circularem notícias FAKE (falsas; criadas e inventadas sem nenhum fundamento). Porém, a velocidade com que a comunicação caminha entre as pessoas, sepulta – em segundos – algo falso, o que dificilmente aconteceria no sistema tradicional, onde a credibilidade do noticiário jornalístico estava acima de tudo.
         Hoje em dia, uma pessoa comum, com um celular qualquer, filma um fato e – em instantes – o mundo todo pode tomar conhecimento do ocorrido, sem precisar esperar o “Repórter Esso” (famoso noticiário do passado recente, cuja audiência – nacional – era estupenda) para confirmar a veracidade de algo.
         E a emissora que não respeitar (valorar) esta transformação está fadada ao fracasso.
                  Cito aqui um exemplo bem recente e relevante: na última eleição presidencial norte-americana, criou-se um grande pool de grupos de comunicação (com a participação “inexplicável” de alguns estrangeiros, como a Rede Globo) que bombardeou diuturnamente a candidatura de Donald Trump, pintando-o como um radical irresponsável. Ele, no entanto, soube usar as redes sociais e falar o que o povo americano queria ouvir. Resultado: venceu a eleição e derrotou a mídia “politicamente correta” que fazia campanha declarada para a candidata Hillary Clinton.
         Outro exemplo, este daqui da terrinha: Não fossem as mídias sociais desmascarar, e o programa “Fantástico” (da Rede Globo) mentiria para os seus tele assistentes que a especialista convidada para falar (a favor, é óbvio!) sobre a anomalia biológica da tal Ideologia de Gênero, nada mais era do que a ativista pró-PT, a simpatizante comunista Maíra Kubik.
         Sem nenhum contraponto, o debate anunciado se tornou uma grande encenação teatral, onde só foi apresentada uma única versão sobre tão polêmico tema. Bem ao interesse da emissora, que se aliou ao grupo que planeja – seguindo a lição contida no conhecido “decálogo” do comunista Karl Marx – ou seja, acabar com a família tradicional, e com o senso de moral de toda a população (vide os temas das novelas apresentadas).
Ainda no cenário nacional, após ter feito uma estrondosa e muito tendenciosa campanha difamatória contra o atual presidente da República (que foi vice escolhido na chapa oficial do PT), a mesma citada emissora (especialmente no JN) trouxe – ilustrando todas as notícias anti-Temer – uma entrevista do “fabuloso parlamentar” carioca do PSOL, Chico Alencar, eleito deputado federal com a “acachapante votação” correspondente a menos de 3% (três por cento) dos votos fluminenses.                 Sem qualquer sombra de dúvida, o referido ativista se trata de alguém que deve possuir todas as condições de dar uma opinião, bem sensata e imparcial, sobre a situação política brasileira. A qual ajudou a construir.
         Enfim, para não tornar este texto muito longo, concluo salientando que as mídias sociais estão ao alcance de todas as pessoas, independente de classe e grau cultural, e dão a estes a oportunidade de julgarem em que (ou em quem), acreditam, retirando esta primazia da imprensa tradicional.
         Quanto a esta, se não se der conta rapidamente da mudança, irá ser fatalmente engolida pelo “dragão” das mídias sociais.

domingo, 15 de outubro de 2017

Omar Ferri, advogado, RS - Meu discurso na Câmara de Porto Alegre

Meu discurso Câmara
     
      Eu me criei em Ilópolis, que na década de 40 do Século passado era o 3º Distrito do Município de Encantado. A vila tinha 92 casas contadas por mim, quando eu tinha nove anos.
      No curso primário fui um aluno razoável. Permaneci assim nos cursos Ginasial, Colegial e até na Faculdade. Daquela época em diante, seguindo meu destino, de alguma forma evolui para ser o livre pensador que hoje sou. Fui um homem político a vida toda. A cidade de Encantado, no final da década de 1950, tinha quase oito mil eleitores. Na eleição 1959 fui candidato a vereador. Afastando os brancos e nulos fiz mais de oitocentos votos. Fui votado por, praticamente 20% dos eleitores. Na 5ª urna eu já estava eleito. Mais tarde, numa eleição apertada, conquistei uma vaga nesta Câmara de Vereadores. Porém, não tive êxito na tentativa de reeleição. Por estas razões todas, em tom de galhofa, eu sempre digo que, em matéria política estou em franca decadência.
      Em 1964, a convite do Instituto Cubano de Amistad por los Pueblos, estive em Cuba para as comemorações do 5º aniversário da revolução socialista. Ao que parece, esta foi a principal razão que inspirou o repórter de todas as guerras, Flávio Alcaraz Gomes, me convidar para debater com o coronel Pedro Américo Leal, na Rádio Guaíba, assuntos políticos de toda ordem. Eu como representante da esquerda e o coronel Leal, representando a direita. O programa, com uma formulação atrevida, possivelmente sem precedentes em todo o país, tinha o sugestivo nome de “Os Guerrilheiros da Notícia”.
      Ainda hoje, nos debates da TV Pampa, o Paulo Sérgio Pinto, ao fazer as apresentações dos convidados, refere-se a mim dizendo mais ou menos o seguinte: “e aqui do meu lado o ex-vereador Omar Ferri, cortador de cana em Cuba. Agora, mudou de lado e passou a ser um homem de direita”.
      Por esta razão, convido meus amigos para questionarmos as expressões abstratas de direita e esquerda, que sob o ponto de vista sociológico se fazem presentes nos sistemas sociais que há tempos estão a influenciar o universo das ideologias.
      Estes termos tiveram origem nas Assembléias Gerais da Revolução Francesa. Os conservadores, favoráveis à manutenção do Sistema Feudal ocupavam os acentos situados à direita da presidência e os que aspiravam mudanças sentavam-se à esquerda. Como reflexo dessa particularidade surgiram os termos direita e esquerda, conceitos que ganharam o mundo e hoje são usados para enaltecer ou estigmatizar uns e outros, sempre dependendo do lado que cada um se encontra.
      Na época do Feudalismo, as classes representativas eram formadas pela Nobreza, pelo Clero e pelos Exércitos. Os aldeões eram os servos da gleba e como qualquer mercadoria, quando os latifúndios eram vendidos, eles, como gado, passavam a ser propriedade dos novos Senhores.  
      Paralelamente, com o advento da máquina à vapor, das fábricas de tecelagem, dos novos meios de comunicação enfim, do livre comércio, a soma dessa nova ordem deu causa à Revolução Francesa que, vitoriosa, alastrou seus postulados para a maioria das nações, configurando destarte a moldagem do sistema Burguês/Capitalista, que hoje comanda a orquestração industrial e gerencia o comércio pelo mundo a fora.
      Entretanto, as forças que movem a economia, com base nas concepções materialistas da história, e embaladas pelos ensinamentos do Marxismo/Leninismo decidiram que havia chegado o momento de libertar o povo da espoliação da mais valia, o que deveriam conseguir através de uma revolução guerrilheira, com o objetivo de instalar no sistema mundial a ditadura do proletariado. Alardeavam que o comunismo estava sendo gerado no próprio seio do sistema capitalista, e por consequência, seria impossível deter o avanço obreirista.
      É evidente que as dificuldades de vida dos obreiros, despidos de direitos, que sobreviviam das sobras dos abastados proprietários, e que perambulavam marginalizados pelos caminhos de muitas regiões européias foi o estopim da revolução camponesa/obreirista, com origem na Rússia, mais tarde propagada para outras nações como foi o caso da China, de Cuba, da Coréia do Norte, Camboja, etc..
       
      É de minha concepção, que nem todos os princípios da utopia socialista estejam errados, como também, nem todos os fundamentos econômicos do sistema capitalista estejam certos.
      Não fosse a inspiração socialista não teríamos em nossos dias educação pública, sistema de saúde universal, jornada de oito horas e direitos trabalhistas como mediadores dos conflitos laborais.
      Inobstante, a realidade subsequente não correspondeu ao idealismo trombeteado por seus prosélitos. As promessas de democratização redundaram no despotismo e na socialização da pobreza.
      Quando o Partido Bolchevique assumiu o governo, a primeira medida que tomou foi a de substituir o poder das leis, pelo poder absoluto da casta dirigente. Em outras palavras: com inspiração marxista/leninista estabeleceu a ditadura do partido único. Incitado por uma brutalidade odiosa, esse mesmo espírito perverso foi imposto aos alemães orientais, aos cubanos, aos romenos, aos chineses, aos Cambojanos e aos Norte Coreanos, dentre outros. Milhões de pessoas foram assassinadas nesses países e outro tanto morreu de fome. Em Cuba, Juanita Castro, irmã de Fidel, logo se deu conta do que iria acontecer em seu país e, para vergonha dos irmãos Castro, exilou-se nos Estados Unidos. O mesmo aconteceu com Svetlana Stalin quando descobriu que sua mãe fora assassinada por ordem de seu pai, um tenebroso ditador.
      Como conclusão, podemos afirmar que o comunismo não foi além de um sonho quimérico e que o messianismo operário não passou de uma ilusão. É bem verdade, a revolução do proletariado sedimentou uma nova estrutura sócio/econômica, todavia ela desabou, e de cujos escombros praticamente nada se salvou.
      Todos estes fatos comprovam que nenhum país tem seu suporte econômico apenas numa classe social.
      Se os fatos mudam, as idéias também mudam. Quando o sistema social se transforma, os princípios do ordenamento jurídico social também se adaptam. Somente os fanáticos e os sectários não entendem estas modificações.
      Estas divagações me fizeram esquecer que eu vivo no Brasil, um país democrático que tem os poderes legalmente constituídos e que todos seus dirigentes cumprem suas funções em elevadas expressões de espírito no que diz respeito à moral e à ética política.
      Meu Deus! Eu vinha tão tranquilo na minha análise dos sistemas até agora expostos que comecei a dizer bobagens.
      Examinemos, pois, nossa realidade.
      Que democracia e esta que nos condena a ser prisioneiros em nossas próprias casas, ao mesmo tempo em que bandidos tomam conta de nossas comunidades espalhando terror com suas ações bárbaras, a todos que temerosos, perdem as condições de reagir?
      Que segurança temos, frente aos violadores de nossos lares, que impunemente roubam nossos bens, nossa dignidade, nossa honra?
      Que democracia é esta que de modo estarrecedor permite a mortalidade multiplicar defuntos nas salas infectas de nossos hospitais públicos.
      Explique quem puder: quanto mais o contingente de doente aumenta, o número de hospitais diminui.    Esta é a tragédia de nossa saúde pública.
      Que democracia é esta que destrói nosso Sistema educacional e nos obriga a assistir a decadência cultural formada por analfabetos funcionais carentes da aptidão de entenderem o que lêem?
      Pior, ainda, milhares de professores sofrem ataques de alunos desalmados com a complacência dos responsáveis pelas instituições de ensino, e até pelos sindicatos do magistério que, pusilanimemente, se recolhem a um assombroso silêncio. Se os sindicatos foram criados para representar, por que se omitem?
      Realmente, não pode haver democracia em um país que é campeão mundial do contrabando, da violação de nossas fronteiras, da devastação amazônica, do tráfico de drogas e do consumo de crack.
      Qual o país do mundo que pode conviver com o assassinato impune de 57.000 pessoas todos os anos?    Como podemos permitir o trabalho escravo, o trabalho infantil, a prostituição de adolescentes que campeia livremente, aos milhões, pelo país à fora?
      Não podemos esquecer que somos um dos países mais corruptos do mundo. Que fizemos o pior negócio do mundo quando a Dilma comprou a refinaria de Pasadena, que era obsoleta, totalmente superada e que custou aos cofres da Nação prejuízos aproximados a dois bilhões de dólares. (Ou mais, segundo ações em tramitação nos Estados Unidos)
      Será que a senhora, presidenta e os demais imaculados conselheiros teriam a decência de nos dar uma resposta plausível, tendo em vista o parecer contrário do setor jurídico da refinaria?
      A Petrobras foi saqueada e levada às fímbrias da falência por um grupo de mafiosos, coadjuvados por aquele, que a Dilma nomeou, simuladamente, para acabar com a corrupção.
      Foi tudo tão espantoso o que aconteceu com a petrolífera, que um dos diretores devolveu mais de cem milhões de reais, e outro foi pego com mais de 50 milhões encaixotados num apartamento sob o pretexto da guarda de bens do pai que havia morrido.
      Enquanto todos estes fatos aconteciam no Brasil, a mando de Evo Morales, um dos idiotas latino americano, as forças armadas bolivianas expropriaram uma refinaria de propriedade da Petrobras. Ao invés de exigir a devolução com as devidas escusas, o batráquio brasileiro recolheu-se a sua insignificância e até concordou.
      O Brasil capitulou, nossa pátria foi desonrada. Nosso povo não merece tamanho insulto.
      Empreiteiras nacionais, capitaneadas pela Odebrecht se apropriaram de bilhões de dólares.
      O Brasil tem a maior distribuidora de carnes envolvida em fraudes de toda espécie.
      Dirigida por dois irmãos gatunos, que se beneficiaram indevidamente com bilhões de reais dos cofres do BNDES, ajudados por mais de 1.800 políticos desprezíveis, escrotos, picaretas, tanto no tempo do lulismo/petista quanto estes delinquentes que agora estão no poder.
      Em matéria de política, o Brasil alcançou níveis estratosféricos de corrupção, basta registrar que:
      Tivemos um presidente campeão mundial de corrupção.
      Uma presidenta, campeã mundial da incompetência. Ela foi a principal responsável pela ruína de nossas instituições e pelo consequente desmantelamento do sistema econômico nacional.
      Uma caterva de líderes políticos, tesoureiros, marqueteiros, presidentes de partidos, um apelidado de “guerreiro do povo brasileiro”, presidentes e ex-presidentes da Câmara e do Senado, alguns muitos crápulas e outros muito pilantras, mas, todos seguramente gangrenosos morais e por isso punidos por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, apropriações de bens públicos, mas, que, infelizmente, alguns deles têm conseguido o abrandamento de suas condenações para continuar praticando atos que ultrajam a consciência dos homens de bem desta nação.
      O povo não acredita mais numa Justiça que somente cumpre com exação seus deveres, quando julga negros, pobres e gente miúda. Têm bandidos de toga disse Eliana Calmon quanto era presidente do Conselho Nacional da Justiça.
       Claro que é uma minoria.
      .Por exemplo, a mulher do ex-governador, Sérgio Cabral, campeão mundial de roubos e mutretas provinciais, teve sua prisão relaxada para ir para casa cuidar dos filhos adolescentes, enquanto mulheres pobres, negras, prostitutas e toda sorte de pessoas marginalizadas, na maioria das vezes acusadas de pequenos furtos, são proibidas de conviver com seus filhos, além de serem mantidas em imundas prisões, tudo isso pelo espírito implacável da insensibilidade generalizada de uma Justiça injusta e desumanizada.
      Claro que não é a maioria.  
      Não podemos nos esquecer dos decretos secretos do honorável Sarney, ou dos extravagantes decretos de Lulla, que em nome da Segurança Nacional, tornaram inviáveis os esclarecimentos quanto aos gastos dos cartões corporativos realizados pelos agentes públicos, na maioria das vezes usados em jantares nababescos, bacanais em lupanares em hotéis de cinco estrelas, acompanhados de vinhos caríssimos, com a conivência e participação da camarilha governamental, ao mesmo tempo em que sobra para nós a obrigação de pagar a conta.
      O Simon não conseguiu instalar a Comissão Parlamentar para Investigar os Corruptores, e o Lazier enfrenta objeções de toda ordem, em seu pedido para esclarecer os empréstimos nacionais e internacionais do BNDES, embora, para tanto tenha invocado a lei da Transparência e o direito à informação.
      Quando conseguiremos investigar o tráfico de influência e a trapaça que campeia nas fraudulentas negociatas empresariais que ilegalmente reduzem a quase nada os bilhões das sonegações apuradas pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais?
      Que país é este que aplica milhões e milhões de multas de toda espécie, por agressões ao meio ambiente, pela poluição dos ares, pela contaminação das águas e que apenas consegue cobrar dos infratores – o grande empresariado nacional comprometido - não mais de 2%, dos valores apurados, mas ai de nós se não quitarmos uma simples multa de trânsito, uma parcela do IPTU, ou uma prestação do imposto de renda, certamente teremos nossos veículos confiscados ou nossa propriedade penhorada. Nós do povo não temos escapatória.
      Como a Nação conseguirá se livrar da catastrófica dívida pública que hoje atinge a estratosférica quantia de mais de três trilhões e trezentos bilhões de reais?
      Como aceitar a opinião daqueles que perderam a vergonha ou de doutos notáveis que dizem que propina não é crime, quando em verdade ela é decorrente de fraudes em licitações, de superfaturamentos, de aditamentos ilegais, e, enfim, de milhares atos de improbidade de toda espécie.
      Como podemos conviver com estas anomalias e com uma espantosa iniquidade social, uma vez que o peso dessas patifarias sempre é suportado pelas classes menos favorecidas e, também por nós, que somos pessoas de bem?
      Isto tudo prova que a barbárie tomou conta da Nação.
      Com podemos aceitar que associações de criminosos incendeiem mais de 1.200 ônibus e que apenas um grupo insignificante tenha sido identificado? Alguém foi punido? Que explicação temos para nós próprios, que perdemos nossa capacidade de reação ao aceitarmos conviver com esta escória política, ou melhor, dizendo, com esses excrementos sociais.
      Que dizer de partidos coniventes com a desagregação social, que ao invés de se rebelarem, optaram em participar do saque ao erário da Nação?
      Que dizer do meu partido que ficou subserviente ao governo lulista e que por esta razão cobre de vergonha o passado de lutas de Getúlio, Jango e Brizola? Os atuais dirigentes não passam de cúmplices de um governo infamante que instalou no país uma organização criminosa que se especializou em assaltar os cofres da República.
      A situação está caótica. O Brasil virou uma espelunca de ladrões.
      De alguns anos para cá estamos enfrentando sucessivas crises institucionais.
      O Brasil está ingovernável.
      Isso pode ser tudo. Menos Democracia.
      Não acreditem na falácia das reformas. A montagem desse sistema pervertido está tão estratificada na política governamental, que seus representantes jamais farão qualquer reforma que contrarie seus interesses de reeleição, ou contrarie, o evidente objetivo de continuar desfrutando das traficâncias do poder.
      Que dizer do Congresso Nacional, entidade moralmente corrompida e a maior responsável por esta situação insuportável, que custa à Nação, mais de 1,16 milhões por hora? Cujos membros ainda recebem, cada um, 100 milhões como reembolso para a divulgação do exercício do mandato.
      A ganância insaciável desses aproveitadores não encontra limites. Há cinco dias eles aprovaram o direito de surripiar do orçamento da União três bilhões de reais que empregam no financiamento de compra de votos. O cinismo dessa malta de sacripantas é execrável.
      Isto não quer dizer que não haja deputados e senadores honestos, mas nós não concordamos em pagar os gastos de campanhas mercenárias.
      O povo está sentindo a dureza da vida. Temos cinquenta milhões de inadimplentes e cinqüenta milhões vivendo das esmolas do Bolsa Família e ao redor de 14 milhões de desempregados, e a corja se refestelando às nossas custas. Eles não estão interessados em leis de reformas, apenas reformulações. Leis só em favor deles, tantas quantas forem necessárias.
      Gritemos com a força de nossas convicções: nós não concordamos.
      Qual a lei que dá direito a um desembargador de São Paulo receber em um mês um salário de R$ 723.474,00 e no mês seguinte 104 mil reais e de centenas de outros em todo o país, que recebem mais de R$ 80.000,00 mensais?
      Então devemos perguntar: qual o país que aguenta?
      E quais são nossas opções ao perceber que o Socialismo corrói o tecido social e o Capitalismo subjuga o Estado segundo seus interesses.
      As leis econômicas são implacáveis elas não têm coração e não sentem remorso.
      Se isso tudo continuar, o que será o Brasil de amanhã?
      O descarado Lulla disse que os bancos nunca ganharam tanto dinheiro como no seu governo. Esta foi a única vez que o sapo barbudo não mentiu. Em 2012 ele afirmou em Paris que o lucro dos bancos foi de 199 bilhões. De fato, só o Bradesco lucrou 12 bilhões em 2013 e 15 bilhões em 2014.
      O Ali Baba dizer que é o político mais honesto do Brasil atinge o patamar de um alucinado desespero.
      Safado, dedo duro e traidor de colegas por passar informações sobre a movimentação do Sindicato dos Metalúrgicos ao Delegado Tuma, diretor da Polícia Federal.    Também negou ajuda aos exilados para retornarem à Pátria a pedido de Cláudio Lembo, Professor Universitário e ex-governador de São Paulo, que atuou na condição de emissário do presidente Figueiredo. Esse lado obscuro do ex-presidente prova ser ele um homem falso.
      Pior ainda, como verdadeiro Sancho Pança e fiel escudeiro da Odebrecht, atendeu, na década de 1970, um chamado de Emílio, praticamente o dono da empresa, para ajudá-lo a controlar uma greve no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.
      Lula é o que não é, e não é o que diz ser!
      Enquanto isso, a Dilma concedeu 458 bilhões em benefícios e desonerações fiscais para um montão de empresas ligadas ao passo imperial e deu à FIFA 558,83 milhões de reais em isenções de impostos.
      Nestes últimos anos perdemos centenas de empresas privadas e públicas vendidas a poderosas empresas multinacionais.
       Estamos perdendo nossa soberania econômica.
      Exportamos um transatlântico de matérias primas denominadas de commodities e sem contrapartida, importamos um barquinho de produtos eletrônicos, ou de quinquilharias chinesas.
      Nosso desenvolvimento econômico imita os caranguejos, está andando para trás.
      É assim que se cria uma fantástica desigualdade. A cada temporada o país cresce em milhares de ricos e marginaliza milhões de pobres.
      Isso pode ser tudo menos Democracia.
      Junte-se a estas anormalidades o processo anárquico dos Sem Terra, que além de ideologizarem a reforma agrária se transformaram na gendarmeria do Lullopetismo. O mesmo se poderá dizer da Central Única dos Trabalhadores, responsável por atiçar um montão de arruaceiros transformados em Ton Ton Macoutes da brigada Lullista.
      Por último, há um restolho, uma resteva intelectualoide, que chafurda na glossolalia assembleísta dos ativistas esquerdopatas, junto ao besteirol das redes sociais que impedem e deturpam o processo de conscientização popular, com impactante prejuízo para a democracia.
      Conclui-se, então, que o Brasil está fora de seu eixo, que perdeu seu rumo e que por isso estamos enfrentando um período de ingovernabilidade. O Temer tem passado os últimos meses fazendo uma coisa só: comprando deputados.
      Mas que fazer?
      Ora, necessitamos de uma nova Assembléia Constituinte eleita exclusivamente para esta finalidade, com proibição de seus titulares concorrerem na eleição subsequente à outorga da Constituição.
      O Senador Alberto Pasqualini tinha razão. É preciso que se harmonizem as relações entre o capital e o trabalho. Atualmente, o sistema econômico mundial compõe-se de patrões e operários. Um precisa do outro.
      Há necessidade de adotar o Parlamentarismo com representação unicameral, acompanhado do voto distrital. Mais ou menos como na Alemanha.
      Mas será que esse procedimento tem condições de mudar a mentalidade do povo brasileiro, um povo politicamente desconscientizado?
      Caso não seja possível teremos um dilema pela frente.
      Esta é a grande incógnita
      Mas de uma coisa temos certeza. Ou o Brasil faz as reformas necessárias ou em pouco tempo nossas ruas estarão infestadas de maltrapilhos famintos, com a perda total do sentimento de dignidade humana. Estou com 84 anos, pouco tempo de vida ainda terei. Pelo menos não viverei a catástrofe que nos aguarda.
      Mas nossos netos? Em que droga de país viverão?
      Devemos reagir, dizer verdades aos incrédulos, mais hipócritas do que incrédulos, que não querem acreditar na culpabilidade dos corruptos. São os insolentes ativistas, que tem apenas dois neurônios. Um deles queimou. Tenhamos a coragem dos rebeldes na exigência de uma mudança fundamental.
      Queremos um novo ordenamento jurídico mantenedor de um verdadeiro estado de direito e um novo Brasil, que, sem discriminações, distribua Justiça e Bem Estar Social para todos. Para esse desiderato precisamos derrotar essa minoria funesta que vem infelicitando a Nação.
      O Brasil tem tudo para dar certo. É um verdadeiro gigante agrário. Temos uma produção agrícola capaz de saciar a fome do mundo. Temos 9% de todas as reservas minerais do mundo. Somos o segundo maior produtor de ferro do mundo. Somos ricos em bauxita (alumínio), manganês, nióbio e outros minerais.
      Não podemos perder a fé.
       Juntos haveremos de caminhar cantando a canção de um Brasil livre do mal, onde todos serão iguais em questões de decência, moral e caráter. O crime e os criminosos serão banidos e nós haveremos de reconquistar as nossas ruas, as nossas praças para continuar cantando: somos todos iguais, braços dados ou não, esperar não é saber. Não podemos recuar.
      A Justiça Federal do Rio Grande, a República de Curitiba, juntamente com juízes corajosos e temos muitos, secundados pelos inquéritos da Polícia Federal e pelas denúncias do Ministério Público, são penhores de nossa fortaleza. Juntos haveremos de restaurar a ordem pública. Não vamos envergonhar nossos filhos, muito menos levar desesperança aos nossos netos.
      Este é o nosso objetivo
      Nós somos a Nação
      Nossos ideais não morrerão.
      Cantemos, pois
      Nas escolas, nas ruas
      Seguindo a canção
      Caminhando e cantando
      Braços dados ou não
      Ninguém irá embora
      Esperar não é saber
      Quem sabe faz a hora
      Haverá de acontecer.
      Haveremos de vencer.


Artigo, Leo Iolovitch - O fim do comunismo e o Memorial a Prestes em Porto Alegre

O texto a seguir foi escrito por Leo Iolovicht em1991 e foi publicado no livro "O sapato do Pirada, 1995. Nele o escritor gaúcho previa: "Por tudo isso, talvez se apele ao Oscar Niemeyer (é claro que seria ele, sempre ele) para fazer um "Memorial ao Comunismo".O ideal seria construir ali na av. João Pessoa, ao lado do templo Positivista, para se cultuar a memória do Comunismo.Um enorme casarão vermelho seria ótimo". 26 depois, Iolovitch acertou a previsão. Errou apenas o local, porque o memorial vai ser inaugurado junto ao Parque da Harmonia.

Abaixo o texto, que é da época da queda do regime da URSS.

O FIM DO COMUNISMO
Os recentes acontecimentos na União Soviética determinaram o fim do comunismo.
Quase todos concordam com esta conclusão. O que parece difícil é entender ou tentar explicar este fenômeno.
Afinal, o Comunismo era algo importantíssimo no Mundo. Milhões de pessoas viviam sob o regime Comunista. Este quadro tinha uma aparente durabilidade, parecia algo sólido, estável e que permaneceria durante séculos. Os comunistas eram ardorosos defensores de suas idéias, todos nós conhecemos diversos de seus seguidores, entre os quais se incluiam algumas pessoas bastante respeitáveis. A pretensão dos comunistas era expandir o regime e, para eles, o Mundo só seria bom, quando todos os países fossem comunistas.
Aí, de repente, ploft. Acabou !
Desmoronou igual a um castelo de areia.
A revolta das populações,que viviam sob o regime, contra o sistema, foi de tal ordem, que não deixou dúvidas, quanto ao repúdio a este tipo de governo.
E agora ? Algo tão importante e tão presente em nosso cotidiano deixa de existir. Como poderemos explicar aos nossos filhos, daqui a cinco ou dez anos, o que era o Comunismo? Nós quando jovens nos inspirávamos na bonita e romântica figura do "Che" Guevara. Será que surgirão sucedâneos para as novas gerações ? Com certeza não serão os " band leaders" de grupos de rock. Pois o romantismo irracional do "Che", morrendo esfaimado, lutando numa guerrilha impopular, num país estranho, em nome de uma idéia e da igualdade, tinha um apelo fantástico. Sua frase que prega a dureza, sem perder a ternura, era um hino para nossa juventude sonhadora.
Porém, se ele estivesse vivo, veria a revolução cubana transformada numa das últimas ditaduras da Terra. Os tempos modernos não deixam mais espaço para heróis como antigamente...
E aqueles senhores bonachões?
Alguns tão bem formados intelectualmente. Tão seguros em suas convicções. Reagiam com desprezo, quando se criticavam as ditaduras dos países comunistas, dizendo que era coisa da propaganda imperialista.
Onde estarão eles ?
A revista Seleções era considerada o porta voz reacionário do capitalismo internacional, porque costumava denunciar os horrores das ditaduras comunistas. Hoje, tudo leva a crer que ela tinha razão.
E lá se foi o Comunismo.
Com ele vai também um pouco de nós, que vivemos este período. Fica uma estranha sensação de envelhecer mais rapidamente.
Por isso, quando alguém mais jovem nos perguntar, no futuro, pelo Comunismo, a explicação deverá ser algo semelhante, ao que acontecia quando perguntávamos aos nossos pais sobre o Positivismo...
Augusto Comte, Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, "Ordem e Progresso", aquele estranho templo ali na av. João Pessoa, tudo são evocações do Positivismo. Uma corrente do pensamento que dominou o nosso Estado no início do século. Que foi importantíssima naquela época, hoje não passa de um amontoado de lembranças esparsas e bizarras. Quem diria?
Com o Comunismo será a mesma coisa ?
Livros da Editorial Vitória, obras completas de Marx & Engels, bandeiras vermelhas, visitas ao túmulo de Marx em Londres, o Materialismo Histórico, o Realismo Socialista,
discos com a Internacional, fotos de churrascos em homenagem ao Jorge Amado e ao Prestes, souvenirs dos Congressos Internacionais da Paz, posters de Rosa de Luxemburgo , tudo é passado.
Mas não jogue fora. Nem precisa esconder. Felizmente o DOPS e outras criações monstruosas do regime autoritário também não existem mais. Não há mais condições para ditaduras, sejam de que tipo for.
Mas qual será a utilidade futura deste espólio, supostamente ideológico?
Poderão vir a ser solicitadas em gincanas, como raridades, ou no Brique pode ser criado um mercado de trocas; algo assim como:
"Troco uma coleção encadernada da Seleções pelas obras completas de Stalin. Ou uma camiseta do Partidão por um par, mesmo usado, de tênis Nike. Ou, ainda, um LP do Taiguara por qualquer coisa ou coisa nenhuma."
Por tudo isso, talvez se apele ao Oscar Niemeyer (é claro que seria ele, sempre ele) para fazer um "Memorial ao Comunismo".O ideal seria construir ali na av. João Pessoa, ao lado do templo Positivista, para se cultuar a memória do Comunismo.Um enorme casarão vermelho seria ótimo. Encerrando esta Sessão Nostalgia sobre o finado Comunismo fica a derradeira constatação :
Lá na Disneyworld. No World Showcase,o espaço das nações do Epcot Center, será construída uma bela e grandiosa reprodução da Praça Vermelha, do Kremlin e todo seu interessante conjunto arquitetônico. E o que é mais extraordinário, face à manifesta rejeição dos moscovitas, os restos mortais de Lênin seriam retirados da capital russa . A solução seria transferi-los para a Flórida.
O Mausoléu de Lênin na Disneyworld, com visitação paga e direito a um passeio na "Montanha Russa" seria a suprema derrota do Comunismo. Mas na velocidade em que os fatos estão acontecendo não seria de duvidar.
Mesmo belas idéias, quando se valem da força, terminam assim...
Afinal, a história e a vida costumam ser implacáveis com a mentira e a opressão.
Com todos os seus defeitos não existe regime melhor que a democracia.
O patético fim do Comunismo pode surpreender alguns. Mas não seria de estranhar que viesse a ocorrer. Não poderia dar certo um movimento, sedizente popular, cuja palavra de ordem era: "Uni-vos!"
Desculpe-nos Karl.
A teoria na prática não deu certo.
Velho de barba branca agora só: Papai Noel.
PS.
Esta crônica foi escrita em agosto de 1991, quando o regime comunista na antiga União Soviética estava quase terminando.

Os fatos vieram a confirmar as previsões. Cabendo destacar um aspecto curioso. Em julho de 1992, visitando o Hard Rock Café, em Orlando na Flórida, encontrei ao lado dos painéis dedicadas a imagens e objetos de Elvis Presley, John Lennon, James Dean e outros ídolos da juventude americana, uma parede inteira com fotos e posters de Lênin...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Vendas do varejo cresceram 3,6% em agosto

Vendas do varejo cresceram 3,6% em agosto

As vendas reais do comércio varejista restrita recuaram 0,5% na passagem de julho para agosto, na série com ajuste sazonal, conforme divulgado na quarte-feira pelo IBGE. O resultado ficou abaixo da expectativa da mediana das projeções do mercado, que apontavam para alta de 0,1%. Apesar da queda na margem, as vendas cresceram 3,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mantendo a tendência de recuperação da demanda do setor. A receita nominal apresentou ligeiro recuo de 0,1% ante julho, ainda considerando a série com ajustes sazonais. Setorialmente, sete dos oito segmentos pesquisados registraram retração na margem, com destaque para as quedas de 6,7% das vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e de 3,4% de tecidos, vestuário e calçados. Em contrapartida, as vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram 1,7% no período. O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que também considera os segmentos de veículos e materiais de construção, teve alta de 0,1% na margem. Para isso, as vendas de veículos e motos, partes e peças avançaram 2,8%, enquanto as vendas de materiais de construção cresceram 1,8%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas do comércio ampliado avançaram 7,6%. Apesar da surpresa negativa, acreditamos que essa queda das vendas do varejo seja devolvida em setembro, com o consumo das famílias auxiliando a retomada da atividade econômica ao longo do ano.